O homem tem um sentido interno, o qual Kant denominou de tempo ou,
salvo engano, "apercepção". Esse sentido, de fato, existe, basta para
isso observa os profetas; e se há profetas, alienação do homem,
enquanto mente, intelecto, compreensão, é porque o homem é profeta,;
caso contrário não haveria profeta.
Esse suposta, presumível, sentido interno pode ser outros cinco sentidos :
sentidos genéticos, que vasculham ou perscrutam o ser humano e sabem
de sua vida e morte, bem como de fatos que vão acontecer no universo,
porque já aconteceram e foram guardados na memória genética, que é a
sabedoria maior ou magna do universo.
Os tais "cinco" sentidos internos, em genoma, provam, outrossim, o
mundo, as coisas no universo, que também são postas pelos sentidos
externos, que as provam igualmente. A sabedoria prova, o conhecimento
não prova, apenas faz leitura de provas com aceleradores de
partículas, com metodologia estatística, e outras demonstrações
empíricas .
O empirismo nada prova : é tão-somente um método para se ler provas,
porquanto o conhecimento se restringe à ler e escrever, a isto está
restrito o conhecimento : é literatura, arte, arcabouço metodológico
, epistemológico ( epistemologia ), cuja missão é comunicar o que há
no âmago da sabedoria, nos seus meandros e labirintos com minotauros.
Os homens, em algumas culturas, preponderantemente masculinas, criaram
a primogenitura, no qual a Direito era toda transmitido ao varão,
talvez estribados na característica do cromossomo "Y', que é exclusivo do
homem e não passa senão de pai para filha ; não é transmitido como
herança genética à filha. Talvez esteja calcado aí, no espaço
cromossômico, o Direito do primogênito, porquanto o Direito à
primogenitura estriba-se no nascimento, concerne ao primeiro filho; no
entanto, quando a linha política de comando é patriarcal e não
matriarcal. A mãe transmite a mitocôndria, uma organela celular,
universalmente.
Os cientistas lêem as mitocôndrias, assim como os geólogos lêem as
camadas da terra, os filósofos o pensamento, os poetas o mundo
vegetativo e animal, e quiçá até mineral ,no ser humano, objetos
diversos ou dispersos que esse sábios recolhem na língua vernacular, e
nos idiomas cultos como o latim, o grego, o sânscrito, dentre outros
de outrora e atuais, esse as leituras, que são parte conhecimento,
quando envolvida a língua e as linguagens, como a matemática dos
hexaedros, poliedros, enfim, que são conceitos, os quais emitem uma
língua que, paradoxalmente, é uma linguagem de símbolos, com sintaxe e
léxico próprios e, outrossim, uma língua e linguagem de signos e
símbolos ( algarismo são signos ou símbolos? Depende do contexto), os
quais exprimem o conhecimento e a sabedoria humana, concomitante
neles, grafados e hieroglifados em seus corpos ou significantes, no que
tange aos signos, na terminologia de Saussure.
O conhecimento, diversamente da sabedoria, que se dá pelos sentidos,
internos e externos, genéticos ou em mutação no processo existencial,
não serve para a existência, não desvela a existência ou realidade,
mas somente se refere à essência, porquanto palavras e conceitos são
sua substância, substancia essa que os aparta da substancia que
pervade o universo e que Spinosa aborda em sua Ética ( dodecaedros
são conceitos, "palavra" é palavra, signo sonoro ou grafado ( escrito,
desenhado, pintado, esculpido.. tudo isso é grafia; já a "glifia"
radical posterior no vocábulo hieróglifos" diz mais do desenho, da
imagem, não tem vínculo definitivo ou conceptual com a geometria, que
parece ser obra que, por certo, medrou e ainda vai medrar em toda
terra de homem, porém eclodiu com maior viço na Grécia ou quiçá em
Alexandria, que era um mero legado grego, conquanto não somente
isso.); grafia, cuja raiz é geométrica, vem de posse de dois
significantes : na forma de sonorização, significante vocal, ou de
escrituração, significante gráfico propriamente dito ).
O objecto ou o escopo do conhecimento é comunicar, transmitir, transferir
a sabedoria para as palavras, as vozes, os desenhos, os vocábulos, por
tradição oral ou pela escrita ou história. A tradição é direta, não
passa pelo emaranhado de vocábulos que se enredam ( fazem um enredo,
uma trama) para narrar a história, que pode ser etimológica, quando se
trata de etimologia ou origem da palavra, filosófica ou geométrica,
quando aborda conceitos, linhas e planos, isocaedros, enfim sólidos de
Platão, teoremas de Pitágoras, bem como cálculos matemáticos, etc.
O conhecimento nada sabe, apenas engrola a língua com palavras, ou
mexe os dedos na mão, os quais se abrem em letras ou signos e
símbolos, para os olhos ( imagens) e para a mente ( geometria,
significados nas imagens ou iconografias, inconoclastia para
iconoclastas ou vândalos).
A geometria e a filosofia são sabedorias, não conhecimentos, mas, como
toda sabedoria tem que se comunicar por meios de imagens ou signos e
símbolos, os quais enriquecem o significado e o significante ( os
símbolos tem esse poder ), a geometria desenha o mínimo, abstrai tudo o
que pode de conhecimento e de existência, valendo-se desse método para
saber, ir além do mero conhecer, que apenas comunica.
O mesmo se dá
com a filosofia,que é outro "esgalho" da geometria ( ramo cá ramo lá),
em sentido lato,
apenas metaforicamente falando, que leva os traços ou grafia para os
signos, não mais para as imagens ou palavras da geometria, mas abstrai as
próprias figuras geométricas, tirando-as, inclusive, de plano, do
plano que é a base onde se alicerça toda a arquitetura da ciência
geométrica. é como se a filosofia fosse a literatura e a geometria as
artes plásticas.
A sabedoria tem dois ( ou mais ) acervos de sentidos, internos e
externos, genético e empírico, envolvidos com a existência, a
perscrutar a existência interna do ser humano, o corpo com seus órgão,
vísceras, a alma ( vida) e o pensamento ( espírito, ser, essência,
discurso, que é o significante do pensamento ), enquanto o
conhecimento não possui nada, apenas informa da sabedoria que reside
toda no corpo : sábio é o corpo ( ente real, existente, existencial )
, douto o escriba ou erudito ( ente mental, alienado do homem pelo
pensamento em doutrina,o seja, pelo conhecimento, cuja função é
tão-somente informar o que a sabedoria prova, saboreia, vive, não faz
historia, nem espera a historia e sua dialética hegeliana-marxiana) ou
marxista ); a mente, ou o intelecto, o conhecimento, enfim, apenas
informa, nada sabe. O conhecimento está bem exprimido nesses
pesquisadores e pesquisas que parecem saber tudo, todavia nada sabem,
senão informar quesitos que interessam aos mercados e aos mercadores,
aos Marco Pólos que vendem suas historietas, suas lendas para
incautos. E hoje temos um mundo de incautos, graças à educação, que
vem ante pela "mídia", onde estão as instituições de mentir ou cuja
função precípua é mentir, educar papalvos, parlapatão... parlar enfim,
nos congressos e assembléias de Deus ou sem deuses.
O senso ou sensores internos e, evidentemente, conectados ao universo
ou cosmos, numa cadeia ou teia de relações infinita na alma ou vida, a
qual é expressa no pensamento ou conhecimento através da mediação do
discurso ou "logos", que diz do "sofos", quando se é amante ou amigo
ou amiga do "sophos" ( sabedoria, em grego de antanho ), nos faz
profetas ou profetisas, pitonisas, oetas e filósofos ou sábios, cujo
único e unívoco compromisso é com o "sophos" e não com o sofisma, a
sofisticação, a mistificação, obra de sofistas,os quais são falsos
profetas, pseudo- poetas, filósofos... homens alienados do "sophos"
que, de certa forma, é , mais do que seu ser, sua representação da
realidade, por obra de arte teatral ( política, hipocrisia e outros
atos e ator e autor de peças teatrais ou jurídicas, que é uma
inusitada forma de teatro ou ritual grego, representado para estados
ou governantes e platéia, que são os governados ) : é seu saber ou
sabedoria, tão apagada ou tornada exígua e inócua pelo conhecimento
sofístico das pesquisas com seus pesquisadores a bufar números,
estatísticas, coisas tais, que nada são ante o zero ou o menos um da
matemática ou os signos com função abstrata da álgebra, que tira o
mundo da equação e põe a sabedoria límpida e em solitude.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
CALVÍCIE ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )
Abro os olhos e o que vejo me espanta /
é a visão do filósofo grego /
ao perceber a precariedade da realidade /
- o mistério em profusão na existência /
que o ser não pode resolver /
porquanto não é mero problema de álgebra /
porém quesito mais difuso e confuso /
envolto por enigma indecifrável /
à sombra de enigmática esfinge /
sem estela para ler /
nem pedra de Roseta /
decodificada pela sapiência e o conhecimento linguístico de Champollion /
- nem estela de Roseta para Champollion decodificar ! /
Oh! quão obscuros os caracteres da estela! /
Solitário e em solitude no deserto /
com a sombra ao sol no zênite /
sem pedra para jogar fora /
excepto o seixo que é o próprio ego /
que um dia será atirado fora ou para fora do corpo /
porquanto esse seixo é a alma /
que é vida a se movimentar na água /
fui um fauno na antiguidade clássica /
um rotundo peixe cristão /
ou algo assim que diz de piscina em latim ou grego /
que písceo é o peixe /
( alma é peixe de cristão /
no símbolo e no fato /
que é o ato de desenhar o peixe geométrico /
já no plano de Euclides /
No entanto, para pagão /
a alma em latim tem outro teor /
é símbolo de ave passariforme /
denominada alma-de-gato /
que em inglês tem um cuco nomeado ) /
Vejo a madrugada lá fora /
leda madrugada no soneto do excelso poeta Camões /
porém não enxergo a madrugada fria /
o que olho é tão-somente o que põe a luz ou a treva no espaço /
mascando tempo no chiclete de hortelã ou tutti-frutti /
a goma de mascar /
Entretanto sinto na tez /
a madrugada gélida /
a afrontar o calor do corpo /
teso ao arrepio do sopro gelado do ar /
Álgida brisa /
A madrugada é um gelo só /
um gélido silêncio /
quebrado por vozes de galo /
pelo candor do galo cantor /
Escuto a madrugada nos galos /
lívidos ao luar /
se há luar que reflita especularmente a face pálida /
ou a crista escarlate do cantor da madrugada /
o amante do orvalho manso e pacífico como um Jesus amado /
- o galo é um Jesus com muitas penas! /
ou um homem na hora do adeus /
- na hora apavorante do adeus a Deus! /
ao deus no panteísmo da filosofia natural /
a divindade que recebe o corpo em escatologia /
porquanto na Terra tudo é escatológico /
na forma da doutrina de Aristóteles /
vetusto filósofo e sábio /
que sempre perseguia um fim /
na sua noética /
que ele amava chamar ética /
Ouço a madrugada calada nos cães a latir /
vejo-a no Cão Maior e menor encolhido de frio no céu noturno /
em noturno de Chopin ao piano em pianíssimo /
ouço-a nos ruído e no rumorejar das água em arroio /
no silêncio cantante do rocio /
a molhar sutilmente /
no solo com ervas num xadrez cruzado de verde com negro de treva /
( xadrez de erva verde e negro de treva noturna ) /
A fragrância que a madruga traz à janela /
é um aroma de dama-da-noite /
em amplexo com jasmim ou bogari alvo /
ambos errabundos /
sob a luz mortiça das estrelas /
e o amarelar da lua /
quando é plenilúnio /
ou o branco fantasma do novilúnio /
que sempre me lembra Joan Miró /
a pintar mulher e lua e noite /
símbolos da tragédia /
nestes personagens da noite /
em tragédia para o fantasma do pai de Hamlet /
que agora é o avantesma de Shakespeare /
a descansar para sempre sobre a caveira e os ossos /
enfim, sobre o esqueleto /
se ainda há resquício de osso no mausoléu do bardo /
Sinto e apalpo a madrugada no frio que me corre pelo corpo /
absorvido pela aragem suave /
que voa com o morcego e o mocho /
O sabor da madrugada me vem à boca /
quando esta se abre /
e por ela entra a noite como alimento /
que vem em moléculas no ar /
o qual apanha tudo /
tudo colhe /
Com os sentidos na madrugada /
fico a cismar solitário e em solitude /
com esse sentir ou perceber a madrugada pelos sentidos corporais /
o qual tem sua resposta na gravação genética /
que impregna todo o meu corpo humano /
- corpo que já pertenceu a outros seres humanos da família /
que o preparam antes de mim /
- para mim e para os que me seguirão /
empós os clangores da alvorada /
parto alvo da madrugada negra /
mãe negra de filha branca /
em melanina e sol /
Fico em meio a esses sentidos /
em meio aos espaços que o tempo cria /
para me por dentro da vida /
que é o que me mantém em pé /
ante o espaço que passa abraçado ao tempo /
e que me deixam aqui perplexo /
a observar a passagem /
e o que ela provoca em meus cabelos /
em meus olhos /
e em meu corpo e alma /
bem como no meu espírito ou pensamento /
enfim, no meu ser /
ou no ser que projeto /
lança para frente como objeto /
e para for a como sujeito /
