terça-feira, 31 de maio de 2011

A NATUREZA É UM PAUL ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto)

O mundo é um paul /
que me causa repulsa /
Mefítico tremedal /
é o mundo social /
( O mundo social /
é tecido de mulher /
pois o homem olha a caça /
olha ao longe /
alonga o olhar nas campinas /
atrás do galo-de-campina /
para alimentar-se /
e dar sustento à família /
A mulher desce o olhar à prole /
e com isso tece a veste social /
- é a religião e o amor /
é Vênus e Flora ou Ceres /
enquanto o homem é a guerra /
é Marte e o caçador /
o sátiro o fauno e o centauro /
buscando a conquista /
de terras e fêmeas /
e vida pela proliferação genética /
semeando-se no campo natural ) /

A natureza é um paul /
onde vivo de desesperança /
neste tremedal /
volutabro atascadeiro /
que tudo isso é vocabulário para paul /
que em inglês é nome "Beatles" /
do Paul dos " The Beatles" /
"Paul-Beatles" /
os besouros zunindo /
que passaram pela chuva /
que é um tempo do tempo /
porquanto o tempo tem muitos tempos /
ou muitas manifestações de tempo /
no temporal e no temporão /
na intempérie e no que é extemporâneo /
ou coevo longevo /
no voejo do escaravelho /
até o olho do velho /
que não é mais velho que o tempo /
esse ancião inexistente nos dias /
mas inventado pelo homem /
na matéria do ser /
ou no tratado de ontologia /
que diz o que é posto pelo homem /
enquanto ser que põe outro ser /
- ser inventado /
( Salvador Dali inventou um barco /
que apresta no mastro /
o centauro tecnológico /
que é o homem /
antigo centauro mitológico /
cuja invenção do barco a vela /
uniu-se-lhe ao corpo material e mental /
a ponto e transformá-lo /
junto e jungido à sua invenção do brigue /
num centauro da tecnologia /
que isso é o ser do homem coevo ) /

Todavia há um paul /
que rumoreja dentro de ti /
que me desperta a nota si /
que toca de amor cristão em mim /
e de paixão pagã por um objeto /
que há em ti /
e na doutrina transcendental de Kant /
que diz do Narciso /
que e o sujeito o objecto /
um lançando o outro na água /
onde se mira /
e de onde se olha /
da água e do olho /
se olha e vê Narciso /
a flor do paul /
do paul que há em mim e ti /
( todos temos um lameiro dentro /
um marnel charco /
- um atoleiro /
todos temos ) /

Leda é a madrugada /
para Camões e Cia de Camões /
e Leda também é nome de mulher /
fora da madrugada e seus galos /
chuvisco de orvalho /
Contudo para mim a madrugada /
é apenas a espectativa de solidão com lua /
Joan Miró e mulher escura na escuridão alargada /
embuçada nas trevas do paul /
- trevas filarmônicas /
para dizer algo louco /
ou algo com harmonia /
na madrugada em pedra de gelo /
ou na voz do galo cantor /
com todo o seu candor /
no canto cândido /
de candidez de novilúnio /
lento novilúnio em noite clara /
- clara-de-novilúnio /
derramada no cântaro /
em luz da abelha do sol /
tecendo o mel do girassol /

Você é a mulher /
que Miró mirou nas sombras /
daquela noite /
que ronda todas as noites /
- é a mulher que entalhei /
na madeira do idílio /
que conteve minha arte /
de um Rodin inspirado /
que tentei e talhei ser de madeira /
- no amor que inspirava Rodin /
um artista cuja arte é sensual /
tal qual tudo o que é silvestre /
e se enrosca nas serpentes /
a escrever seu corpo sinuoso no solo /
- chão para o que para a erva é lídimo /
e onde se escreve sua lei herbácea /
sem necessidade de estela /
cujas escrituras são em estela /
próprias para por em pedra a história do fóssil /

Se ao menos você existisse! /
se você existisse para além da essência /
na intersecção entre eu e o mundo geométrico /
Ah! se você existisse /
mensurada pela geodésia! /
e não apenas existindo /
sem existir para mim /
na intersecção parabolar /
das parábolas de Descartes /
coordenados os segmentos em curva no espaço /
- puro espaço "a priori" /
impresso na doutrina da metafísica transcendental /
que me põe a olha o mundo lá foca com Kant /
e nele nada ver senão objetos /
que são o lançamento do meu ego ou sujeito no mundo /
( o mundo assim /
é um olhar para nada /
que não seja eu mesmo /
objeto e sujeito /
transcendendo a mim /
no objecto espelhado /
ou especulado na face do Narciso /
que dá a filosofia idealista de Kant /
- a outra face dada para se bater ) /

Amo você /
e o quero-quero que és /
eu quero-quero demais amar /
e o quero-quero que tens...! /
- amo você dentro do mito /
do amor inexistente /
porque meu amor por você não existe /
nem mesmo você existe /
porque não está fora de mim /
postada lá fora /
livre de mim no mundo /
das coisas que vemos e transformamos em objectos /
para poder captá-las em intuição e conceito /
Na realidade minha interna amiga /
amada bem-amada /
você está dentro de mim /
encrustada gema no anel /
que verga meu corpo anatômico e fisiológico /
minha alma anatômica e fisiológica /
meu paul interior /
que se apaúla com garça /
muita garça branca /
brandindo ou reverberando a luz branca do sol /
que é uma casa caiada/
lá longe no morro /
no horizonte que se desenha no fim do olhar /
desdenhando do olhar /

