domingo, 12 de agosto de 2012

ESTOICISMO - dicionário wikcionário verbete





No retrato há um morto e um vivo simultâneos
que paradoxalmente não é o mesmo ente
nem tampouco o mesmo ser
mas também o é
pois o ser vivo é um ente vital
gerido por alma sensível
e espírito pensante
- uma indústria silente
a transmutar energia em matéria
e vice-versa no que versa a versatilidade da vida
- um plasma plástico
maleável e inteligente ao extremo
um febricitante ser no homem viril
pelo labor do intelecto
contudo não exatamente um ser
pois no retrato falta tempo
para integrar o ser com o tempo
e o ser sem tempo
não participa da existência
nem da essência do homem
e logo é um ser e não-ser
sem vir-a-ser ou devir
expresso pela  morte

Por outro lado do paralelogramo
o morto é ente no cadáver
despojado de existência e essência
jogado à correnteza da decomposição célere
conquanto retráctil seja o retrato
em trato de sapato para pato palmípede
que faz gato-sapato com os pés com chulé
na pele de Pelé e Garrincha
- no beiral do telhado da garriça ou cambaxirra

( Quero a luz das abelhas
- à luz das abelhas
quero
- quero ver
olhar a flor da laranjeira
- adorada odorata! )

No retrato se retrata dois seres
um vivo e outro morto
ao mesmo tempo
e no mesmo ser e não-ser
no número um e não-numeral zero matemáticos
( O zero é um numeral simbólico
tanto quanto o um
e os demais algarismos rabiscados )
O ser vivo existe fora do retrato
Do lado claro-escuro do retrato
o ente morto está posto
por um ato e um fato
de dois seres vivos à época :
o retratista e o retratado
os quais nadam na torrente do vir-a-ser
e na fotografia
peixes na luz
feixes cromáticos
em preto e branco de sapato
claro e escuro de Caravaggio
- tudo preto no branco
xadrez trançado nas vestimentas
tingidas pelas cores berrantes do arco-íris :
O  vivo com vestes talares alvas
de essênios posando
nas albas a lamber as faldas das montanhas
e o morto trajado com mortalha
e máscara mortuária
porquanto o retrato é retrátil
versátil no soprar do oboé
e do oboísta
- anjo que sopra por detrás das ventas do arcanjo
o vento que toca
os moinhos de vento
e as areias do tempo na ampulheta
bailarinas de Degas em pinacoteca