que chamam subjetivo /
que é um tempo /
em que vou viver no meio dos espaços curvos /
a única migalha de tempo /
em que eu serei um indivíduo /
com a alma aos pedaços /
ao chegar o fim dos escuros /
quando o tempo e o espaço para mim /
voltarão a ser pedra parada /
na metade de qualquer caminho /
tal qual está o poeta Dante e Carlos Drummond de Andrade /
que viram a pedra no caminho /
pensaram sobre sua essência e existência /
mas que hoje são a própria pedra pensada /
no tempo em que estavam em meio ao espaço /
separados pela mão do tempo /
que os fazia distinguir o espaço interior e exterior /
quando eram rocha metálica e flexível em corpo com alma /
- alma cristã ou pagã /
consoante soa o latim /
que se pensa e escuta no vento /
de boca cheia /
trazendo campos nos pés velozes /
( o vento é um atleta olímpico grego /
cuja maior vitória se deu em Maratona /
quando o tempo tinha outro desenho /
e outros homens como personagens da vida /
ou da alma grega /
cujo espanto era a filosofia /
- uma filosofia trágica em Nietzsche /
ou quem sabe em Heráclito de Éfeso... ) /
Um dia ou noite ou madrugada ou aurora /
sairei do meio do espaço /
deitarei ou cairei abaixo da linha do espaço euclidiano /
ou das serras azuladas no horizonte /
ficarei então quedo e mudo /
ave ou animal sem guincho /
já sem as penas negras do anum /
repousando na caveira e nos ossos /
destino trágico de todos os seres humanos /
( trágica é a vida /
não a alma fugidia /
apagado o sol /
imobilizada a bailarina da luz /
que dançava a dança do ventre /
com sete véus ) /
Todavia o espaço lato continuará colocando outros e outras /
exatamente em seu centro de atenções espaciais /
até que se deitem também /
sob a linha do equador /
sem alma e jogado no escuro /
do lado anverso ao sol /
A vida foi escrita por um poeta trágico grego /
ou por um jurista eminentemente técnico /
sem laivo de humanidade /
Um dia noite madrugada ou no dilúculo /
à luz dilucular ou quiçá no lusco fusco /
ou ainda na barra da alva /
a lavar toda treva chorada pelo orvalho /
- desceremos à sombra do Hades /
abaixo das raízes herbáceas arbóreas ou arbustivas /
e abaixo da vida vegetal /
juntaremos pele com o mineral em pó /
volveremos à casa do mineral /
de onde viemos alçados ao lume do sol /
e da lua macilenta e lenta /
e não haverá Ascenção /
excetuados dos gases e da água /
que viaja à gás /
( Há alguma coisa ou ato de bizarro na sensibilidade /
que não aparece senão por dentro do corpo /
senso esse que sabe profeticamente da morte do corpo /
desde tenra idade /
profética já no adolescente /
muito antes de vir as cãs /
ou a calvície masculina /
a prover uma testosterona em teoria esdrúxula /
móvel de elucubração febricitante /
A minha profecia me assevera /
desde tempos remotos /
que morrerei depois de completar 96 anos /
sem decrepitude alguma /
livre de todos os achaques do tempo /
Entrarei no silêncio da noite eterna /
sem o grito angustiante do bebê /
que veio a lume a clamar vigorosamente /
no trauma natural de entrada em atmosfera /
onde adejam mariposas lépidas noctâmbulas /
noctívagos entes com de asas translúcidas e frágeis /
a remar seu espaço no mundo /
constituindo tempo motor /
no ato do remador /
e náufragos a nadar freneticamente /
os membros como rêmiges ou remos da nau corporal /
para onde a luz rutilar /
assinalando uma tênue e insular ou peninsular terra /
na manhã pipilar em pássarros canoros ) /
é a visão do filósofo grego /
ao perceber a precariedade da realidade /
- o mistério em profusão na existência /
que o ser não pode resolver /
porquanto não é mero problema de álgebra /
porém quesito mais difuso e confuso /
envolto por enigma indecifrável /
à sombra de enigmática esfinge /
sem estela para ler /
nem pedra de Roseta /
decodificada pela sapiência e o conhecimento linguístico de Champollion /
- nem estela de Roseta para Champollion decodificar ! /
Oh! quão obscuros os caracteres da estela! /
Solitário e em solitude no deserto /
com a sombra ao sol no zênite /
sem pedra para jogar fora /
excepto o seixo que é o próprio ego /
que um dia será atirado fora ou para fora do corpo /
porquanto esse seixo é a alma /
que é vida a se movimentar na água /
fui um fauno na antiguidade clássica /
um rotundo peixe cristão /
ou algo assim que diz de piscina em latim ou grego /
que písceo é o peixe /
( alma é peixe de cristão /
no símbolo e no fato /
que é o ato de desenhar o peixe geométrico /
já no plano de Euclides /
No entanto, para pagão /
a alma em latim tem outro teor /
é símbolo de ave passariforme /
denominada alma-de-gato /
que em inglês tem um cuco nomeado ) /
Vejo a madrugada lá fora /
leda madrugada no soneto do excelso poeta Camões /
porém não enxergo a madrugada fria /
o que olho é tão-somente o que põe a luz ou a treva no espaço /
mascando tempo no chiclete de hortelã ou tutti-frutti /
a goma de mascar /
Entretanto sinto na tez /
a madrugada gélida /
a afrontar o calor do corpo /
teso ao arrepio do sopro gelado do ar /
Álgida brisa /
A madrugada é um gelo só /
um gélido silêncio /
quebrado por vozes de galo /
pelo candor do galo cantor /
Escuto a madrugada nos galos /
lívidos ao luar /
se há luar que reflita especularmente a face pálida /
ou a crista escarlate do cantor da madrugada /
o amante do orvalho manso e pacífico como um Jesus amado /
- o galo é um Jesus com muitas penas! /
ou um homem na hora do adeus /
- na hora apavorante do adeus a Deus! /
ao deus no panteísmo da filosofia natural /
a divindade que recebe o corpo em escatologia /
porquanto na Terra tudo é escatológico /
na forma da doutrina de Aristóteles /
vetusto filósofo e sábio /
que sempre perseguia um fim /
na sua noética /
que ele amava chamar ética /
Ouço a madrugada calada nos cães a latir /
vejo-a no Cão Maior e menor encolhido de frio no céu noturno /
em noturno de Chopin ao piano em pianíssimo /
ouço-a nos ruído e no rumorejar das água em arroio /
no silêncio cantante do rocio /
a molhar sutilmente /
no solo com ervas num xadrez cruzado de verde com negro de treva /
( xadrez de erva verde e negro de treva noturna ) /
A fragrância que a madruga traz à janela /
é um aroma de dama-da-noite /
em amplexo com jasmim ou bogari alvo /
ambos errabundos /
sob a luz mortiça das estrelas /
e o amarelar da lua /
quando é plenilúnio /
ou o branco fantasma do novilúnio /
que sempre me lembra Joan Miró /
a pintar mulher e lua e noite /
símbolos da tragédia /
nestes personagens da noite /
em tragédia para o fantasma do pai de Hamlet /
que agora é o avantesma de Shakespeare /
a descansar para sempre sobre a caveira e os ossos /
enfim, sobre o esqueleto /
se ainda há resquício de osso no mausoléu do bardo /
Sinto e apalpo a madrugada no frio que me corre pelo corpo /
absorvido pela aragem suave /
que voa com o morcego e o mocho /
O sabor da madrugada me vem à boca /
quando esta se abre /
e por ela entra a noite como alimento /
que vem em moléculas no ar /
o qual apanha tudo /
tudo colhe /
Com os sentidos na madrugada /
fico a cismar solitário e em solitude /
com esse sentir ou perceber a madrugada pelos sentidos corporais /
o qual tem sua resposta na gravação genética /
que impregna todo o meu corpo humano /
- corpo que já pertenceu a outros seres humanos da família /
que o preparam antes de mim /
- para mim e para os que me seguirão /
empós os clangores da alvorada /
parto alvo da madrugada negra /
mãe negra de filha branca /
em melanina e sol /
Fico em meio a esses sentidos /
em meio aos espaços que o tempo cria /
para me por dentro da vida /
que é o que me mantém em pé /
ante o espaço que passa abraçado ao tempo /
e que me deixam aqui perplexo /
a observar a passagem /
e o que ela provoca em meus cabelos /
em meus olhos /
e em meu corpo e alma /
bem como no meu espírito ou pensamento /
enfim, no meu ser /
ou no ser que projeto /
lança para frente como objeto /
e para for a como sujeito /
que chamam subjetivo /
que é um tempo /
em que vou viver no meio dos espaços curvos /
a única migalha de tempo /
em que eu serei um indivíduo /
com a alma aos pedaços /
ao chegar o fim dos escuros /
quando o tempo e o espaço para mim /
voltarão a ser pedra parada /
na metade de qualquer caminho /
tal qual está o poeta Dante e Carlos Drummond de Andrade /
que viram a pedra no caminho /
pensaram sobre sua essência e existência /
mas que hoje são a própria pedra pensada /
no tempo em que estavam em meio ao espaço /
separados pela mão do tempo /
que os fazia distinguir o espaço interior e exterior /
quando eram rocha metálica e flexível em corpo com alma /
- alma cristã ou pagã /
consoante soa o latim /
que se pensa e escuta no vento /
de boca cheia /
trazendo campos nos pés velozes /
( o vento é um atleta olímpico grego /
cuja maior vitória se deu em Maratona /
quando o tempo tinha outro desenho /
e outros homens como personagens da vida /
ou da alma grega /
cujo espanto era a filosofia /
- uma filosofia trágica em Nietzsche /
ou quem sabe em Heráclito de Éfeso... ) /
Um dia ou noite ou madrugada ou aurora /
sairei do meio do espaço /
deitarei ou cairei abaixo da linha do espaço euclidiano /
ou das serras azuladas no horizonte /
ficarei então quedo e mudo /
ave ou animal sem guincho /
já sem as penas negras do anum /
repousando na caveira e nos ossos /
destino trágico de todos os seres humanos /
( trágica é a vida /
não a alma fugidia /
apagado o sol /
imobilizada a bailarina da luz /
que dançava a dança do ventre /
com sete véus ) /
Todavia o espaço lato continuará colocando outros e outras /
exatamente em seu centro de atenções espaciais /
até que se deitem também /
sob a linha do equador /
sem alma e jogado no escuro /
do lado anverso ao sol /
A vida foi escrita por um poeta trágico grego /
ou por um jurista eminentemente técnico /
sem laivo de humanidade /
Um dia noite madrugada ou no dilúculo /
à luz dilucular ou quiçá no lusco fusco /
ou ainda na barra da alva /
a lavar toda treva chorada pelo orvalho /
- desceremos à sombra do Hades /
abaixo das raízes herbáceas arbóreas ou arbustivas /
e abaixo da vida vegetal /
juntaremos pele com o mineral em pó /
volveremos à casa do mineral /
de onde viemos alçados ao lume do sol /
e da lua macilenta e lenta /
e não haverá Ascenção /
excetuados dos gases e da água /
que viaja à gás /
( Há alguma coisa ou ato de bizarro na sensibilidade /
que não aparece senão por dentro do corpo /
senso esse que sabe profeticamente da morte do corpo /
desde tenra idade /
profética já no adolescente /
muito antes de vir as cãs /
ou a calvície masculina /
a prover uma testosterona em teoria esdrúxula /
móvel de elucubração febricitante /
A minha profecia me assevera /
desde tempos remotos /
que morrerei depois de completar 96 anos /
sem decrepitude alguma /
livre de todos os achaques do tempo /
Entrarei no silêncio da noite eterna /
sem o grito angustiante do bebê /
que veio a lume a clamar vigorosamente /
no trauma natural de entrada em atmosfera /
onde adejam mariposas lépidas noctâmbulas /
noctívagos entes com de asas translúcidas e frágeis /
a remar seu espaço no mundo /
constituindo tempo motor /
no ato do remador /
e náufragos a nadar freneticamente /
os membros como rêmiges ou remos da nau corporal /
para onde a luz rutilar /
assinalando uma tênue e insular ou peninsular terra /
na manhã pipilar em pássarros canoros ) /
segunda-feira, 6 de junho de 2011
CORPORAÇÕES ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )
O objecto do médico ou da medicina ( na realidade é do médico, pois a
medicina não existe sem o médico e mesmo com o médico continua a não
existir; o que existe é a atividade do médico denominada pela palavra
medicina, uma essência abstraída da realidade, à maneira que Euclides
de Mégara ou de Alexandria, ou ambos, abstraíram os axiomas, os
postulados e as linhas e retas, e segmento de retas, o paralelogramo,
os teoremas, enfim, a geometria, com o triângulo, objeto dos teoremas
mais esdrúxulos, como o de "Pitágoras; o "Teorema de Pitágoras"
parece não ser de Pitágoras, porém sim de Euclides, ambos seres
humanizados e não humanos, porquanto seres coletivos e não indivíduos;
escolas sobre os ombros nos omoplatas do homem que descansa nos ossos
há milênios, em muitos ossos,uma pilha deles, pois não se trata de um
indivíduo, porém de miríades deles vivendo nos séculos fora ou senão
nos milênios ); portanto, pós-digressão "longânime", o objeto da
medicina hoje é o paciente, mas mais que o paciente, o médico, que
constituiu o títere dos atos escritos ou prescritos por lei para a
medicina, ou técnica médica, tem outro objeto : a mercância, a
necessidade ou a premência de vender fármacos, droga fármacas, uma vez
que o império do mercado o exige. Na realidade, são dois objetos, ou o
objeto, propriamente, é dúplice, preponderando o objeto de interesse
da empresa que visa lucro e o cartão VISA ou MASTERCARD ou outro
"card".