Amo-a saracura de paul /
Ah! saracura-de-paul! /
oh! saracura-de-paul! /
garça de paul /
tartaranhão-de-paul /
tartaranhão-de-paul-fêmea /
seriema do cerrado /
pomba cinzenta do brejo velho /
amo-a o quero-quero que te quero /
com o querer de quero-quero /
a fazer bailar o ar com o seu trinado constante /
trinado gritado /
quase em eco /
em eco-eco de teco-teco ou teque-teque téu-téu /
Amo-a desde o ovo da cegonha /
sem vergonha de vôo mítico /
ou da maria-sem-vergonha /
que deita e rola no sexo verde /
cujo olor também é verde /
de violinista verde /
de verde pampa /
ou prado de Adélia Prado /
poetisa do brejo /
poeta-de-paul /
do paul da pernalta /
ave pernalta /
ave, nauta! /
argonauta /
- o amor está no sangue /
a paixão queima no líquido vermelho /
no reino dos eritrócitos /
no soprar da hemoglobina /
que sopra da corneta um anjo cálido /
um serafim de puro fogo /
a queimar e purificar o sangue /
que é um vampiro /
- o sangue é o próprio vampiro /
na busca de outro sangue /

Amo você que nem existe neste amor /
nesta paixão que sinto /
sem objeto externo /
ou cujo objeto externo /
é o objeto interno /
desenvolvido no idílio /
e da necessidade premente /
de crer que existe /
o que somente está cá dentro de mim /
no ovo hermético /
( Você não tem existência /
nem tampouco existencialismo algum /
é mera essência interna /
que meus sentidos internos e externos /
constituem como ser /
em dulcíssima ontologia de poeta /
que canta o grito na garganta /
onde amanhece uma andorinha /
em solitude parda ou cinza ) /

Amo-a trocando o verbo de pessoa ordinal /
pondo-o na pessoa do tu /
e do tuiuiui volante no paul /
Sinto saudades do tempo /
( do tempo e não de ti!) /
em que eu te amava /
porque já não creio mais no amor que cria /
quando não era ateu de amor cristão /
no latim do padre de tempos de antanho /
e de Santo Antão e Santo Antônio /
Naquele tempo eu te amava em Alice /
no país das Maravilhas /
naquele símbolo /
naquela alegoria /
naquela fábula /
amei-te muito /
e tenho saudade daquela felicidade /
que o amor solitário me fazia experenciar /
quando eu era o Chapeleiro maluca /
e tu eras a lebre maluca /
ou a própria Alice /
buscando meu amor ateu /
Hoje sem esse amor fabuloso /
sinto-me infeliz e triste /
e o tempo me parece um tempo perdido /
como uma fumaça de cigarro /
não procurando nada /
ou um resquício de cerveja /
no copo e na garrafa abandonado /
por um ébrio que foi feliz /
enquanto era eu naquela mesa /
frente a lua /
que Miró não soubera desenhar no céu noturno /
falciforme e negra /
como a mão da morte /
que passeia no verdugo invisível /
a rondar gargantas /
e cabeças a cortar /
no dizer da rainha vermelha /
( a cabeça decepada /
foi a cabeça do meu amor por ti /
uma paixão que se esfumou na brisa torta /
que passou por aqui fumando /
na lagarta que fuma naquele País de Alice /
- no País onde foi Alice /
sonhando que era um País das maravilhas /
antigo pensar adolescente /
a olhar o mundo detrás de olhos felizes /
corpo feliz /
sem doença ou dor /
que o arraste á melancolia /
ou a grande depressão ) /

Você é meu idílio /
mero idílio /
pobre idílio /
cônscio idílio /
idílica amada /
morta amada /
pela legião de forças das bem-amadas em exército /
em sintaxe de guerra /
em legião romana /
Você era idílica na espessura do idílio /
ao longe desenhado na geometria do horizonte /
pesado na gravidade de Newton /
no grave som do violoncelo /
tocando a corda de solidão do músico /
o obscuro músico /
dedilhando senos nas cordas do violoncelo tristonho /
lembrando da alegria de um Mozart vivo /

Você era minha utopia no lugar da utopia /
que se estende por todo a toponímia da cidade /
- Utopia de Morus a Marx /
( utopia é lugar nenhum /
e simultaneamente todo lugar /
pois em todo lugar se constrói uma utopia /
para o sujeito sobreviver /
em contato com o objeto do idealista /
em filosofia transcendental de Kant /
ou nos axiomas e corolários de Spinoza ) /

Você é meu sonho desde o berço /
desde antes do pequenino que fui /
do pequerrucho amado /
que corria a sorrir feliz /
dando gargalhadas de alegria pura /
na felicidade do estagirita /
confiante na vida /
na vida de menino /
e no destino desconhecido /
ou sequer suspeitado /
aonde cheguei /
e onde ninguém me espera /
onde você não me espera /
no mundo empírico /
( Nunca imaginei que estaria tão só /
com a flor do idílio à mão /
e versos pífios /
que nem sequer têm objeto /
para dizer adeus /
nem deus nenhum /
- nem tampouco o deus do pagão /
do cristão e do ateu /
que tem lá o seu deus /
mais ateu que o próprio ateu ) /

Em mitologia filosófica e poética /
o amor vai fluindo /
rio em todas as coisas /
passando por dentro /
tendo leito por fora /
e por baixo da terra /
nos subterrâneos lençóis freáticos /
aquíferos extensos /
outrossim carregando as nuvens plúmbeas /
à maneira das penas na pomba /
arroios que molham arroz /
e entram e saem do corpo humano /
ou secam ali no leito de morte /
de um riacho abandonado à própria sorte /
sob o sol do deserto /
com os pés nus na areia tórrida /