Ambos nos olham :
o vivo e o morto
Todavia não nos vêem
porque não têm olhos para mover os cílios
piscar para as estrelas internas aos olhos
- no céu noturno dos olhos negros
cm a lua no máximo do amarelo da madrugada orvalhada
O morto olha-não-olha
porque parado ali
para sempre emparedado no retrato
e na propriedade retráctil do retrato
- cristalizado em rochas sedimentares de luz!
que na fotografia virou pedra-pome ( púmice)
de rocha magmática
ao erigir uma ilha : o retrato
separando um Robinson Crusoe do tempo
O vivo olha sem visão retratada
refratada
porque está atuando ainda no tempo fora do retrato
que o imobilizou e prendeu em cadeias de luz
( teias de aranha branca
na lua branca ao zênite :
lua em teia de aranha branca  tecida de luz solar )
- com a poção do tempo em cronômetro de bruxo
demudado em lucíferas alvenarias
a discorrer sobre o rio do vir-a-ser
aonde passou o filósofo Heráclito de Éfeso
um grego atravessando um outro Rubicão
para ir à Roma
e ter com os romanos
- gregários no Direito
( O Direito é a  filosofia torta de Roma
evidentemente não para filósofos cínicos
grandes escarnecedores nos meandros da política
e da guerra
que é o ato magno da política
quer seja a profana ou a sagrada
movida por atos de druidas ou de reis e imperadores
- sátrapas enfim!
Os filósofos cínicos
aos quais os oponentes denominam de cães
eram de fato e em atos
homens livres
cultores do "pathos" da liberdade extremada
ainda que sob o gravame da maior escravidão externa
exercida pelo estado românico
colocando a opressão
sobre as espáduas do homem grego
em particular o filósofo cínico
que ao servilismo contrapôs vigorosamente
a filosofia do desprezo
pelo universo político-militar dos romanos
os quais representam para o filósofo cínico
os verdadeiros cães
que sempre voltam ao vômito
- que regurgitam
( referindo-se à bulimia lendária do romano! )
Inobstante, esta filosofia tortuosa e falsa
hipócrita mesmo
dos antigos donos do mundo
( os romanos na empresa das legiões )
era um jogo semiológico
para "aventar" cidadãos romanos
perfeitos escravos da lei
e do tirano em voga
Trata-se o Direito romano de uma filosofia mínima
uma pseudo-filosofia de cunho oficial
em forma de práxis ritual
tateando a ética
a qual se radica na razão
mas sobrevivendo de fato da moral
a qual provem do irracional
a "ratificar" paradoxalmente
o costume grosseiro e brutal
do homem à sarjeta
decaído na vala comum da existência
anjo desgraçado
maldito
amaldiçoado
escarnecido
( o cinismo é um filosofia menor
originária na Hélade dominada
cujo escopo é atender
albergar 
e dar dignidade interna
à sobrevivência do forte
do homem nobre
escarninho
do filósofo virtuoso ( o cínico cultuava a virtude da fortaleza
que talvez seja a única virtude de fato
sendo as demais 
meras expressões e virtuosidade desta )
cujo último bastião
era sua mente invicta
como um sol divino
em tempos de escravidão
imposta por Roma
ao homem exterior
- o indivíduo temerário
que ousa desafiar
aos porcos de Owen
sempre no poder
correlatos aos levantes
e ao ao ato do suíno
sempiterno e vitalício no comando
do zoológico humano
com seus zoólogos
sob controle doutrinário
imposto de Roma e por Roma
( este o mais lancinante imposto de Roma!
das Romas que imperam até hoje
sob sutis políticas religiosas
que são mais compreendidas pela natureza da mulher
O homem entende melhor a política profana
enquanto a mulher se esmera no conhecimento e prática
da política sacra  )
O cinismo vem na mesma esteira do estoicismo
ambas evasão e debandada
do indivíduo ferido de morte pela filosofia
O cristianismo é um cinismo popular
- uma vulgarização da filosofia dos cínicos gregos
a forma religiosa da ciência jurídica
no contexto historial de Roma antiga
e das Romas em sobreviventes
O cinismo é outrossim um retrato de um tempo
a qual  demonstra historiologicamente
que o Direito é uma mescla eclética ou uma  síntese
entre as  filosofias menores : o cinismo e o estoicismo
Só  que a filosofia não impera
antes opera no anelo pela liberdade do ser humano
em oposição ao Direito
que sendo uma filosofia oficial
não passa de fato de um conjunto de regras
marcadas pelos interesses escusos
dos  donos do estado ou da república
O Direito é uma norma de conduta totalitária
absoluta como os monarcas absolutistas
uma alienação do pensamento humano
cujo fito é coagir e oprimir o homem
- porquanto vem a ser um poder
que faz curvar o homem
então genuflexo ante o soberano
seja ele estado lei ou rei ou império
O direito e a religião
são políticas de dois estados dentro do estado
e vêm a suscitar o terceiro estado
no qual Hitler pode ressuscitar
Portanto, ao Direito não é dado sequer
ser uma das  filosofias mínimas
da magna Grécia
porque vem a tolher os atos humanos :
encarcerar
enforcar
esquartejar
decapitar o ser humano
é seu objetivo
O direito é uma forma perversa e pervertida  de anti-filosofia
cujo escopo é subtrair sorrateiramente
a liberdade do homem
e levá-lo em massa para o Jardim  Zoológico
que são todos os asilos institucionais
- uma colônia penal para todos
exceptuados os senhores no poder ) )

(  Ah! ar ! : Quero ar!
Quero a luz das abelhas
- à luz das abelhas
quero ver
o que quero e muito quero
no Quero-quero
que voa a estridular o seu grito
- estribilho rascante! )

O ser vivo está no tempo
a pisotear o lagar
gravado no corpo
na anatomia e fisiologia
no aglomerado de poeira a colar o organismo
com colágeno
vinculando matéria e energia de mártir

( Quero a luz das abelhas
- à luz das abelhas
quero
- quero ver!
  e ser longânimo
 tal qual um patriarca bíblico )

No morto resta o pó do tempo
enterrando-o
cobrindo-o
- No mosto o morto está em fotografia
coberto pela poeria do tempo
Seus olhos não  olham
ou olham e não vêem
estão imóveis e alijados do tempo
- sem tempo que os mova
à face das águas
reflexivas