O princípio e a causa que regem ou modelam o objecto não é o
conhecimento, pois ninguém crê mais em conhecimento, não sendo óbice
algum para essa descrença a tecnologia ou outras fanfarronices
científicas. O princípio e a causa que regulam e regulamentam
legalmente, na forma jurídica, o conhecimento é um princípio "fosco", com face para o obscuro,
um princípio da ignorância do objecto que, ao bipartir-se, ao se bifurcar
em princípio do conhecimento e de mercância, concomitantemente, perde sua consistência,
esfuma-se sua densidade. se esboroa sua inteligência ou a ciência que
o princípio finge conter, mas que está apenas na parola do parlapatão.
Esse problema do conhecimento vem já nas brumas de tempos remotos; na
antiga Grécia os filósofos acusavam os sofistas ( vide sofisma ou sofística, cuja raiz ou radical parace ter algo na terra com sofisticação, vocábulo que caracteriza um tempo em que a cltura já se transmuta em civilização, agregado humano mais complexo) , na Idade média o
diabo ficou com toda a culpabilidade pelo pecado, enfim, se se
procurar, em qualquer época ou cultura, haverá sempre um demônio ou
dragão culpado pelo que os políticos ou donos do mundo e do mercado do
período vivido praticam sem alarde, na surdina, à sorrelfa, no
"silêncio dos inocentes' ou acobertados por este silêncio amuado, com
muxôxo de alguns conspiradores, que querem fazer motim, querem se
amotinar, por isso suscitam uma teoria da conspiração.
O diabo, em todas as suas formas de ser no tempo, ou nos tempos em que
"existiu" em essência, assim como os deuses, que são o mesmo diabo do
outro lado da tensão, mediada por um espaço euclidiano dessa tensão ou
nem euclidiano, por há um espaço entre tensões existente, não
meramente essencial ou praticado somente para discurso ou posto
enquanto ser nas abstrações euclidianas, que falam e estudam e
praticam o espaço no desenho e com postulados, axiomas, dentre outras
evidências, porém não tratam do espaço em sua realidade ou existência,
porém somente em essência, de forma abstrata, tirando ou abstraindo
todos os vínculos com a realidade ou existência; ou seja, trata do
espaço, é um tratado erudito do espaço e, ao mesmo tempo, não trata do
espaço enquanto realidade, mas apenas idealidade.
O diabo, que é uma mera polaridade, transformada por símbolos e signos
fazendo ou tecendo história ( historia significa "tecido" ou trama,
daí a redundância inevitável numa língua não tão culta quanto o latim
ou o grego) em um ente tido pelos supersticiosos ou pela superstição
suscitada em pessoas cândidas, na conta de ente ou "entidade" real e
não mais simbólica, alegórica, graças a capacidade de distorção das
palavras, que podem trocar idéias e ir e vir da realidade ou
existência á essência, sem que o público inculto o perceba, porquanto
não conhecem as palavras senão como papagaios e não sabem nada de
filosofia, que é a ciência escondida deles ou inacessível para a
leitura de olhos infantis ou infantilizados pela educação vigente e
mancomunada com os interesses dos poderosos, com os que comandam sue
território, que denominam país, estado, ( estado de Direito soa nobre,
belo, impávido, majestático, soberbo e soberano), nação, ou igreja,
Vaticano, empresa, instituições, enfim, que tudo isso são feudos
remodelados, com novo desenho, inovações conceituais e outros
embustes.
O diabo funciona no mercado negro e todas as leis elaboradas pelos
parlamentares, conscientes ou não, passam pelo circuito que faz os dois
mercados, como tudo no mundo, do amor à guerra, existe graças ao corpo
das polaridades que fazem tudo existir ou funcionar, que é a forma com
a qual a matemática a"percebe' a realidade ou existência; ela, a
matemática, que é o matemático, que "vive " de essências, pois a
matemática é uma forma simplificada de filosofia sem o respectivo e
aborrecido aprofundamento em ciências abstrusas e extremamente
intelectuais que são a ontologia, epistemologia, a noética e outras
formas de ciências que constituem todo o corpo filosófico, um corpo
aristotélico ("Corpus aristotelicus" ).
O matemáticos e demais cientistas são filósofos mitigados, diminuídos
em suas atribuições de
saber e conhecer, do conhecimento e da sabedoria, que, por seu turno,
consubstanciam os corpos da estética e da razão, sendo a última parte
que cabe á ciência magna ou maior ( filosofia) e a primeira, a
estética, é objecto do esteta e, evidentemente te, do filósofo, o qual
também estuda ou tem como objecto de estudo a estética, mormente porque
os filósofos, em geral, também são artistas : literatos, poetas.
Toda ciência menor, alijada dos princípios racionais e até, idealistas
da filosofia, ou que é tão-somente parte da filosofia, ou filosofia
menor, que é isso que são as ciências, tem, na realidade, um objecto
ignorado, abstruso, porque ignóbil, por seus próprios cientistas ou
filósofos menores; como os velhos, vetustos religiosos, tem como objecto
antes o diabo que ao deus que cultuam, pois sobrevivem ao sabor dessas
polaridades antípodas.
Somente o filósofo está livre do diabo ou de
constituir o diabo como objeto, exceto em objeto de estudo do
simbolismo ou da simbologia, que é ramo da semiologia, semiótica e
disciplinas afins : antropologia, sociologia, psicologia, política,
religião ou teologia, gnoseologia, enfim, ciências alienadas da
filosofia, da perene crítica que a filosofia exerce sobre o pensamento
e o discurso, seu reflexo, bem como sobre a existência ou realidade e
a fenomenologia, etc. porquanto a filosofia e seus objectos múltiplos
não tem fim, vai a infinito matemático ou "n" algébrico.
O diabo, portanto, que, enquanto ser ou essência, que é, e nada mais
que um ser simbólico, alegórico,de história e não de realidade, não de
natureza ou "in natura" ( o homem também é um ser simbólico, neste
sentido, embora haja no homem a bifurcação com a realidade ou a
existência, pois conquanto simbólico na essência ou no ser, é real na
existência, existe, está fora de sua mente ou de seu pensamento, tais
quais estalam nos olhos a luz que especulam
os miosótis no azul que põem como ovos de galinha, de galinha que bota
ovo azul, esferóide, tipo uma equação esferóide, ou elipsóide,
debaixo do chapéu da flor azul e do chapéu ou véu do céu ).
Todavia, esse ser alegórico, que é o demônio, é útil às polarizações sociais
que, destarte, pode queimar hereges na fogueira, como diabos, bruxas
ou outras coisas demoníacas contras as quais se deve e pode bater o
martelo das bruxas, outrossim constitui ou "estatui" que serão os
criminosos nos códigos penais do diabo
a quatro ( os criminosos são, em geral, personagens da tragédia ou
comédia do Direito Penal de cada país ou nação : é o diabo um adversário estatuído por lei, uma personagem de lei, de estatuto legal ou jurídico, um ser jurígeno, um monstro ou aberraão social ou socialializada, cuja constituição ou nstituição legal ou jurídica ou jurígena, é criada ou inventada para solucionar alguns problemas de relacionamento social ou político que, de outra forma, de outro modo, permaneceria insolúvel, inviabilizaria o trato social e à própria sociedade, que sempre deve possuir senhores e escravos, alguns poucos, escassos homens livres e uma maioria nas galés, nas masmarra, nas senzalas, no crime e no pecado, a fim de constituir ou dar sentido lato e estrito às instituições que alienam o pensamento humano como a igreja, o governo, as empresas, o Direito, enfim, o agrupamento social, a comunidade, os meios de comunicação, a nação ou paías ou estado. Esses atos trágicos e cômicos suscita o estado da dor, o estado lancinante, o estado do homem das dores, já profetizado pelo profeta bíblico Isaías, que prevê, destarte, um apocalise social, de onde vem a besta, ou onde está plantada e planejada a besta. Isso é demasiado complexo e arbitrário, funda-se em convenções para tudo : da língua ao maniqueísmo, doutrina que serve e suscita tal estado de fato e de Direito, naturalmente).
O diabo, ainda, tem,em suas atribuições simbólicas, a função diabólica
ou mefistofélica, cujo escopo "eminente"é o de fazer circular bens e riquezas pelo circuito do
mercado negro e dar
existência na "ilegalidade" para alguns, os criminosos ou os que
pagam, enquanto bodes expiatórios ( diabos, bodes, Pan, o ser divino, que é o próprio homem, na figuração de criaturas originárias da mentalidade pagã ( o paganismo ) , merecedoras ou mantenedoras das fogueiras acesas pelas inqusiçõs ou da inquisiçãode todos os tempos e de todos os Torquemada, bem como da tortura, da vindita que, afiançam os maléficos, os malévolos, os maledicentes, que os purifica, que estes atos de abominação perpetrados pelas inqusições de todos eos tempos com seus métodos voltados para o contexto que o tempo veste ( não veste Prada!), representam o cadinho para essas míseras almas melhorarem, cresceram, até atingir o ápice ou o apogeu em outro mundo ( mundo criado ou inventado para tirar os bodes expiatórios deste mundo do bom Deus), pois cada tempo prescinde de um lero-lero, há sempre outro lero-lero político, conversa para para bois dormirem, bois sonsos ou zonzos ...), tudo legitimado, abençoado pelo demônio temporal ou espiritual de época.
O diabo legitima teoricamente o mercado negro e os crimes da sociedade contra os homens que, não sendo seus senhores, só podem pagar pelos crimes do senhores,os quais podem tudo, porque para eles, os donos das leis, não há crime, nem Beccaria ( Beccaria!...) , porquanto leis não são
escritas tendo eles como hipótese : eles, os senhores, estão fora da
hipótese de abrangência da lei; aliás, a lei são homens escritos ou
escritores ou escribas e homens que as interpretam, hermeneutas,
exegetas, cujas exegeses são exíguas para o pobres e opulentas para os
mlionários e biliardário.