Amo você pelo seu carácter /
no rito mental da alegoria /
no símbolo do amor /
mas não na realidade /
algo cru nas crucíferas /
- cru na cruz romana quotidiana /

Amo seu ser posto no mundo /
com a coragem de quem põe o que pensa no mundo /
e realiza uma existência /
que a maioria pusilâmine nem sonha tentar /
por em sombra sob umbela ao sol /
que ama brincar em suas tranças /
que descem na corda amarela /
trançada na estória de Rapunzel /
( imaginada no menino em eterno retorno que sou sempre ) /
e na história da tereza /
dos pequenos bandidos presos pelos grandes criminosos /
donos do Código Penal e do processo /
que é a chave da cadeia /
procedimento sumário para pobres meliantes desprotegidos /
( ou a clave do tartaranhão-ruivo-dos-pauis ?! ) /

Olho você conversando com outros /
que nem são seres /
são fetos de seres /
abortos postos no mundo /
enquanto você é uma das Ilhas Aleutas /
um arquipélago para pouso das procelárias /
aves em debandada do meu oceano nada pacífico /

Vejo-a única em beleza /
solitária em sua beleza pura /
- única beleza de ilha no Pacífico /
entre os demais ( que são demais!) /
navegando em solitude pelo Estreito de Magalhães /
pois por mais belos e belas /
que os demais sub-seres possam parecer /
são criaturas feias perto de sua capela radiante /
sua cabeça sob capuz louro /
sua boca a dizer palavras /
sem o amargor ou a ironia cáustica /
dos filósofos que sofrem de cinismo /
- do cinismo que vence as bestas /
as cavalgaduras quixotescas ou apocalípticas no mundo /
nos seus reinos de mendacidade /
porquanto sendo símios /
somente podem servir à política dos chimpanzés /
pois não para aptos para a sabedoria dos poetas invasores de sistemas
vegetais /
e dos sábios amantes da vida e da liberdade /
andarilhos monges livres /
das masmorras construídas com Direitos Humanos /
e outras doutrinas religiosas para orangotangos /
dançando seus tangos /

Desejo muito você /
deseja-a intensamente /
com a intensidade densa do magma do vulcão /
da Ilha de Santorini /
( Seu corpo para mim /
não é uma península anatômica e fisiológica somente /
é um tsunami na língua austronésia tagalo ) /

Sexualmente a quero muito /
e muito mais que quero o quero-quero /
quero-te quero-te-quero /
quero-quero e outro quero-quero /
no acasalamento do quero-quero /
na alma cavada pela paixão /

Todavia não posso te propor /
nada que não seja digno de ti /
nem de mim /

A terra molhada em paul /
é terra em ti /
na flor que quero que seja um miosótis /
que azul é seu amor e verde também /
na melodia plantada em violinos /
um Stradivárius e um Amati /
tocados pelo violinista azul /
e o outro verde violinista em erva /

Mas você apaúla?! /
ou a terra por baixo do ventre das heras /
não tem nada de palustre /
não guarda o lago /
com o arcanjo nadando por baixo do peixe /
a lagoa onde a garça branca /
anda na alvura da barra da alva /
silente no seu passo de bailarina de Degas /
num salto de flor de laranjeira aromática /
que pára-queda no beija-flor /
quedo o vôo /
sobre o único momento /
que o coração do tempo parou /
no ar das abelhas rajadas no amarelo dos seus cabelos /

A vizinha da loucura /
avezinha da loucura /
é minha alma /
alma minha /
alma de gato /
alma-de-gato /
de sete vidas /
- sete almas /
os sete demônios em Maria de Magdala /
se houve tal Maria /
se houve tal Magdalla /
caminho da rota mercantil /
com o vil til /
do lado que sopra o anjo no vento /
barlavento ou sotavento /
da ilha que invento viver /
no vegetal do coqueiro /
na respiração da palmeira /
na casa do marimbondo /
naquele vespeiro /
dependurado na palma verdejante /
que a palmeira estende /
para assinalar um adeus /
totalmente ateu /
nada hebreu no nado nato do arameu /
nata de Deus /
maranata /

Amo você /
e e é triste perder um amor /
uma paixão alucinante /
mas a vida é triste /
e um amor se perde /
depois ou antes que se ganhe /
pois temos a morte em tudo /
girando o motor /
e estagnando a água no rio de dentro do corpo /
uma paixão é também uma elegia /
não é somente uma ode ao amor /

Amo você amazona /
-amazona montada sobre um cavalo do apocalipse /
embuçada em manto escarlate /
sobre o cavalo vermelho /
pois você é o cavaleiro vermelho /
mas somente eu sei /
que o cavaleiro vermelho /
não é nenhum cavaleiro carmim /
mas uma amazona sim /
carmesim amazona do apocalipse /
na qual desejo deixar elegia um rastro de mim /
um rastro de homem /
que vai buscar o menino /
dentro da mulher amada /

(Depois de ler este poema /
olhe dentro dos meus olhos /
para eu ver se posso ler /
este poema escrito lá dentro /
no ermo da alma /
no longo rasto de luz dos olhos /
que desenha almas aladas ) /

segunda-feira, 30 de maio de 2011

INCESTO (wikcionario wik dicionario wiki incesto etimologia)