( Quero a luz das abelhas
- à luz das abelhas
quero
- quero retratar
o Quero-quero na solitude do voo
em bando a "fretinir"
similar às cigarras a fretinir )

No retrato há duas faces do mesmo deus Jano :
um vivo e um morto
O vivo foge da prisão de luz do retrato
e aspira ao tempo-de-respirar
inspira e expira fabricando o tempo e a vida
dentro de um período
Já o morto jaz no retrato
qual um epitáfio
com uma cruz a encimar a cova rasa
plantada ao rés-do-chão
paralela à raiz vegetal
- não quadrada ou quádrupla ou quadrática
na Ática da matemática

A morte é o objeto da tragédia
- objeto abstrato ( abstruso ) :
o morto é o objeto concreto
empírico
A vida evoca a tragédia
na tradição grega
em coro de sátiros
- que são entes naturais
e máscaras mortuárias
ou personais  ( de personas )
que representam com o ator
( morto individual )
a morte social
na substituição do rosto
pela máscara da "persona" teatral :
o drama entre o ser humano e a pessoa
do indivíduo e do ente coletivo

O retrato é tragédia do ser
e do não-ser
que são a mesma coisa
e a mesma pessoa
à luz da abelha
( A luz da abelha
que quero
tanto quero
no Quero-quero
que atravessa o ar
entre o anjo azul
e o arcanjo verde
- caído, decaído há décadas no pasto
(Lustros entre gramíneas
e outros rastejantes ao rés-do-chão ) )

O retrato é uma tragédia
em um ato
e um fato
em natureza rochosa
mineral
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PRANTO - dicionário wikcionário verbete

Rua pequena 
pequenina
cabe e coube na pena
do pavão ( que sou! :
Que sou eu?!...)
do faisão...
Mas meã não! :
- anã branca ao sol pálido
cálido
em seu calado
prenúncio da calada
preta na meia da noite
assombrada por trevas riscadas por coriscos
coruscantes
e ribombos no bombo
tambores
desenhando senóides no vento
( As ondas senoidais são o balanço geométrico
Euclides dançante
em corpo de baile
com a dança que balança
e embala
a água e o ar
na corrente eletromagnética
mudando e movendo o espaço
com um dos atributos do tempo
que é o movimento
- motor matemático
na equação literal comunicada
na análise da parábola cartesiana
que dança e canta e dana-se em parábolas!....:
- sem Jesus!!!
Dança é música de Musa em silêncio profundo e longo
- longo gongo!
cujo duo de voz é a melodia e o silêncio
- algébrico silêncio abacial )

A rua com seu casario
vinha de praça com estátua equestre
de presidente egresso do império de barbas
que errava pelo império de Dom Pedro
e rastejava qual quadrúpede
bêbada em tropelias
até uma velha ao cabo da vassoura do vento
- uma velha construção cor cinza-diabos
na pintura do tempo em corpo tatuado de lagarto
aonde funcionara uma indústria
aos pés e passos da linha férrea
e que ficara com inscrição em latim
ao frontispício
depois que abrigara uma academia de ginástica aeróbica
porque não tinha química para ser anaeróbica
respirando por bactérias
( Construindo e desconstruindo a alvenaria negra
lacertídeos que emprestavam matéria
às paredes do galpão
que se constituía em corpo desses lagartos negros cinzas-diabos
ao se cruzarem num ponto de tricô ou croché
da velhinha-do-tempo
que os tecia em uma mantilha
um agasalho ou um sapatinho de bebê )

De um a outro lado da rua
as casas cochichavam
brancas amarelas azuis...
( quatro casas a barlavento da lua
e seis a sotavento do sol )
e cochilavam à noite
remexendo-se na insônia
que não cabia no leito
por causa de um beijo
fora do tempo e do espaço
- ósculo de amantes