Eles, os poderosos donos do mundo, têm
mais que a lei: tem a mídia, o dinheiro, possuem as mulheres, as terras, os
bancos , as instituições, as grande corporações, os governos, enfim, o
mundo, e Deus, em Roma, no estado do Vaticano, a seu favor, para
proteção sua, junto com São Jorge ( santo medievo?). No que tange às
leis...: são pequenas forças, peixes cristãos menores, pobres homens a serviço dos
reis, que modificaram a onomástica e o brasão de armas, para camuflar,
para viveram camuflados e protegidos pela batalhão de choque por trás
dos governos, seus mordomos e governantas, seus senadores, seus
políticos corruptos e corruptíveis a qualquer momento, os quais são
úteis besouros, servem para conter pobres, pra colocar algemas
nos míseros, a fim manter a ordem e evitar o motim ou amotinamento
dos pobres e miseráveis contra o capitão ou capitães da nau dos
desvairados, capitaneada pelos insensatos, os pobres diabos sempre
presos na rede qual fossem peixes, enredados por doutrinas, sempre
maniqueístas, pois esta é a doutrina que pervade todo o corpo social
e, inclusive, o corpo aristotélico, na parte em que o filosofo não
busca o conhecimento, mas o onírico, a utopia das éticas, noéticas e
os fins angelicais, o sumo bem de Platão e outras aleivosias contidas
na famigerada doutrina do maniqueísmo ( essa doutrina, o maniqueísmo,
dita de maniqueu, existe antes de Cristo, está no mundo do homem, ou
sociedade, associação, assembléia, igreja, desde os primórdios, junto
com a palavra oral, já na lenda, antes do mito e da história eclodir
), porque o maniqueísta tomou o mundo do conhecimento e moldou a vida
social ou a convivência regrada à lei , invadiu as ciências, mormente
as do homem, ou que tem o homem como objeto ( duplo objeto, pois o
homem é sujeito e, simultaneamente, objeto e ambos são objetos e
sujeitos ao mesmo tempo, na simultaneidade ), porque somente assim
podem
justificar ou ser justos com uma sociedade na qual alguns são
demasiadamente ricos, bilionários, com mérito, e outros vivem na
miséria completa e perene, meritoriamente também, senhor juiz. (Chamem
Wanderleia para cantarolar).
O homem é uma nódoa no mundo. Todo o lixo recai sobre sua pobre e
descoberta cabeça : o crime, o pecado, a mentira, a calúnia a
difamação, a traição, a estupidez, a soberba, a lúxuria ou lascívia...
e quanto maior, pior é o homem e maior o lixo acumulado por tantas inquisições fatídicas...
medicina não existe sem o médico e mesmo com o médico continua a não
existir; o que existe é a atividade do médico denominada pela palavra
medicina, uma essência abstraída da realidade, à maneira que Euclides
de Mégara ou de Alexandria, ou ambos, abstraíram os axiomas, os
postulados e as linhas e retas, e segmento de retas, o paralelogramo,
os teoremas, enfim, a geometria, com o triângulo, objeto dos teoremas
mais esdrúxulos, como o de "Pitágoras; o "Teorema de Pitágoras"
parece não ser de Pitágoras, porém sim de Euclides, ambos seres
humanizados e não humanos, porquanto seres coletivos e não indivíduos;
escolas sobre os ombros nos omoplatas do homem que descansa nos ossos
há milênios, em muitos ossos,uma pilha deles, pois não se trata de um
indivíduo, porém de miríades deles vivendo nos séculos fora ou senão
nos milênios ); portanto, pós-digressão "longânime", o objeto da
medicina hoje é o paciente, mas mais que o paciente, o médico, que
constituiu o títere dos atos escritos ou prescritos por lei para a
medicina, ou técnica médica, tem outro objeto : a mercância, a
necessidade ou a premência de vender fármacos, droga fármacas, uma vez
que o império do mercado o exige. Na realidade, são dois objetos, ou o
objeto, propriamente, é dúplice, preponderando o objeto de interesse
da empresa que visa lucro e o cartão VISA ou MASTERCARD ou outro
"card".
O princípio e a causa que regem ou modelam o objecto não é o
conhecimento, pois ninguém crê mais em conhecimento, não sendo óbice
algum para essa descrença a tecnologia ou outras fanfarronices
científicas. O princípio e a causa que regulam e regulamentam
legalmente, na forma jurídica, o conhecimento é um princípio "fosco", com face para o obscuro,
um princípio da ignorância do objecto que, ao bipartir-se, ao se bifurcar
em princípio do conhecimento e de mercância, concomitantemente, perde sua consistência,
esfuma-se sua densidade. se esboroa sua inteligência ou a ciência que
o princípio finge conter, mas que está apenas na parola do parlapatão.
Esse problema do conhecimento vem já nas brumas de tempos remotos; na
antiga Grécia os filósofos acusavam os sofistas ( vide sofisma ou sofística, cuja raiz ou radical parace ter algo na terra com sofisticação, vocábulo que caracteriza um tempo em que a cltura já se transmuta em civilização, agregado humano mais complexo) , na Idade média o
diabo ficou com toda a culpabilidade pelo pecado, enfim, se se
procurar, em qualquer época ou cultura, haverá sempre um demônio ou
dragão culpado pelo que os políticos ou donos do mundo e do mercado do
período vivido praticam sem alarde, na surdina, à sorrelfa, no
"silêncio dos inocentes' ou acobertados por este silêncio amuado, com
muxôxo de alguns conspiradores, que querem fazer motim, querem se
amotinar, por isso suscitam uma teoria da conspiração.
O diabo, em todas as suas formas de ser no tempo, ou nos tempos em que
"existiu" em essência, assim como os deuses, que são o mesmo diabo do
outro lado da tensão, mediada por um espaço euclidiano dessa tensão ou
nem euclidiano, por há um espaço entre tensões existente, não
meramente essencial ou praticado somente para discurso ou posto
enquanto ser nas abstrações euclidianas, que falam e estudam e
praticam o espaço no desenho e com postulados, axiomas, dentre outras
evidências, porém não tratam do espaço em sua realidade ou existência,
porém somente em essência, de forma abstrata, tirando ou abstraindo
todos os vínculos com a realidade ou existência; ou seja, trata do
espaço, é um tratado erudito do espaço e, ao mesmo tempo, não trata do
espaço enquanto realidade, mas apenas idealidade.
O diabo, que é uma mera polaridade, transformada por símbolos e signos
fazendo ou tecendo história ( historia significa "tecido" ou trama,
daí a redundância inevitável numa língua não tão culta quanto o latim
ou o grego) em um ente tido pelos supersticiosos ou pela superstição
suscitada em pessoas cândidas, na conta de ente ou "entidade" real e
não mais simbólica, alegórica, graças a capacidade de distorção das
palavras, que podem trocar idéias e ir e vir da realidade ou
existência á essência, sem que o público inculto o perceba, porquanto
não conhecem as palavras senão como papagaios e não sabem nada de
filosofia, que é a ciência escondida deles ou inacessível para a
leitura de olhos infantis ou infantilizados pela educação vigente e
mancomunada com os interesses dos poderosos, com os que comandam sue
território, que denominam país, estado, ( estado de Direito soa nobre,
belo, impávido, majestático, soberbo e soberano), nação, ou igreja,
Vaticano, empresa, instituições, enfim, que tudo isso são feudos
remodelados, com novo desenho, inovações conceituais e outros
embustes.
O diabo funciona no mercado negro e todas as leis elaboradas pelos
parlamentares, conscientes ou não, passam pelo circuito que faz os dois
mercados, como tudo no mundo, do amor à guerra, existe graças ao corpo
das polaridades que fazem tudo existir ou funcionar, que é a forma com
a qual a matemática a"percebe' a realidade ou existência; ela, a
matemática, que é o matemático, que "vive " de essências, pois a
matemática é uma forma simplificada de filosofia sem o respectivo e
aborrecido aprofundamento em ciências abstrusas e extremamente
intelectuais que são a ontologia, epistemologia, a noética e outras
formas de ciências que constituem todo o corpo filosófico, um corpo
aristotélico ("Corpus aristotelicus" ).
O matemáticos e demais cientistas são filósofos mitigados, diminuídos
em suas atribuições de
saber e conhecer, do conhecimento e da sabedoria, que, por seu turno,
consubstanciam os corpos da estética e da razão, sendo a última parte
que cabe á ciência magna ou maior ( filosofia) e a primeira, a
estética, é objecto do esteta e, evidentemente te, do filósofo, o qual
também estuda ou tem como objecto de estudo a estética, mormente porque
os filósofos, em geral, também são artistas : literatos, poetas.
Toda ciência menor, alijada dos princípios racionais e até, idealistas
da filosofia, ou que é tão-somente parte da filosofia, ou filosofia
menor, que é isso que são as ciências, tem, na realidade, um objecto
ignorado, abstruso, porque ignóbil, por seus próprios cientistas ou
filósofos menores; como os velhos, vetustos religiosos, tem como objecto
antes o diabo que ao deus que cultuam, pois sobrevivem ao sabor dessas
polaridades antípodas.
Somente o filósofo está livre do diabo ou de
constituir o diabo como objeto, exceto em objeto de estudo do
simbolismo ou da simbologia, que é ramo da semiologia, semiótica e
disciplinas afins : antropologia, sociologia, psicologia, política,
religião ou teologia, gnoseologia, enfim, ciências alienadas da
filosofia, da perene crítica que a filosofia exerce sobre o pensamento
e o discurso, seu reflexo, bem como sobre a existência ou realidade e
a fenomenologia, etc. porquanto a filosofia e seus objectos múltiplos
não tem fim, vai a infinito matemático ou "n" algébrico.
O diabo, portanto, que, enquanto ser ou essência, que é, e nada mais
que um ser simbólico, alegórico,de história e não de realidade, não de
natureza ou "in natura" ( o homem também é um ser simbólico, neste
sentido, embora haja no homem a bifurcação com a realidade ou a
existência, pois conquanto simbólico na essência ou no ser, é real na
existência, existe, está fora de sua mente ou de seu pensamento, tais
quais estalam nos olhos a luz que especulam
os miosótis no azul que põem como ovos de galinha, de galinha que bota
ovo azul, esferóide, tipo uma equação esferóide, ou elipsóide,
debaixo do chapéu da flor azul e do chapéu ou véu do céu ).
Todavia, esse ser alegórico, que é o demônio, é útil às polarizações sociais
que, destarte, pode queimar hereges na fogueira, como diabos, bruxas
ou outras coisas demoníacas contras as quais se deve e pode bater o
martelo das bruxas, outrossim constitui ou "estatui" que serão os
criminosos nos códigos penais do diabo
a quatro ( os criminosos são, em geral, personagens da tragédia ou
comédia do Direito Penal de cada país ou nação : é o diabo um adversário estatuído por lei, uma personagem de lei, de estatuto legal ou jurídico, um ser jurígeno, um monstro ou aberraão social ou socialializada, cuja constituição ou nstituição legal ou jurídica ou jurígena, é criada ou inventada para solucionar alguns problemas de relacionamento social ou político que, de outra forma, de outro modo, permaneceria insolúvel, inviabilizaria o trato social e à própria sociedade, que sempre deve possuir senhores e escravos, alguns poucos, escassos homens livres e uma maioria nas galés, nas masmarra, nas senzalas, no crime e no pecado, a fim de constituir ou dar sentido lato e estrito às instituições que alienam o pensamento humano como a igreja, o governo, as empresas, o Direito, enfim, o agrupamento social, a comunidade, os meios de comunicação, a nação ou paías ou estado. Esses atos trágicos e cômicos suscita o estado da dor, o estado lancinante, o estado do homem das dores, já profetizado pelo profeta bíblico Isaías, que prevê, destarte, um apocalise social, de onde vem a besta, ou onde está plantada e planejada a besta. Isso é demasiado complexo e arbitrário, funda-se em convenções para tudo : da língua ao maniqueísmo, doutrina que serve e suscita tal estado de fato e de Direito, naturalmente).
O diabo, ainda, tem,em suas atribuições simbólicas, a função diabólica
ou mefistofélica, cujo escopo "eminente"é o de fazer circular bens e riquezas pelo circuito do
mercado negro e dar
existência na "ilegalidade" para alguns, os criminosos ou os que
pagam, enquanto bodes expiatórios ( diabos, bodes, Pan, o ser divino, que é o próprio homem, na figuração de criaturas originárias da mentalidade pagã ( o paganismo ) , merecedoras ou mantenedoras das fogueiras acesas pelas inqusiçõs ou da inquisiçãode todos os tempos e de todos os Torquemada, bem como da tortura, da vindita que, afiançam os maléficos, os malévolos, os maledicentes, que os purifica, que estes atos de abominação perpetrados pelas inqusições de todos eos tempos com seus métodos voltados para o contexto que o tempo veste ( não veste Prada!), representam o cadinho para essas míseras almas melhorarem, cresceram, até atingir o ápice ou o apogeu em outro mundo ( mundo criado ou inventado para tirar os bodes expiatórios deste mundo do bom Deus), pois cada tempo prescinde de um lero-lero, há sempre outro lero-lero político, conversa para para bois dormirem, bois sonsos ou zonzos ...), tudo legitimado, abençoado pelo demônio temporal ou espiritual de época.