A água abençoa o vinho /
- a água abençoa a vida! : /
é a alma da vida /
A água se ira em vinho /
dada sua arte plástica /
sua flexibilidade incomparável /
( Vinho é bebida espirituosa /
e do cesto ao incesto /
vai a uva /
- do cesto ao incesto de Noé /
vai a uva pisada no lagar /
onde ocorre o verdadeiro milagre do vinho /
tinto ou branco /
Milagre que prescinde de Jesus /
mas provavelmente não do homem /
mão e mente e pé diligente /
que fabrica o vinho /
que inventa o vinho /
uma bebida espirituosa atravessada por água pura /
da fonte segura da química molecular /
com sua fórmula químico-algébrica ) /

Dizem que Jesus transformou água em vinho /
sendo tal milagre /
uma mostra do poder de Jesus Cristo /
por ocasião das bodas de Canaã /
na Galileia dos gentios /
Claro e clara é essa anedota /
que, não obstante, cumpre função importante /
enquanto símbolo da ação do homem /
aqui eternizado na figura imaginária de Jesus /
produzindo um milagre : /
o milagre de transformar água em vinho /
que o ser humano já fizera muito antes de Cristo /
eras geológicas, metaforizando as Eras da geologia /
porque aqui é poesia ) /

Conquanto esse suposto ato de Jesus /
seja narrado como miraculoso /
trata-se de uma alegoria /
cujo fito foi dar mostra do poder do Senhor /
porque na realidade é o homem /
enquanto ser individual e coletivo /
ser genérico /
que transforma e transformou água em vinho /
através da indústria da vinicultura /
em processo industrial /
milênios antes de Jesus /
sequer ser concebido sem pecado /
no ventre da virgem /
( o recurso literário da alegoria /
permite narrar um fato genérico /
como se se tratasse de ato de um indivíduo /
que representa a espécie humana /
- no caso qualquer um de nós /
representamos plenamente para nosso ego /
toda a espécie humana /
Todavia, para os fanáticos que se perderam no caminho de si /
tocando a nota si na gaita de fole /
e se mirando nela como Narciso na lâmina d'água /
do rio que corre até a morte, /
para os fanáticos, no entanto,
a espécie ou o gênero humano /
simbolizado em Jesus /
ou outro profeta legislador ou filósofo grego, /
quando grego era em grego /
toda a filosofia que ainda é se desfia /
Kant acima /
Kant abaixo, /
não tem leitura do simbolismo /
não acha esta leitura no homem que se perdeu de si
na nota si monocórdia /
pois para ele o simbólico é real /
e o real uma ilusão de Maya e Maria. /
Canta isso, patativa do sertão profético! /
Cante até que cante Kant! ) /

Antes de vir-a-ser vinho /
a água já vem vindo na correnteza /
que passa por dentro da videira /
desagua na uva /
passa pela uva /
( não na uva-passa /
que é desidratada /
não abriga leito de torrente interior ) /
molha o esôfago /
e encharca o espírito /
- o espírito de vinho tinto! /
ou quiçá branco vinho /
em cavalo branco /
a galopar pelo Apocalipse quotidiano /
cavaleiro branco com arco e flecha /
centauro social /
- centauro da guerra /
Cadê minha amazona?! /
- a amazona do Apocalipse... /

( O vinho é um paul /
- água estagnada em álcool /
guardião de bactérias e fungos /
vírus e outras hostes bárbaras /
a cavalo sentada /
montada em sela /
tal qual um cavaleiro ou uma amazona /
dúplice centauro /
que surge no Apocalipse do dia-a-dia /
pois o Apocalipse dá-se de sol a lua /
falciforme e negra lua em Joan Miró... ) /

BODAS DE CANAÃ (wikcionario wik dicionario wiki etimologia )

A água abençoa o vinho /
- a água abençoa a vida! : /
é a alma da vida /
A água se ira em vinho /
dada sua arte plástica /
sua flexibilidade incomparável /
( Vinho é bebida espirituosa /
e do cesto ao incesto /
vai a uva /
- do cesto ao incesto de Noé /
vai a uva pisada no lagar /
onde ocorre o verdadeiro milagre do vinho /
tinto ou branco /
Milagre que prescinde de Jesus /
mas provavelmente não do homem /
mão e mente e pé diligente /
que fabrica o vinho /
que inventa o vinho /
uma bebida espirituosa atravessada por água pura /
da fonte segura da química molecular /
com sua fórmula químico-algébrica ) /

Dizem que Jesus transformou água em vinho /
sendo tal milagre /
uma mostra do poder de Jesus Cristo /
por ocasião das bodas de Canaã /
na Galileia dos gentios /
Claro e clara é essa anedota /
que, não obstante, cumpre função importante /
enquanto símbolo da ação do homem /
aqui eternizado na figura imaginária de Jesus /
produzindo um milagre : /
o milagre de transformar água em vinho /
que o ser humano já fizera muito antes de Cristo /
eras geológicas, metaforizando as Eras da geologia /
porque aqui é poesia ) /

Conquanto esse suposto ato de Jesus /
seja narrado como miraculoso /
trata-se de uma alegoria /
cujo fito foi dar mostra do poder do Senhor /
porque na realidade é o homem /
enquanto ser individual e coletivo /
ser genérico /
que transforma e transformou água em vinho /
através da indústria da vinicultura /
em processo industrial /
milênios antes de Jesus /
sequer ser concebido sem pecado /
no ventre da virgem /
( o recurso literário da alegoria /
permite narrar um fato genérico /
como se se tratasse de ato de um indivíduo /
que representa a espécie humana /
- no caso qualquer um de nós /
representamos plenamente para nosso ego /
toda a espécie humana /
Todavia, para os fanáticos que se perderam no caminho de si /
tocando a nota si na gaita de fole /
e se mirando nela como Narciso na lâmina d'água /
do rio que corre até a morte, /
para os fanáticos, no entanto,
a espécie ou o gênero humano /
simbolizado em Jesus /
ou outro profeta legislador ou filósofo grego, /
quando grego era em grego /
toda a filosofia que ainda é se desfia /
Kant acima /
Kant abaixo, /
não tem leitura do simbolismo /
não acha esta leitura no homem que se perdeu de si
na nota si monocórdia /
pois para ele o simbólico é real /
e o real uma ilusão de Maya e Maria. /
Canta isso, patativa do sertão profético! /
Cante até que cante Kant! ) /

Antes de vir-a-ser vinho /
a água já vem vindo na correnteza /
que passa por dentro da videira /
desagua na uva /
passa pela uva /
( não na uva-passa /
que é desidratada /
não abriga leito de torrente interior ) /
molha o esôfago /
e encharca o espírito /
- o espírito de vinho tinto! /
ou quiçá branco vinho /
em cavalo branco /
a galopar pelo Apocalipse quotidiano /
cavaleiro branco com arco e flecha /
centauro social /
- centauro da guerra /
Cadê minha amazona?! /
- a amazona do Apocalipse... /

( O vinho é um paul /
- água estagnada em álcool /
guardião de bactérias e fungos /
vírus e outras hostes bárbaras /
a cavalo sentada /
montada em sela /
tal qual um cavaleiro ou uma amazona /
dúplice centauro /
que surge no Apocalipse do dia-a-dia /
pois o Apocalipse dá-se de sol a lua /
falciforme e negra lua em Joan Miró... ) /

ESPAÇO E TEMPO NO GIRASSOL (wikcionario wik dicionario wiki etimologia)

Um dia a água /
que é a alma da matéria viva /
fora do peixe cristão no latim /
deixará de passar pelo corpo /
de nadar pelo corpo humano /
desenhando fisiologias e anatomias /
ao carrear energia /
em moléculas de pedra /
que é a forma de inteligência dos sais minerais /
quando em pó ou pedras minimizadas /
- rochas moleculares /
metálicas ou não metálicas /
boiando no líquido do mar vermelho /
do mar vermelho com hemoglobina /
mar de eritrócitos /
mar sanguíneo mar! /
de onde vem o amar /
que é todo o mar /
e movimento de mar /
e coração escarlate /
que late em língua espanhola! /
mas não na cor do latim /
em cor una ou "cor unum" /
( Coração arrítmico /
desperta paul /
com água nos tecidos /
nos interstícios dos tecidos ) /

Uma noite a água dentro do corpo enquadrado /
na fisiologia e anatomia de uma mulher na obra de Joan Miró /
- mulher pintada e plantada sem planta vegetal /
fora da estufa mental do artista /
a pensar a mulher com a paixão que move o artista /
a arte e a caça e a guerra /
assim algo meio-bruxa negra /
meio-vampira ou mulher fatal /
meio-morte com a lua falciforme /
erguida no céu para corujas e mochos /
- numa noite dessas pintadas por Joan Miró /
em obra poética /
a água não seguirá o curso da torrente de Cedron /
se desviará do álveo do rio ou riacho espumante /
abandonando o corpo humano ou animal /
o corpo anatômico e fisiológico /
- o corpo mítico do centauro /
corpo de fauno /
o ser dado em latim /
para estudo da fauna /
Então o ser humano /
que pode ser o homem ou a mulher /
ou o animal irracional á moda de Nietzsche /
descansará nos ossos /
- nos ossos e na caveira /
tal qual descansa Nietzsche /
sem flor ou musgo de filosofia a mordiscar o mausoléu /
ao leu do tempo rodando m folhas amareladas /

Um dia de sol chovendo no girassol /
que vai rodando e rondando o tempo e o espaço lato /
e também o espaço e tempo latente /
iminente /
ou uma noite de lua errante pela madrugada /
toda orvalhada e cantada a galope no som de galo negro /
embuçado dentro da noite sombria e fria para algia /
qualquer dia ou noite /
a água perderá o caminho para dentro do corpo /
ou será um paul dentro do corpo humano /
quando então o corpo humano /
que já dormira eras geológicas /
antes de vir a dormitar no ventre materno /
no sono do embrião e feto que se segue /
- um dia ou noite fechará todos os olhos /
no sono geológico /
- sono com tempo geológico /
tempo para sempre parado na rocha /
das Montanhas Rochosas quiçá /

Água de sono /
é paul para garças e saracuras oníricas /
originárias da matéria onírica das pernaltas /

No paul a água dorme /
morta afogada para sempre /
evocando a lembrança de Ofélia /
noiva de Hamlet em ato de Shakespeare /
em tragédia que comove /
e deixa o homem na platéia tartamudo de tanta emoção /
sentindo a tragédia da sua vida /
no anúncio do anjo no poeta trágico /
pois toda tragédia é profética /
é profecia a cumprir para todos /
num dia com aves pipilando /
ou em noite de anum escuro até nas duras penas /

domingo, 14 de novembro de 2010

LINEU (wikipedia lineu wikipedia england nederland scotland wikipedia )


A razão é com se fosse um corpo abstracto /
que difere do corpo sensível /

Uma coisa um ato e um fato é o sentimento /

- uma coisa apenas em objecto /
sensores físicos elétricos e químicos /
que captam o mundo exterior /
(se há algo exterior à captação da sensibilidade /
e ao pensamento abstrato da razão ) /

Outra coisa e ato e fato é a razão /
a qual está imersa num universo inexiste /
o cosmos do ser /
tão debatido pelos filósofos /
desde os tempos dos pré socráticos /