O diabo legitima teoricamente o mercado negro e os crimes da sociedade contra os homens que, não sendo seus senhores, só podem pagar pelos crimes do senhores,os quais podem tudo, porque para eles, os donos das leis, não há crime, nem Beccaria ( Beccaria!...) , porquanto leis não são
escritas tendo eles como hipótese : eles, os senhores, estão fora da
hipótese de abrangência da lei; aliás, a lei são homens escritos ou
escritores ou escribas e homens que as interpretam, hermeneutas,
exegetas, cujas exegeses são exíguas para o pobres e opulentas para os
mlionários e biliardário.
Eles, os poderosos donos do mundo, têm
mais que a lei: tem a mídia, o dinheiro, possuem as mulheres, as terras, os
bancos , as instituições, as grande corporações, os governos, enfim, o
mundo, e Deus, em Roma, no estado do Vaticano, a seu favor, para
proteção sua, junto com São Jorge ( santo medievo?). No que tange às
leis...: são pequenas forças, peixes cristãos menores, pobres homens a serviço dos
reis, que modificaram a onomástica e o brasão de armas, para camuflar,
para viveram camuflados e protegidos pela batalhão de choque por trás
dos governos, seus mordomos e governantas, seus senadores, seus
políticos corruptos e corruptíveis a qualquer momento, os quais são
úteis besouros, servem para conter pobres, pra colocar algemas
nos míseros, a fim manter a ordem e evitar o motim ou amotinamento
dos pobres e miseráveis contra o capitão ou capitães da nau dos
desvairados, capitaneada pelos insensatos, os pobres diabos sempre
presos na rede qual fossem peixes, enredados por doutrinas, sempre
maniqueístas, pois esta é a doutrina que pervade todo o corpo social
e, inclusive, o corpo aristotélico, na parte em que o filosofo não
busca o conhecimento, mas o onírico, a utopia das éticas, noéticas e
os fins angelicais, o sumo bem de Platão e outras aleivosias contidas
na famigerada doutrina do maniqueísmo ( essa doutrina, o maniqueísmo,
dita de maniqueu, existe antes de Cristo, está no mundo do homem, ou
sociedade, associação, assembléia, igreja, desde os primórdios, junto
com a palavra oral, já na lenda, antes do mito e da história eclodir
), porque o maniqueísta tomou o mundo do conhecimento e moldou a vida
social ou a convivência regrada à lei , invadiu as ciências, mormente
as do homem, ou que tem o homem como objeto ( duplo objeto, pois o
homem é sujeito e, simultaneamente, objeto e ambos são objetos e
sujeitos ao mesmo tempo, na simultaneidade ), porque somente assim
podem
justificar ou ser justos com uma sociedade na qual alguns são
demasiadamente ricos, bilionários, com mérito, e outros vivem na
miséria completa e perene, meritoriamente também, senhor juiz. (Chamem
Wanderleia para cantarolar).
O homem é uma nódoa no mundo. Todo o lixo recai sobre sua pobre e
descoberta cabeça : o crime, o pecado, a mentira, a calúnia a
difamação, a traição, a estupidez, a soberba, a lúxuria ou lascívia...
e quanto maior, pior é o homem e maior o lixo acumulado por tantas inquisições fatídicas...
domingo, 5 de junho de 2011
SEMIÓTICA ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )
Ao se estudar um suposto ser humano pelo caminho do conhecimento temos
um objeto dúbio, porquanto a dubiedade vem de que o objecto não é
unidimensional nem unitensional, porém vários são os objectos estudados
simultaneamente no espaço e infinitas suas tensões e espaço-tenso e
espaço-tensor, originários do movimento e outras causas do movimento que são
função do tempo, uma função múltipla, arrastada para entendimento ou
tentativa de entendimento pelas linguagens e "línguas" matemáticas,
algébricas, geométricas, etc.
Do exposto, pode se apreender que o objeto é múltiplo ou multifacetado
são os objetos e nem sempre possível separá-los devido as relações e
conexões finas e grossas que os objetos mantêm, liames esses muitas
das vezes imperceptíveis ou que não é passível de ser varrido pela
percepção humana ou sobre humana das máquinas, objetivas, câmaras,
túneis, aceleradores de partículas, dentre outros artefacto da moderna
ou coeva ciência e correspondente tecnologia.
O simples, ou aparentemente simples, estudo de um ser humano, a
colocação de alguém ( ou de quem foi "alguém" com água ou alma, ou
vida, quando estava vivo e movia-se pelo mundo que movemos hoje. Seria
o mesmo mundo? Creio que sim ou similar, ao menos "in natura", todavia
não sabemos ou sequer podemos saber, porque o saber se limita aos
sentidos vigilantes, atentos, e não ao delírio dos homens em
sociedade e cultura a inventar inovadoras formas e entes e métodos
para conhecer; quando o conhecimento nunca é seguro, mormente ser muitas
vezes quase impossível se não arrancarmos verossimilhança daquilo que
conhecemos por meio de objetos confusos, muitas vezes difusos,
perdidos no som dos vocábulos, que dizem ou diziam coisas ou nomeavam
atos e fato que não podemos mais ouvir, ler de fato, com contexto, ou
vivenciar, experenciar, mas apenas experimentar, longe do saber, logo
às cegas, sem oitiva, sem sentidos,que tornem a coisa presente
enquanto ser que construímos paulatinamente, penosamente.
Torna-se, portanto, uma tarefa áspera, inócua, quando colocamos ( tese) o ser
humano enquanto objecto deste estudo, pois este ser humano, no caso
Euclides, o geômetra grego ( grego?), que uns dizem ter vivido em
Alexandria e outros em Mégara, ou seja, já não sabemos (saber ) a quem
estamos procurando "conhecer".
Um mero homem, que ficou na história,
está escrito ou descrito por filósofos como Proclo e outros que a ele
se referem. Mas seria ao Euclides, indivíduo, aquele que buscamos conhecer, que
estes filósofos se referem? Ou seria um ou dois ou milhares ou
centenas de outros Euclides, pois pode
muito bem jamais ter existido um Euclides individual, um indivíduo, porém
sim, e é mais plausível, um conjunto de obras milenares, anteriores e
posteriores ao
Euclides aqui procurado sequiosamente, do qual continuamos não
conhecendo nada, mas sabendo tudo, porquanto era um homem ou uma
coleção deles, de homens de escol, cuja geometria sobreviveu à
filosofia de Aristóteles e continua sendo uma cintilante ciência
moderna. Seria palmar achar que Euclides foi um indivíduo que,
solitariamente, em solitude, criou toda a geometria, a partir da obra
denominada "Os elementos". Na realidade, já havia muita geometria
antes de Euclides, já existira miríades de Euclides, que formulara uma
geometria para os tempos de antanho. Ninguém, nenhum sábio ou erudito
cria solitário ; para isso se faz mister toda uma tradição, enfeixada
em relações, num vasto feixe de reações sólidas, entusiasmada,
apaixonada, sem o que nada se produz.
Esse Euclides ou esses " Euclides"inspiraram a filosofia que teve o
bom ou melhor fim em Aristóteles, porém o início ou a iniciação o
processo iniciático de toda a gnoseologia foi de Euclides ou dos
Euclides, dos quais o que sabemos é que estruturam o arcabouço de toda
engenharia, física, desenho, axiomática ( axiomas), postulados, etc.
Sem embargo, de Euclides, que tanto fez, tanto realizou, ninguém
conhece nada ou quase nada e se dizem cientistas, têm o grego e
documentos escritos à mão, entretanto são analfabetos intelectivos, de
pobre capacidade de elucubração, apenas conhecem as pantomimas dos
bufões, as representações de cara séria dos truões, são polichinelos,
fazem parte da comédia da arte, que é parte da vida humana : a porção
estúpida do ser humano. Eles possuem a Pedra de Roseta; no entanto são
analfabetos em grego e latim, mas fazem pensar aos mais tolos
exatamente o oposto.
Todavia, nem mesmo podemos saber, não sabemos, pela segurança dos
sentidos vivos, mas meramente pela memória e leitura de textos e outras
"provas" que provamos, ou outros provaram e nos disseram que era o
homem, porque tinham compulsado os alfarrábios em grego-pó, e são
doutos, o que os tornar autoridades, aptos a falar, ainda que seja tudo
um delírio de suas mentes limitadas por "n" fatores algébricos,
algebricados, imbricados, jamais sabendo, mas tão-somente conhecendo e
de forma indireta, pelo intelecto, muitas vezes alheio, se houve de
fato Euclides, o individuo Euclides, não o ser coletivo, e se houve
pode ter sido outro ser que nem era o Euclides do qual falamos, que
não é nosso objeto de estudo, mas outro homem, quiça´um indivíduo, que
existiu, porém tinha o nome para homenagear o Euclides coletivo, que
jamais existiu enquanto indivíduo, senão pela forma de vários Euclides
que homenagearam a obra milenar de inúmeros sábios e filósofos, os
quais elaboraram, elucubraram em conjunto e separados por séculos,
tal qual os escribas bíblicos, a obra de, talvez, um sábio filosofo
encetou, com os elementos, então eivado dos equívocos que a solidão
traz, e a limitação que própria ao homem, que foi evoluindo
paulatinamente pelos séculos fora até atingir a perfeição.
Tal Euclides, o indivíduo que nem esse nome de "Euclides" tinha, que
era apenas um
homem obscuro, o qual escreveu a obra denominada "Os Elementos" que,
por certo, foi escrita por um indivíduo, ao menos inicialmente, e pode
ter sido aperfeiçoada por outros tantos quantos "Euclides", muitos dos
quais não eram chamados "Euclides" no berço, mas foram assim
cognominados pela posteridade, levou os séculos ou milênios, que pode
se originar até ao nascer do idioma grego, no berço da língua, a qual
pode ter influenciado ou simplesmente prestado uma homenagem ao
"Euclides", possível individuo, com o delta, um triângulo, ou também
não, ao contrário, pois pode ter sido do delta, signo grego, que
semelha símbolo geométrico, por assim dizer metaforicamente, que
"Euclides" tirou seu triângulos e os teoremas celebrados pela
posteridade que o aclamou; para tal feito hercúleo da inteligência
humano, do espírito humano, talvez, ou certamente, tenham corrido
milênios, tempo necessário para levar a colossal obra dos "Euclides"
à perfeição, no correr das patas dos cavalos sobre o tambor dos
milênios e da língua grega, quando falante e escrita com toda a pompa
de sua caligrafia.
Do exposto pode se arguir com propriedade e clareza euclidiana, que
saber é fácil, o homem é apto a isso pela natureza, se bem que essa
sabedoria tenha sido mitigada em relação aos demais animais porquanto
o homem privilegiou o conhecimento que, ao contrário do saber ou da
sabedoria, não é simples, porém extremamente complexo, quiçá ato
impossível fora das palavras que nos consolam na essência, pois a
existência está presa aos sentidos e à sabedoria ou saber e a essência
ou ser ao conhecimento, prisioneiros de palavras no discurso, desviados
de coisas que passam a ser objectos, deixando assim de existir para a
sapiência a fim de entra no conhecimento, universo forma de palavras e
lógica ou "logos", no preclaro dizer dos antigos gregos e outros povos
de palavra,como os hebreus e judeus da Bíblia que, na Vulgata, no
latim, língua senhora do mundo, é o verbo.
Assim não podemos saber tudo, mas somente o que nos cerca; e não
podemos conhecer nada e fato, porém apenas pelo ato de pensar que
eclode em palavras, frase, símbolos e signos das duas semiologias e
semióticas : o idioma e as matemáticas.
A falta de sentidos no conhecimento, que é sempre para longe, para
textos, para o mediato, o mediado, e não para o imediato,não para o
que está próximo, para aonde vão e chegam os sentidos a captar o que
existe; por outro lado, o limite dos sentidos não é bem um limite,
pois o mundo ou a terra, o cosmos, enfim, não difere tanto dos
sentidos ou do que os sentidos captam; logo, pelos sentidos pode se
saber tudo com o mínimo de tempo e espaço, pois mesmo aquilo que os
sentidos parecem não captar o homem e os outros animais sabem, pois
parece haver uma comunicação mais ampla dos sentidos com o mundo do
que a que somos levados a crer que percebemos.
Nem com toda a história logramos conhecer de fato, com os sentidos,
que faltam ao conhecimento, quase nada de Euclides, que é nossa
historia, está em nossa história e memoria; imagine o que não está!