O amor ou a paixão /
é um sentimento que a razão invade /
com seus olhos de Fúria grega na mitologia /
( o mito é a forma da ciência contextual /
sendo o contexto crenças e outros sentimento vitais /
que nos escapam quando lemos os antigos /
pois a nossa fé no mundo já mudou de foco /
embora essa modificação seja meramente dada em contexto /
e não na essência ou existências do mundo /
sobre o qual intervimos com mitos e ciência /

poesia e filosofia /
caminhos incomuns paras as montanhas mais elevadas /
as deusas do relevo /
antigas formas da ciência /
que tem a ilusão de tê-las cingido /
bifurcado em duas vertentes do conhecimento /
quando essa crendice seja tão-somente outra ilusão /
incrustrada na teia do contexto ) /

O amor é um sentimento /
algo cabalmente diferente da razão /

que mensura a realidade /
e não se entrega refém /
pois enquanto a poesia põe o louro da glória na cabeça do poeta /
que é o pioneiro a construir a cultura /
a filosofia que leva em si o peso da racionalidade /
enceta o pensamento científico /
que é um ato de desprezo ao amor /
e ao universo em cosmologia /
e à mulher em cosméticos /
que põe a vida a rodar
( o poeta é uma floresta plantada longe dos fatos /
um enxame de abelhas ou mariposas em atos /
- atos vitais de borboletas e marimbondos /
no vento que toca um violino escondido no vespeiro /
quando a ventania anuncia o anjo da borrasca /
que se avizinha em corpo de vento ) /

A delimitação das terras /
no limiar que separa o lugar onde pode plantar o pé /
o jovem e o sábio /
separadas as terras nos pés e sob as palmilhas /
levanta-se em peixes nos lindes de um rio /

a achar no caminho outro rio deitado no berço do vale /
a cantar na pororoca que faz ouvir a língua das águas /
nos vocábulos de um dicionário líquido /
- o diálogo das águas na pororoca /
viandante no salmão que atravessa os reinos da vida /
anunciados na mensagem dos arcanjos e arcanos da ciência /
na vocalização e nomenclatura do erudito Lineu /
ao pó em tempo no latim de Roma antiga /
onde se juntou todo o pó do Império Romano /
tocado pela flauta do vento para o Vaticano /
( A vida piracema nas diversas densidades do espaço /
que às vezes é agua /
outro ar com oxigênio e nitrogênio e gases nobres /
e ainda é o vácuo na matéria e energia negra /
que encapuza o tempo /
travestido em matemática na equação literal ) /
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

POEMA ( WIKIPEDIA POEMA WWW POEMA WWW POEMA WIKIPEDIA )


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Houve um poeta /
de verso e anverso /
- um bardo que cantou o sentimento do mundo /
num livro de poesias em mixórdia com miosótis /

Não sei se o sentimento do mundo do aedo supra /
saiu despojado a buscar o mundo /

o vasto mundo com miasmas /
charcos charnecas mangues pauis impaludismo / ( malária maleita maligna /
palude paul paludismo palustre Plasmodium Anopheles ) /
estepes ravinas morenas Himalaia Alpes Andes Apalaches /
do vasto mundo mui mais vasto nas geleiras do coração de leão /
ou de um coração de pomba tombada historialmente /
na ponta da asa do arcanjo que voa sobre Goa /
Serra Leoa ou quiçá Samoa /
ilha de Samoa em canoa à toa e ao léu .../
Oh! téu-téu-da-savana! /
- pare meu estro em suas asas ) /


Eu não canto o sentimento do mundo /
pois o mundo não é meu sentimento /
esparso em flores e abelhas pelo espaço-ou-caminho-escaravelho /
mel a gosto e água límpida e fria de arroio rumorejante /
onde o girassol é também chamado de São João Batista /
porque mergulha o meu sentimento no mundo /

Meu sentimento é o mundo /
Digo como solipsista /
o que é solipsismo de fato /

sem medo de estar certo ou errado /
ou só na terra /
- monge ao longe /
desenhado pela mão em sombra do sol /
e as pegadas na areia modeladora /
que correm atrás ou à frente vão /
a caminho da solidão e solitude /
derradeiro rasto do ser /
- que é tanto ser humano quanto ser minhoca /

no paradoxo bifurcado do ser /

porquanto toda a vida enceta e termina em terra /
na escatologia deitado no anjo decaído no pó /

domingo, 22 de agosto de 2010

WWW. POEMA : POEMA WWW. ( POEMA WWW. POEMA WWW)


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Agnóstico sou eu /
porém só posso dizer isso em verso /
no canto do inferno tomado à voz de Dante /
excelso cantor em língua romance /
para além das cachoeiras encaracoladas /
que correm no ritmo dos seus cabelos cacheados /
às espáduas da bela deusa grega /

( toda mulher em exercício é essa deusa realizada! /
diva do anum na noite navegante na nave gótica /
fio que fia o anil na anileira /
que o sol amarelo põe na chuva de gotas de luz branca /
no véu de noiva para espantalho de ave que fugiu do azul do céu /
e pousou ao rés-do-chão na erva que encima a flor azul /
num escândalo esplêndido de céu por baixo do nível do arbusto /
que o ipê roxo demarca para o engenheiro agrimensor /
mensurar aquilo que é ordem de senhor feudal /
no alicerce do castelo e do sonho que sustem a torre de menagem) /

Agnóstico sou eu /

e não o ateu /
porque com a filosofia de ferramenta questiono o conhecimento /

que a ciência quer confirmar /

rebaixar à mísera verdade /
que é a verdade oficial /
( a verdade oficial sempre é romana /
e sempre é idiota / porquanto mitiga o espírito /
ao que é cruz romana ) /
a qual não passa de uma categoria da mendacidade /
que é o maior perigo para o indivíduo /
porquanto descontrói o indivíduo /
destruindo a concepção doutrinária de individualismo /
e firmando a individualidade em contrato institucional /
- estatuto dos desejos mirabolantes /
oriundo da filosofia baixa do cinismo /
- abaixo da linha das ervas com sua filosofia cínica /

e dos filósofos cínicos êmulos dos dervixes persas /

fonte de onde emana do Direito para hipócritas /
e outros povos adeptos do inexistencialismo /
uma doutrina filosófica sem perspectiva filosofante para ateu mas fundante da credulidade do pobre me espírito /
que perpassa todo o evangelho para povos hipócritas /
gente da etnia intelectual da sub filosofia cínica /

A construção de um povo se dá pela religião /
política e ciência primeva /
que marca o período anterior ao salto para a filosofia grega /
a qual cria o indivíduo /
ao criar o individualismo /

( doutrina filosófica em que entra o solipsismo /
niilismo panteísmo empirismo criticismo /
idealismo racionalismo cinismo /
que se rebaixa em cristianismo /
para alcançar o vulgo infantilizado ) /
- o individuo é o resultado dessa colcha de retalhos filosóficos-doutrinários /

pois a formação final do individuo /
realizado pelas mais diversas doutrinas de índole filosófica /
que convivem num mente única /
é o amálgama de todos os tipos de pensamento filosófico /
dentro de um mesmo indivíduo /
criado dentro de um ambiente /
perpassado pela filosofia /
que é um ente memético que cria memes intelectuais /

porque a filosofia é a corrente inteira /
não uma parte dela /
como pensam os imbecis /
que somente aprendem o que podem aprender o ser limitado /
- a filosofia nunca é só marxismo ou niilismo /
empirismo ou racionalismo ou idealismo /
como se põe na universidade /
onde se limita o homem ao pseudo filósofo formado em filosofia para ser professor /
- professar uma crença e não exercer a liberdade /
criar como agente do pensamento /
porquanto o professor mestre e doutro formado pelas faculdades /
são meros crentes obedientes /
e não senhores do saber /
senhores da filosofia ) /

( Aqui ponho um contraponto poético para a mariposa /
vir de longe na asa da chuva /
cujas gotículas no vento são asas de anjo /
penas brancas nascidas na terra com arroio de rocio na barra da alva /
que barra as barras das trevas /
voantes num anum Anúbis /
um zoomofismo-antropomorfismo que funda o pensamento ) /

( Agora voando da asa translúcida em mariposa-chuva para o indivíduo...:) /
O indivíduo é basicamente o céptico /
porque a mente filosófica ou com perspectiva filosofante /
se funda na doutrina do cepticismo /
que mais que doutrina /
é um princípio fundante da existência e essência do homem /
expressão do cepticismo dos sábios /
que não é o mesmo dos gênios /
os quais não maturaram até a sabedoria os colher /
provar sua substância no marimbondo e na matéria de abelha /
e outros seres alados nas borboletas e colibris /

- todos entes provadores da vida /
- da vida doce na glicose vegetal /
na uva e no miosótis plantado na sandália do caminho /
ao pé do caminho do andarilho descalço /
olvidado na curva do colmeal rajado de amarelo em flor curvilínea no espaço /
do poeta que escreve o sentimento do saber /
e o filósofo que o questiona /
com a filosofia que uma grega /
forma e modo de abrir o ser por dentro das coisas /
bem como por fora do olhar e cheirar /
as auroras estonteantes de odor doce de comer /
ouvidas no sussurro do orvalho caindo em queda d'água minúscula /
e no pássaro que canta o rame-rame das formigas /
e o carrossel em capítulo de girassol /
no bojo do chapéu das abelhas /

Somente o pobre filósofo sem título e vagabundo como Sócrates sabe /
que a verdade não é para ser adorada /
( como a veneram os professores! /
cultuam-na na deusa Palas Atena /
uma simples forma de representar a filosofia como a magna sabedoria /
que o mundo não conhece senão em grego socrático ) /
- cultuam-na tal qual ao bom deus de uma religião /
ou uma deusa Vênus nua para o olhar da luxúria /

( ou do maníaco sexual) /
- a maldita verdade latina é posta pelo filósofo para ser questionada /

( a filosofia é o questionar ao modo grego do ser ) /
mas somente a poesia pode ter esta liberdade /
ou licença poética para tal empreitada /
na sociedade secreta dos imbecis feitos professores /
porquanto a filosofia /

que é uma sabedoria vasta e erudita /
pode ser sempre alvo de críticas de sofistas /
e outros falsários do saber /
pois não tem licença para pensar com a liberdade da poesia /
- a poesia que os tolos pensam que não pensa /
- a poesia pensadora e filosófica /
que ama Marx e Kant e Hegel e Nietzsche /

( por isso os pensadores pré-socráticos grafavam em verso /
assim como o Tanach e o Corão / obras de santidade e beleza extremas /
- é uma forma de driblar os estultos /
os dementes de plantão no portão /
cães de guarda dos senhores feudais /
e seus castros e castelos atuais /
cercados pelo fosso do Direito mais desumano e cruel /
dos empaladores à la Vlad, o empalador da Transilvânia ) /