Entretanto, utilizando dos sentidos e perscrutando os homens que
conhecemos ou que estão vivos e produzem algo fenomenal ( a maioria
deles não chega ao publico vivo,nem o público escuta o sábio vivo, mas
apenas arrivistas , que fazem do saber e do conhecimento sua mercância
e engodam os tolos, que são a grande maioria avassaladora de seres
humanos, infelizmente!) para saber, pelo crivo dos sentidos, com a
alma viva dentro da chama do espírito vivo, ou do pensamento vivo, a
realidade ou existência e não a mera essência, cuja função precípua
seria falar , abordar, enfocar, ou dizer da existência e da essência,
porém com os arrivistas no governo e tudo o que é humano,
politicamente, isso não acontece senão com alguns espírito e escol, os
quais vivem à margem, até que o tempo passe.
A discrepância entre o saber ou a sabedoria, dada pela inteligência
em vida, alma cheia, e espírito lotado, e do conhecimento humano,
também politicamente animal, que se limita ao discurso, enquanto
humano, e jamais desce à existência, ao cerne e a berne da realidade
põe o ser humano na Torre de Babel.
Aristóteles já argumentara isso.
um objeto dúbio, porquanto a dubiedade vem de que o objecto não é
unidimensional nem unitensional, porém vários são os objectos estudados
simultaneamente no espaço e infinitas suas tensões e espaço-tenso e
espaço-tensor, originários do movimento e outras causas do movimento que são
função do tempo, uma função múltipla, arrastada para entendimento ou
tentativa de entendimento pelas linguagens e "línguas" matemáticas,
algébricas, geométricas, etc.
Do exposto, pode se apreender que o objeto é múltiplo ou multifacetado
são os objetos e nem sempre possível separá-los devido as relações e
conexões finas e grossas que os objetos mantêm, liames esses muitas
das vezes imperceptíveis ou que não é passível de ser varrido pela
percepção humana ou sobre humana das máquinas, objetivas, câmaras,
túneis, aceleradores de partículas, dentre outros artefacto da moderna
ou coeva ciência e correspondente tecnologia.
O simples, ou aparentemente simples, estudo de um ser humano, a
colocação de alguém ( ou de quem foi "alguém" com água ou alma, ou
vida, quando estava vivo e movia-se pelo mundo que movemos hoje. Seria
o mesmo mundo? Creio que sim ou similar, ao menos "in natura", todavia
não sabemos ou sequer podemos saber, porque o saber se limita aos
sentidos vigilantes, atentos, e não ao delírio dos homens em
sociedade e cultura a inventar inovadoras formas e entes e métodos
para conhecer; quando o conhecimento nunca é seguro, mormente ser muitas
vezes quase impossível se não arrancarmos verossimilhança daquilo que
conhecemos por meio de objetos confusos, muitas vezes difusos,
perdidos no som dos vocábulos, que dizem ou diziam coisas ou nomeavam
atos e fato que não podemos mais ouvir, ler de fato, com contexto, ou
vivenciar, experenciar, mas apenas experimentar, longe do saber, logo
às cegas, sem oitiva, sem sentidos,que tornem a coisa presente
enquanto ser que construímos paulatinamente, penosamente.
Torna-se, portanto, uma tarefa áspera, inócua, quando colocamos ( tese) o ser
humano enquanto objecto deste estudo, pois este ser humano, no caso
Euclides, o geômetra grego ( grego?), que uns dizem ter vivido em
Alexandria e outros em Mégara, ou seja, já não sabemos (saber ) a quem
estamos procurando "conhecer".
Um mero homem, que ficou na história,
está escrito ou descrito por filósofos como Proclo e outros que a ele
se referem. Mas seria ao Euclides, indivíduo, aquele que buscamos conhecer, que
estes filósofos se referem? Ou seria um ou dois ou milhares ou
centenas de outros Euclides, pois pode
muito bem jamais ter existido um Euclides individual, um indivíduo, porém
sim, e é mais plausível, um conjunto de obras milenares, anteriores e
posteriores ao
Euclides aqui procurado sequiosamente, do qual continuamos não
conhecendo nada, mas sabendo tudo, porquanto era um homem ou uma
coleção deles, de homens de escol, cuja geometria sobreviveu à
filosofia de Aristóteles e continua sendo uma cintilante ciência
moderna. Seria palmar achar que Euclides foi um indivíduo que,
solitariamente, em solitude, criou toda a geometria, a partir da obra
denominada "Os elementos". Na realidade, já havia muita geometria
antes de Euclides, já existira miríades de Euclides, que formulara uma
geometria para os tempos de antanho. Ninguém, nenhum sábio ou erudito
cria solitário ; para isso se faz mister toda uma tradição, enfeixada
em relações, num vasto feixe de reações sólidas, entusiasmada,
apaixonada, sem o que nada se produz.
Esse Euclides ou esses " Euclides"inspiraram a filosofia que teve o
bom ou melhor fim em Aristóteles, porém o início ou a iniciação o
processo iniciático de toda a gnoseologia foi de Euclides ou dos
Euclides, dos quais o que sabemos é que estruturam o arcabouço de toda
engenharia, física, desenho, axiomática ( axiomas), postulados, etc.
Sem embargo, de Euclides, que tanto fez, tanto realizou, ninguém
conhece nada ou quase nada e se dizem cientistas, têm o grego e
documentos escritos à mão, entretanto são analfabetos intelectivos, de
pobre capacidade de elucubração, apenas conhecem as pantomimas dos
bufões, as representações de cara séria dos truões, são polichinelos,
fazem parte da comédia da arte, que é parte da vida humana : a porção
estúpida do ser humano. Eles possuem a Pedra de Roseta; no entanto são
analfabetos em grego e latim, mas fazem pensar aos mais tolos
exatamente o oposto.
Todavia, nem mesmo podemos saber, não sabemos, pela segurança dos
sentidos vivos, mas meramente pela memória e leitura de textos e outras
"provas" que provamos, ou outros provaram e nos disseram que era o
homem, porque tinham compulsado os alfarrábios em grego-pó, e são
doutos, o que os tornar autoridades, aptos a falar, ainda que seja tudo
um delírio de suas mentes limitadas por "n" fatores algébricos,
algebricados, imbricados, jamais sabendo, mas tão-somente conhecendo e
de forma indireta, pelo intelecto, muitas vezes alheio, se houve de
fato Euclides, o individuo Euclides, não o ser coletivo, e se houve
pode ter sido outro ser que nem era o Euclides do qual falamos, que
não é nosso objeto de estudo, mas outro homem, quiça´um indivíduo, que
existiu, porém tinha o nome para homenagear o Euclides coletivo, que
jamais existiu enquanto indivíduo, senão pela forma de vários Euclides
que homenagearam a obra milenar de inúmeros sábios e filósofos, os
quais elaboraram, elucubraram em conjunto e separados por séculos,
tal qual os escribas bíblicos, a obra de, talvez, um sábio filosofo
encetou, com os elementos, então eivado dos equívocos que a solidão
traz, e a limitação que própria ao homem, que foi evoluindo
paulatinamente pelos séculos fora até atingir a perfeição.
Tal Euclides, o indivíduo que nem esse nome de "Euclides" tinha, que
era apenas um
homem obscuro, o qual escreveu a obra denominada "Os Elementos" que,
por certo, foi escrita por um indivíduo, ao menos inicialmente, e pode
ter sido aperfeiçoada por outros tantos quantos "Euclides", muitos dos
quais não eram chamados "Euclides" no berço, mas foram assim
cognominados pela posteridade, levou os séculos ou milênios, que pode
se originar até ao nascer do idioma grego, no berço da língua, a qual
pode ter influenciado ou simplesmente prestado uma homenagem ao
"Euclides", possível individuo, com o delta, um triângulo, ou também
não, ao contrário, pois pode ter sido do delta, signo grego, que
semelha símbolo geométrico, por assim dizer metaforicamente, que
"Euclides" tirou seu triângulos e os teoremas celebrados pela
posteridade que o aclamou; para tal feito hercúleo da inteligência
humano, do espírito humano, talvez, ou certamente, tenham corrido
milênios, tempo necessário para levar a colossal obra dos "Euclides"
à perfeição, no correr das patas dos cavalos sobre o tambor dos
milênios e da língua grega, quando falante e escrita com toda a pompa
de sua caligrafia.
Do exposto pode se arguir com propriedade e clareza euclidiana, que
saber é fácil, o homem é apto a isso pela natureza, se bem que essa
sabedoria tenha sido mitigada em relação aos demais animais porquanto
o homem privilegiou o conhecimento que, ao contrário do saber ou da
sabedoria, não é simples, porém extremamente complexo, quiçá ato
impossível fora das palavras que nos consolam na essência, pois a
existência está presa aos sentidos e à sabedoria ou saber e a essência
ou ser ao conhecimento, prisioneiros de palavras no discurso, desviados
de coisas que passam a ser objectos, deixando assim de existir para a
sapiência a fim de entra no conhecimento, universo forma de palavras e
lógica ou "logos", no preclaro dizer dos antigos gregos e outros povos
de palavra,como os hebreus e judeus da Bíblia que, na Vulgata, no
latim, língua senhora do mundo, é o verbo.
Assim não podemos saber tudo, mas somente o que nos cerca; e não
podemos conhecer nada e fato, porém apenas pelo ato de pensar que
eclode em palavras, frase, símbolos e signos das duas semiologias e
semióticas : o idioma e as matemáticas.
A falta de sentidos no conhecimento, que é sempre para longe, para
textos, para o mediato, o mediado, e não para o imediato,não para o
que está próximo, para aonde vão e chegam os sentidos a captar o que
existe; por outro lado, o limite dos sentidos não é bem um limite,
pois o mundo ou a terra, o cosmos, enfim, não difere tanto dos
sentidos ou do que os sentidos captam; logo, pelos sentidos pode se
saber tudo com o mínimo de tempo e espaço, pois mesmo aquilo que os
sentidos parecem não captar o homem e os outros animais sabem, pois
parece haver uma comunicação mais ampla dos sentidos com o mundo do
que a que somos levados a crer que percebemos.
Nem com toda a história logramos conhecer de fato, com os sentidos,
que faltam ao conhecimento, quase nada de Euclides, que é nossa
historia, está em nossa história e memoria; imagine o que não está!
Entretanto, utilizando dos sentidos e perscrutando os homens que
conhecemos ou que estão vivos e produzem algo fenomenal ( a maioria
deles não chega ao publico vivo,nem o público escuta o sábio vivo, mas
apenas arrivistas , que fazem do saber e do conhecimento sua mercância
e engodam os tolos, que são a grande maioria avassaladora de seres
humanos, infelizmente!) para saber, pelo crivo dos sentidos, com a
alma viva dentro da chama do espírito vivo, ou do pensamento vivo, a
realidade ou existência e não a mera essência, cuja função precípua
seria falar , abordar, enfocar, ou dizer da existência e da essência,
porém com os arrivistas no governo e tudo o que é humano,
politicamente, isso não acontece senão com alguns espírito e escol, os
quais vivem à margem, até que o tempo passe.
A discrepância entre o saber ou a sabedoria, dada pela inteligência
em vida, alma cheia, e espírito lotado, e do conhecimento humano,
também politicamente animal, que se limita ao discurso, enquanto
humano, e jamais desce à existência, ao cerne e a berne da realidade
põe o ser humano na Torre de Babel.