Não obstante os tiranos /
na política, nas letras e cultura /

a filosofia é o diferencial no mundo /
modifica as relações /
faz a revolução filosófica /
que permitiu a liberdade e democracia na Europa /
com o advento do estado laico /
melhor que qualquer parusia maluca /
( os países sem filosofia não são laicos /
e são sem filosofia países como a velha China /
com sua cultura de pensamento social /
dada por Confúcio e Lao-Tsé /
e outros estados teocráticos /
cujos atos de crueldade e desumanidade /
são demonstrados no desrespeito aos Direitos Humanos /
que é o bem mais precioso de qualquer civilização /
e deve estar acima até de Deus /
que nada mais é que homens no comando /
- eis o estado o que é o estado e o Direito : homens comandando homens! /
o que em si é um perigo para todos /
inclusive para os comandantes! /
- imagine para os sob o jugo dos poderosos donos do estado e das leis /
cujo conjunto e princípios bailares chamam Direito /

positivo quando "postos" em leis de Reis actuais ) /

A filosofia grega /
que é a única forma de filosofia que há /
( não há filosofia chinesa /
e a árabe apenas é álgebra /
assim como a filosofia originária da Índia védica /

e outras nações que delimitaram a filosofia grega /

para determinados objectos não proibidos em lei /
de políticas religiosas /
que são as mais perigosas /
porque tidas na conta de inquestionáveis /
reveladas por Deus /
a um homem há muito morto /
dormindo no pó de anjo /
que deixa o anjo ao cair no solo /
e se mesclar com o pó /
de onde vieram homens e arcanjos /
pois arcanjos são anjos decaídos no pó vivo /
que é o corpo humano em funcionamento pleno /
ou mesmo no corpo doente /
ferido de morte ) /

Somente a filosofia grega logrou criar o indivíduo /

( não foi o bobo, o bufão do Shakespeare! /
nem o deus de todas as religiões ) /
pois na antiguidade o que havia era a cultura /
sendo o homem enquanto indivíduo um nada /
- mero objecto da colectividade /
artefacto cultural /
( Moisés Abraão Aristóteles Sócrates Jesus Cristo /
não são homens /

- não são homens individuais /
não são indivíduos /
mas apenas entes colectivos /
personagens de dramas ) /

A filosofia grega na Europa /
depois da segunda Grande Guerra /
com o advento da tecnologia /

com aviões bombardeiros e canhões e bombas atômicas /
e rádio para ouvir de longe /
- escutar o ouvido do mundo /
do outro lado do espaço /

aonde foi e veio o tempo /
trazendo o espaço de longe /
em ondas senoidais /
que balançam no ar /

A filosofia grega /
que é a única que existe /

enquanto modo de questionar o que antes era inquestionável /
fez a Holanda pacífica, ó Nederland, Nederland! /
( pacífico oceano de Holanda /
que pode atlanticar para atlantes /
pacíficas angiospermas /
e tulipa linifolia /
tulipa saxatilis ) /
pacifista caminheiro da Áustria e da Alemanha pós-guerra /
amealhando a maior riqueza que existe /
- que é o respeito em primeiro lugar pelo indivíduo /
e somente depois pela cultura e as instituições /

que são monstros para servir e não para escravizar /
- monstros que não devem servir a ditadores /
pois os ditadores são os maiores monstros /
dentro do pesadelo com a pálpebra fechada /
mas louca para abrir e espantar o pesadelo /
aos gritos para fora da pálpebra que envolve com carinho /

o sonho que leva o sono pela mão da criança /
doce com balas de mel /
para abelhas ritmadas ao som de Bach e Chopin ao piano ) /

Agnóstico sou eu /

porque sei do saber /
e o que sei é tão-somente /
- que não sabemos nada /
que o saber é uma agnose /
um saber que o que sabe /
é que não sabe /
o ser é uma agnose /

- e ser é o saber do pensamento /
que auto-consciente ou auto-ignorante /
tem consciência que não sabe /
senão que não sabe /
- o saber é auto-agnóstico /
ou um ato de auto-agnose /

Agnóstico somos /
quando temos consciência ( ciência de cada povo ) /
e auto-consciência ( filosofia dos gregos pós-Sócrates /
- os pós-socráticos filhos da filosofia ) /
de que o outro ser /

que vive no animal corporal fora de nós /
e no espírito do ser pensante na filosofia /
que existe e portanto se existe pôs o ser no mundo /
que esse ente complexo que vive e existe concomitantemente /

e que por esse existencialismo filósofo /

e vida vegetal que subiu ao ramo do símio /

até o homem que nos tornamos /
- que o homem deve ser respeitado /
em todos os seus Direitos Humanos /
acima de qualquer idéia ou ideologia /
estado Deus ou religião /
no artigo de lei escrito por Voltaire /
- e que este é o real e necessário princípio do amor /
da paixão agnóstica pela mulher de cabelos longos e negros /
olhos negros e profundos como uma mulher de Joan Miró dentro da noite do cavaleiro negro do Apocalipse /
que corre empós a filosofia grega peregrina /
cigana nos caminhos descalços que ela pisa descalça na carmelita que
floresce anil /
simples como a pomba que move graciosamente a cabeça /

enquanto come farelos no chão /
aonde a paz dorme e sonha /
com o amor de Cristo /
que parece mais doce que o amor de geleia real /
de uma mulher /
- paixão grega encaracolada nas madeixas nigérrimas de Maria Madalena /
( ou seria Maria de Magdalla?! /
a mulher que tanto amou a pomba de pescoço torcido na cor de um azul-pomba /

que nunca vi senão nas pombas com esse colarinho!) /

- que todas as pombas são de paz! /
( Seria a paz somente das pombas?! /
ou a mulher teria um quinhão nessas terras /
de floresta negra e bétulas /
que jogam o véu branco das flores no chão da noiva ) /