Aristóteles já argumentara isso.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
GAIA (wikcionario wik dicionario wikcionario otto)
Os homens comuns nada sabem /
não sabem sequer o que os bichos sabem /
pois os animais e os sábios sabem do corpo /
e obedecem as leis do corpo /
leis flexíveis como água à mão para beber no arroio /
e por abrir o diálogo com o corpo são sábios /
porque o corpo é o único sábio /
que a natureza da deusa Flora /
e do deus Fauno /
prova-se pelos sentidos do corpo /
mantêm esse diálogo ou dialética com o corpo /
quer seja humano ou animal ou vegetal /
e mesmo mineral na gemologia ou mineralogia /
espargido no solo junto às ervas a caminho do sol /
( os homens das cavernas /
que somos ainda em corpo e na caverna de Platão, o sábio /
e o homem de conhecimento ou erudito Platão /
- tais homens que estão na caverna do nosso corpo /
perderam o sabor do deus silvestre que habita o corpo /
porquanto o corpo é um deus silvestre /
um deus selvagem /
é a divindade panteísta /
a qual se une integralmente com Gaia /
nosso corpo ou organismo-mor /
- Gaia, a deusa, a capitã-mor da vida /
Os sábios sabem ou provam o mundo /
e as coisas no mundo /
pela língua com enzimas /
Os sábios são os poetas vegetais /
que penetram sorrateiramente no mundo do animal /
no mistério da sabedoria /
que sabemos a sal e mar salgado /
porquanto água doce no regato /
não é torrente de leite e mel /
( O sábio é o homem ou animal com alma /
ou ser entre vivos /
que tem um espírito simbólico no sal /
que pode provar o sal /
cuja raiz de voz ou vocábulo significa o salário em latim /
um sal para o ofício social do soldado /
e espalha pela raiz herbácea da palavra /
vozes escritas como sanear santo sápido "sapiens" ou sábio /
- aquele que tem alma e prova a sabedoria /
que a cultura da antiguidade põe no sal /
porque vem do mar /
e é o traço cultural da gastronomia /
que aparta homens de animais /
porque o sal é um traço antropológico /
assim como Deus /
Quem não prova o sal /
tem uma deficiência no mito /
- a deficiência corporal ou orgânica do insípido /
do sem sal ou sem sabor /
que é o mesmo que dizer sem saber /
pois o saber nomeada pela erudição ou conhecimento /
se funda naquele que sabe a sal /
porquanto mesmo o sangue sabe a sal /
e também as lágrimas ) /
Os sábios provam o mundo com poesia /
que é a primeira voz da filosofia /
originária na religião /
primeiro canto e rito /
primeiro conhecimento por palavras /
( vozes primas /
sem primas donas ) /
discrepância evidente entre o sábio e o erudito /
pois o sábio sabe a vida /
enquanto o erudito conhece as letras /
o emaranhado de signos e símbolos /
que constituem a linguagem /
as línguas e a cultura /
e a poesia que é a primeira forma de historia /
ou arqueologia cantada em rito de teatro /
em tragédia ou paixão /
- paixão de Cristo! /
Os eruditos são os poetas e principalmente os filósofos /
os quais conhecem /
tem o conhecimento por letras /
sendo o conhecimento o abordar o ser /
ou a essência /
o que diverge do saber ou sabedoria /
que sabe por existência /
é a separação de realidade ou existência /
e essência ou ser ou pensamento colocado no discurso /
Os homens comuns nada sabem nem conhecem /
porque para se conhecer é mister conhecer profundamente as palavras /
porquanto os vocábulos fazem ou tecem o tempo /
que é, dentre outros atos, a historia /
e também fornecem os conceitos ou concepções do universo e do homem /
pois o conhecimento é o dar o ser /
ou retirar a essência da realidade /
operação que se denomina abstração /
porquanto é possível retirar a essência ou o ser das coisas /
mas não sua realidade ou existência /
Na vida, que é o saber, /
ou a inteligência da sabedoria /
não há certo ou errado /
porque esta tensão é criada pelo homem /
constituindo mero liame para a eclosão do conhecimento /
que se funda em polaridades /
A vida ou alma é mais ampla /
extravasa as polaridades /
seu saber é acumulado com a língua com enzima /
a língua anatômica-fisiológica do saber /
do sábio ( o que sabe a vivo ou "bio" /
ou seria algo passado pelo tempero da Vulgata como "sal vivo" /
"vós sois o sal do mundo?")
A língua viva na boca /
prova tudo o que está nas suas cercanias /
pois o que existe para se saber está no espaço com coisas que cerca o homem /
e o que está nas cercanias /
é o que está impresso em todo o cosmos /
pois tudo vem do simples junção do átomo em moléculas /
numa química simplista ou simplificada /
(A voz da alma no latim /
difere em alma do latim cristão e pagão /
Uma envolve todo o movimento /
e dá voz ou ronco ou torque ao motor que move o animal /
e consequentemente o homem /
que nada mais é que um animal /
distinto pelo sal que prova no conhecimento /
É a alma "anima" /
que produz o vocábulo animal /
que o homem abominou para si /
mormente depois da lama cristã /
que foge á natureza /
e vem se abrigar sob o sobrenatural /
desde a ressurreição de Cristo /
que dá fim ao mito pagão /
A grande alma conhecida no latim /
foi Gaia, a mãe primordial /
que o grego de Aristóteles cognominou física /
ou alma da terra, do planeta Terra /
que o latim traduziu com o vocábulo natureza ou "natura"/
e no sânscrito foi denominada de "Atma" para atmosfera /
- a alma é um manche no latim cristão e pagão /
e no antigo sânscrito que a respira no ioga ) /
Para o corpo não há certo ou errado /
- certo e errado é lógica de língua grega /
é "logos" que diz do silogismo /
O corpo vive ao sabor do vento /
que sopra nas velas da alma em latim /
ou no nariz do espírito em hebreu /
em antigo hebraico bíblico /
O corpo vai ao sabor do vento da vida /
que diz da posição necessário ou vital no momento /
quer seja o momento para feto /
ou para o ser humano no sono /
ou ainda o enfermo /
prisioneiro do leito e do corpo /
( O homem alberga dentro de si /
a nota musical desafinada /
de sabedoria versus conhecimento /
saber versus conhecer /
erudição versus sabedoria /
alma versus espírito /
vida versus morte /
bem versus mal /
que é o representa tudo isso /
na doutrina de Maniqueu /
a qual pervade todo o conhecimento humano /
e mesmo invade a questão /
que põe o ser versus o saber /
o rito versus o mito /
a palavra versus o silencio dos gestos nos atos mímicos /
no teatro miméticos dos títeres ou marionetas ou marionetes /
teatro politico feito de mímica ) /
O homem possui dos espíritos e uma alma : /
( daí os três corpos dos egípcios /
simbolizados nos sarcófagos ) /
um espírito ou pensamento natural /
que na cultura oriental se denomina Buda /
o qual sabe e se sabe sabe tudo /
é um pensamento originário no homem /
colocado antes de nascer pelo espírito de Gaia /
e que dorme em cada indivíduo /
por mais estulto que seja /
que pode despertar /
tal qual lembra o mito da Bela adormecida /
- a Bela Adormecida Kundalini /
que dorme em todo ser humano /
antes mesmo do berço /
já no ventre da madre /
onde o deus panteísta que é a natureza de Aristóteles /
já tem notícia desse ser /
que é sempre o mesmo ser /
porquanto o homem é um só ser /
seja qual seja o indivíduo /
e este é um mistério supremo do ser /
( é o espírito de Gaia ! /
não sei se a Gaia ciência de que falava Nietzsche ) /
um pensamento fundamentado na sabedoria /
e que tudo sabe /
mas nada conhece /
pois o conhecer vem com palavra no discurso /
é a filosofia e a poesia /
a erudição do filósofo e do poeta /
( profetas cientistas artistas e outros conhecedores ) /
O outro pensamento do homem é o conhecimento /
é o pensamento fundado no conhecimento /
que conhece apenas a essência /
mas ignora a existência /
que não é parte do conhecimento /
mas da sabedoria /
O conhecimento faz o homem olvidar a sabedoria /
e então o homem se torna estúpido /
menor em inteligência que o animal /
porque mesmo conhecendo muito /
conhecendo a essência /
que é o que se pode conhecer /
que é onde chega ou aonde vai o conhecimento /
desconhece a existência /
e assim vive numa mixórdia mental /
que o torna estúpido /
pois já não sabe /
e nem conhece /
e se torna um estorvo para os demais /
Então o único jeito é se salvar como político /
ganhando o mundo social /
graças à estupidez generalizada /
que é a verdadeira e real besta /
a besta posta no conhecimento pelo discurso do profeta /
a besta enquanto ser do conhecimento ou essência /
que não está na vida mas somente no pensamento-conhecimento /
e a besta de fato /
que os sentidos do profeta percebe /
e põe a veicular através da erudição /
porquanto os profetas são as velhas almas dos poetas /
os quais são sempre animais silvestres /
vegetais do campo /
ou deuses com partes de animais /
como os sátiros ou faunos /
ou do deus Pan /
que é o artista tocando a flauta /
ou o centauro Quíron /
que é o médico douto /
ou com perspectiva filosofante à la Marx /
quando escreve economia ou sobre qualquer ciência ou arte /
( poeta, profeta, artista plástico, músico, enfim, artistas /
exprimem sua sabedoria sob diversas formas /
em diversas línguas e linguagens /
com seus enzimas originários /
sem carência de drogas ou fármacos /
que são as piores drogas /
e as mais letais /
e o deus Pan ou o centauro Quíron /
ou o fauno ou os sátiros as ninfas as deusas /
são o homem representado /
na forma erudita do conhecimento /
que somente os artistas podem captar /
na forma viva da sabedoria /
e não na forma morta do conhecimento /
que sempre é uma história narrada /
ou dissertada quando a personagem é a teoria ou a tese /
ou descrita nos casos das ciências descritivas da natureza do fauno e
da Flora divina /
porquanto história vem sempre em tempo morto /
ou depois do tempo em que se passou o ato /
que transforma ou transtornado em fato /
vira a face macilenta morta do Narciso /
para o espelho de olhos de quem viu /
e grafou em signos e símbolos ou sinais ) /
A vida não está escrita /
a existência não pode ser escrita /
a essência sim /
porquanto sua forma é a escrita /
é o discurso do homem que produz a essência /
enquanto a forma da vida é o movimento /
o rasto animal da alma /
que também rasteja na erva /
e nas lianas trepadeiras de lenhosos caules /
- As minhas lianas, claro! /
não as lianas dos botânicos ou fitoterapeutas /
A beleza apercebida pelo esteta /
a estética imanente ou transcendental /
cabe no espaço entre o conhecimento e a sabedoria /
por isso os animais não a percebem /
porquanto lhes falta o conhecimento /
das letras dos traços geométricos da álgebra /
da filosofia e da poesia enfim /
posta em ser ou essência em tudo isso /
que á apanágio ou atributo do homem /
parte da cultura /
se não toda a cultura e civilização /
O conhecimento é o ser do homem /
uma essência transformada na indústria do silêncio /
silente indústria do ser ou da essência /
ou do pensamento ou espírito humano /
conforme cada acepção do filosofo ou do religioso ou do poeta em cultura /
enclavado em sua cultura e língua /
ou línguas, considerando que as matemáticas são línguas de fogo /
ou idiomas para a cognição /
que é parte beleza ou estética ou sabedoria /
e parte conhecimento /
que também fere a sensibilidade do esteta /
( o mito funda a teogonia /
para cantar o ser do homem /
posto no deus silvestre /
que representa a natureza no homem /
quando o homem era divinizado /
antes da coletividade ser divinizada /
após o advento da lei /
que tomou o lugar do rei /
e se colocou de forma hipócrita /
como se a lei não fossem os homens /
que tem três poderes sobre a lei /
que nada mais é que essência /
não tendo nenhuma existência /
porquanto quem tem existência /
é o homem que a criou e a administra em beneficio próprio ) /
Enquanto os poetas descem as escadas para os subterrâneos dos vegetais
e animais /
os filósofos vão inferir o universo vasto por meio do discurso /
que não é somente limitado ao léxico poético /
não se funda somente em palavras ou frases /
não fica apenas na sintaxe /
mas vai até a matemática e a álgebra /
de filosofia e lógica diversa para o discurso /
conquanto sejam discursos em equações /
e formulações matemáticas, algébricas /
que desenham uma geometria nos artistas plásticos /
que fundem e fundam o homem na pedra de Rodin /
o na obra pictórica de Joan Miró /
que cria uma indústria no silêncio /
silente indústria para tecelão e tecelã /
de Diego Velázquez /
a produzir essências sob o idioma da geometria /
euclidiana ou não-euclidiana /
ou da natureza em aves passariformes /
a procriar existências /
sob um céu que que amar ou abraçar Joan Miró /
ou Marc Chagall /
poetas da simplicidade do gênio /
( o gênio sempre é o artista /
vate ou músico /
ou quem encena a cena do poeta trágico /
a representar a essência da vida : /
a tragédia da morte /
final de todo drama trágico /
triste fim da trama ) /
não sabem sequer o que os bichos sabem /
pois os animais e os sábios sabem do corpo /
e obedecem as leis do corpo /
leis flexíveis como água à mão para beber no arroio /
e por abrir o diálogo com o corpo são sábios /
porque o corpo é o único sábio /
que a natureza da deusa Flora /
e do deus Fauno /
prova-se pelos sentidos do corpo /
mantêm esse diálogo ou dialética com o corpo /
quer seja humano ou animal ou vegetal /
e mesmo mineral na gemologia ou mineralogia /
espargido no solo junto às ervas a caminho do sol /
( os homens das cavernas /
que somos ainda em corpo e na caverna de Platão, o sábio /
e o homem de conhecimento ou erudito Platão /
- tais homens que estão na caverna do nosso corpo /
perderam o sabor do deus silvestre que habita o corpo /
porquanto o corpo é um deus silvestre /
um deus selvagem /
é a divindade panteísta /
a qual se une integralmente com Gaia /
nosso corpo ou organismo-mor /
- Gaia, a deusa, a capitã-mor da vida /
Os sábios sabem ou provam o mundo /
e as coisas no mundo /
pela língua com enzimas /
Os sábios são os poetas vegetais /
que penetram sorrateiramente no mundo do animal /
no mistério da sabedoria /
que sabemos a sal e mar salgado /
porquanto água doce no regato /
não é torrente de leite e mel /
( O sábio é o homem ou animal com alma /
ou ser entre vivos /
que tem um espírito simbólico no sal /
que pode provar o sal /
cuja raiz de voz ou vocábulo significa o salário em latim /
um sal para o ofício social do soldado /
e espalha pela raiz herbácea da palavra /
vozes escritas como sanear santo sápido "sapiens" ou sábio /
- aquele que tem alma e prova a sabedoria /
que a cultura da antiguidade põe no sal /
porque vem do mar /
e é o traço cultural da gastronomia /
que aparta homens de animais /
porque o sal é um traço antropológico /
assim como Deus /
Quem não prova o sal /
tem uma deficiência no mito /
- a deficiência corporal ou orgânica do insípido /
do sem sal ou sem sabor /
que é o mesmo que dizer sem saber /
pois o saber nomeada pela erudição ou conhecimento /
se funda naquele que sabe a sal /
porquanto mesmo o sangue sabe a sal /
e também as lágrimas ) /
Os sábios provam o mundo com poesia /
que é a primeira voz da filosofia /
originária na religião /
primeiro canto e rito /
primeiro conhecimento por palavras /
( vozes primas /
sem primas donas ) /
discrepância evidente entre o sábio e o erudito /
pois o sábio sabe a vida /
enquanto o erudito conhece as letras /
o emaranhado de signos e símbolos /
que constituem a linguagem /
as línguas e a cultura /
e a poesia que é a primeira forma de historia /
ou arqueologia cantada em rito de teatro /
em tragédia ou paixão /
- paixão de Cristo! /
Os eruditos são os poetas e principalmente os filósofos /
os quais conhecem /
tem o conhecimento por letras /
sendo o conhecimento o abordar o ser /
ou a essência /
o que diverge do saber ou sabedoria /
que sabe por existência /
é a separação de realidade ou existência /
e essência ou ser ou pensamento colocado no discurso /
Os homens comuns nada sabem nem conhecem /
porque para se conhecer é mister conhecer profundamente as palavras /
porquanto os vocábulos fazem ou tecem o tempo /
que é, dentre outros atos, a historia /
e também fornecem os conceitos ou concepções do universo e do homem /
pois o conhecimento é o dar o ser /
ou retirar a essência da realidade /
operação que se denomina abstração /
porquanto é possível retirar a essência ou o ser das coisas /
mas não sua realidade ou existência /
Na vida, que é o saber, /
ou a inteligência da sabedoria /
não há certo ou errado /
porque esta tensão é criada pelo homem /
constituindo mero liame para a eclosão do conhecimento /
que se funda em polaridades /
A vida ou alma é mais ampla /
extravasa as polaridades /
seu saber é acumulado com a língua com enzima /
a língua anatômica-fisiológica do saber /
do sábio ( o que sabe a vivo ou "bio" /
ou seria algo passado pelo tempero da Vulgata como "sal vivo" /
"vós sois o sal do mundo?")
A língua viva na boca /
prova tudo o que está nas suas cercanias /
pois o que existe para se saber está no espaço com coisas que cerca o homem /
e o que está nas cercanias /
é o que está impresso em todo o cosmos /
pois tudo vem do simples junção do átomo em moléculas /
numa química simplista ou simplificada /
(A voz da alma no latim /
difere em alma do latim cristão e pagão /
Uma envolve todo o movimento /
e dá voz ou ronco ou torque ao motor que move o animal /
e consequentemente o homem /
que nada mais é que um animal /
distinto pelo sal que prova no conhecimento /
É a alma "anima" /
que produz o vocábulo animal /
que o homem abominou para si /
mormente depois da lama cristã /
que foge á natureza /
e vem se abrigar sob o sobrenatural /
desde a ressurreição de Cristo /
que dá fim ao mito pagão /
A grande alma conhecida no latim /
foi Gaia, a mãe primordial /
que o grego de Aristóteles cognominou física /
ou alma da terra, do planeta Terra /
que o latim traduziu com o vocábulo natureza ou "natura"/
e no sânscrito foi denominada de "Atma" para atmosfera /
- a alma é um manche no latim cristão e pagão /
e no antigo sânscrito que a respira no ioga ) /
Para o corpo não há certo ou errado /
- certo e errado é lógica de língua grega /
é "logos" que diz do silogismo /
O corpo vive ao sabor do vento /
que sopra nas velas da alma em latim /
ou no nariz do espírito em hebreu /
em antigo hebraico bíblico /
O corpo vai ao sabor do vento da vida /
que diz da posição necessário ou vital no momento /
quer seja o momento para feto /
ou para o ser humano no sono /
ou ainda o enfermo /
prisioneiro do leito e do corpo /
( O homem alberga dentro de si /
a nota musical desafinada /
de sabedoria versus conhecimento /
saber versus conhecer /
erudição versus sabedoria /
alma versus espírito /
vida versus morte /
bem versus mal /
que é o representa tudo isso /
na doutrina de Maniqueu /
a qual pervade todo o conhecimento humano /
e mesmo invade a questão /
que põe o ser versus o saber /
o rito versus o mito /
a palavra versus o silencio dos gestos nos atos mímicos /
no teatro miméticos dos títeres ou marionetas ou marionetes /
teatro politico feito de mímica ) /
O homem possui dos espíritos e uma alma : /
( daí os três corpos dos egípcios /
simbolizados nos sarcófagos ) /
um espírito ou pensamento natural /
que na cultura oriental se denomina Buda /
o qual sabe e se sabe sabe tudo /
é um pensamento originário no homem /
colocado antes de nascer pelo espírito de Gaia /
e que dorme em cada indivíduo /
por mais estulto que seja /
que pode despertar /
tal qual lembra o mito da Bela adormecida /
- a Bela Adormecida Kundalini /
que dorme em todo ser humano /
antes mesmo do berço /
já no ventre da madre /
onde o deus panteísta que é a natureza de Aristóteles /
já tem notícia desse ser /
que é sempre o mesmo ser /
porquanto o homem é um só ser /
seja qual seja o indivíduo /
e este é um mistério supremo do ser /
( é o espírito de Gaia ! /
não sei se a Gaia ciência de que falava Nietzsche ) /
um pensamento fundamentado na sabedoria /
e que tudo sabe /
mas nada conhece /
pois o conhecer vem com palavra no discurso /
é a filosofia e a poesia /
a erudição do filósofo e do poeta /
( profetas cientistas artistas e outros conhecedores ) /
O outro pensamento do homem é o conhecimento /
é o pensamento fundado no conhecimento /
que conhece apenas a essência /
mas ignora a existência /
que não é parte do conhecimento /
mas da sabedoria /
O conhecimento faz o homem olvidar a sabedoria /
e então o homem se torna estúpido /
menor em inteligência que o animal /
porque mesmo conhecendo muito /
conhecendo a essência /
que é o que se pode conhecer /
que é onde chega ou aonde vai o conhecimento /
desconhece a existência /
e assim vive numa mixórdia mental /
que o torna estúpido /
pois já não sabe /
e nem conhece /
e se torna um estorvo para os demais /
Então o único jeito é se salvar como político /
ganhando o mundo social /
graças à estupidez generalizada /
que é a verdadeira e real besta /
a besta posta no conhecimento pelo discurso do profeta /
a besta enquanto ser do conhecimento ou essência /
que não está na vida mas somente no pensamento-conhecimento /
e a besta de fato /
que os sentidos do profeta percebe /
e põe a veicular através da erudição /
porquanto os profetas são as velhas almas dos poetas /
os quais são sempre animais silvestres /
vegetais do campo /
ou deuses com partes de animais /
como os sátiros ou faunos /
ou do deus Pan /
que é o artista tocando a flauta /
ou o centauro Quíron /
que é o médico douto /
ou com perspectiva filosofante à la Marx /
quando escreve economia ou sobre qualquer ciência ou arte /
( poeta, profeta, artista plástico, músico, enfim, artistas /
exprimem sua sabedoria sob diversas formas /
em diversas línguas e linguagens /
com seus enzimas originários /
sem carência de drogas ou fármacos /
que são as piores drogas /
e as mais letais /
e o deus Pan ou o centauro Quíron /
ou o fauno ou os sátiros as ninfas as deusas /
são o homem representado /
na forma erudita do conhecimento /
que somente os artistas podem captar /
na forma viva da sabedoria /
e não na forma morta do conhecimento /
que sempre é uma história narrada /
ou dissertada quando a personagem é a teoria ou a tese /
ou descrita nos casos das ciências descritivas da natureza do fauno e
da Flora divina /
porquanto história vem sempre em tempo morto /
ou depois do tempo em que se passou o ato /
que transforma ou transtornado em fato /
vira a face macilenta morta do Narciso /
para o espelho de olhos de quem viu /
e grafou em signos e símbolos ou sinais ) /
A vida não está escrita /
a existência não pode ser escrita /
a essência sim /
porquanto sua forma é a escrita /
é o discurso do homem que produz a essência /
enquanto a forma da vida é o movimento /
o rasto animal da alma /
que também rasteja na erva /
e nas lianas trepadeiras de lenhosos caules /
- As minhas lianas, claro! /
não as lianas dos botânicos ou fitoterapeutas /
A beleza apercebida pelo esteta /
a estética imanente ou transcendental /
cabe no espaço entre o conhecimento e a sabedoria /
por isso os animais não a percebem /
porquanto lhes falta o conhecimento /
das letras dos traços geométricos da álgebra /
da filosofia e da poesia enfim /
posta em ser ou essência em tudo isso /
que á apanágio ou atributo do homem /
parte da cultura /
se não toda a cultura e civilização /
O conhecimento é o ser do homem /
uma essência transformada na indústria do silêncio /
silente indústria do ser ou da essência /
ou do pensamento ou espírito humano /
conforme cada acepção do filosofo ou do religioso ou do poeta em cultura /
enclavado em sua cultura e língua /
ou línguas, considerando que as matemáticas são línguas de fogo /
ou idiomas para a cognição /
que é parte beleza ou estética ou sabedoria /
e parte conhecimento /
que também fere a sensibilidade do esteta /
( o mito funda a teogonia /
para cantar o ser do homem /
posto no deus silvestre /
que representa a natureza no homem /
quando o homem era divinizado /
antes da coletividade ser divinizada /
após o advento da lei /
que tomou o lugar do rei /
e se colocou de forma hipócrita /
como se a lei não fossem os homens /
que tem três poderes sobre a lei /
que nada mais é que essência /
não tendo nenhuma existência /
porquanto quem tem existência /
é o homem que a criou e a administra em beneficio próprio ) /
Enquanto os poetas descem as escadas para os subterrâneos dos vegetais
e animais /
os filósofos vão inferir o universo vasto por meio do discurso /
que não é somente limitado ao léxico poético /
não se funda somente em palavras ou frases /
não fica apenas na sintaxe /
mas vai até a matemática e a álgebra /
de filosofia e lógica diversa para o discurso /
conquanto sejam discursos em equações /
e formulações matemáticas, algébricas /
que desenham uma geometria nos artistas plásticos /
que fundem e fundam o homem na pedra de Rodin /
o na obra pictórica de Joan Miró /
que cria uma indústria no silêncio /
silente indústria para tecelão e tecelã /
de Diego Velázquez /
a produzir essências sob o idioma da geometria /
euclidiana ou não-euclidiana /
ou da natureza em aves passariformes /
a procriar existências /
sob um céu que que amar ou abraçar Joan Miró /
ou Marc Chagall /
poetas da simplicidade do gênio /
( o gênio sempre é o artista /
vate ou músico /
ou quem encena a cena do poeta trágico /
a representar a essência da vida : /
a tragédia da morte /
final de todo drama trágico /
triste fim da trama ) /
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