livre do mal da bruxa
da maldição da feiticeira
que não pode macular 
o imaculado coração de Maria
que bate o martelo no peito da bem-amada
( Aquele beijo
Oh! aquele beijo delicado!
mui apaixonado!
metade sonho ou a meio ou em meio ao sono
mixórdia de matéria e energia de sono e sonho
onírico e real
ou a um passo do real
- aquele beijo que nunca nos selou os lábios de carne!
vindo direto nos lábios dela
no escuro da câmara
subjugando-nos no enrosco serpentino do silêncio
- beijo de lábios colados...
Ah! inesquecível amplexo de Íncubo e Súcubo
ainda que irrealizado
ou semi-realizado entre o surreal e o real
que perdura dentro da alma
ou das duas almas
que  o quiseram realizar
todavia não o puderam expressar
fora do entre-sono
entre-sonho
que selaram os lábios ali
para sempre
entre o que é sonho e vigília
matéria e energia
Contudo o beijo veio dos lábios da amada real
em natureza física composta
separada de mim apenas pela barra da alva
as penas da garça
e a flor de laranjeira
na guirlanda de noiva
cujo nome está escrito
no paul em que vi a saracura
saracotear-se
em toda a minha poesia
( Minha poesia é uma linguagem
toda  voltada para dentro
que lambe com a língua
o que está no fundo do favo
e  traz à baila
o mel da melhor abelha
retirado do néctar da flor
que preconiza o fruto
a boca e os dentes e a fruta
- o metabolismo, enfim! ))

A idade da rua é a idade da cidade idosa
dos idos do século
com ordens seculares e regulares
ordens para suprir o tempo
e regras para se isolar do tempo
nos claustros dos mosteiros
nas abadias
sob regras
severas regras de São Bento Abade
a tirar o  mosteiro e o monge do mundo temporal
substituindo tempo por regras pétreas
( O que teia aquele tempo
é a teia de aranha
- teia da vida
que telha a dor moral
advinda do social
pela ciência do antropólogo traduzida
em signos e símbolos
que a expressa )

Em menina descalça na monja carmelita
a rua em criança no tempo
devia atravessar-se
nos jogos lúdicos
correndo de um lado a outro da rua
branca rua com cara de lua
branca do branco da nuvem
e da graça da garça refletindo o gládio de luz do sol nas penas
Branco ou alvo garça
do pote da torrente do São Francisco
rio para potes de gerações de homens e ervas
arbustos animais e árvores frondosas 
ter aonde beber
outrossim nas gotas de rocio
no ponto do orvalho
que tecia e guardava um par de sapatos de lã
do bebê que viria em mim
na manhã da outra manhã
ou na madrugada gélida
com vento nas ventas dos moinhos de vento da Holanda
com Van Gogh ainda juvenil
longe plagas da literatura védica
da pintura impressionista e expressionista...
( Quando se é mui jovem
a literatura védica parece distante
- no passo em que pisam as estrelas
longe do burburinho quotidiano 
ela paira sobranceira no espaço sideral
porém com a maturidade e a erudição
acha-se os Vedas no sebo da esquina
em suas garatujas originárias 
O recém-nascido nada sabe do sânscrito
conquanto cante o canto dos Vedas
em seu pranto  
com seu aparelho fonador)

Por um lado da ruazinha mansa e pacata
subia-se lentamente à casa de Rachel
- a "Dona Rachel" de andar algo fleumático
mulher em lipídios
tecido adiposo
onde não pousa a mariposa
de voo piloto na chuça da chuva em chuço sem rebuço
e do vento que ali passava
entre corredores
(  O vento é um corredor olímpico
atleta tetra
no corredor das borboletas
abertas as aletas
alertas no planador
que flutua em flor branca
do ar ao solo
calçados por ervas )

No princípio da rua
casa roxa com alpendre
olhava das janelas para o portão
- roxa casa enroscada na glória matutina
a soprar trombetas lilases
e indo índigo plantar
um bem de raiz
- a anileira!
Indo ainda ao indígena indigente
sem sinal ou som de língua indo-européia
assim como fui também indo índico
pelo caminho do índio e do hindu
com meus versos em trovas
com ovas de peixe
escritos com sumo de limão
no verso anverso do universo
versados em mamão à mão do violão
versejados por versejadores tais e quais
cheios de tantos ais!
na metragem metralha 
esparsa no espaço esparso da tralha...
- ou da gralha grelha galha palha...
Valha-me Deus!... )

No fim da rua
a casa do poeta
ficara com o legado do suicídio
Calçada alta
timbrava a solidão
com o brasão da morte do poeta
que se suicidou
Era um homem de sobrenome Quinaud
senhor de versos versus o mundo
( versado no mundo erudito?! )
com poesia escrita no sumo do limão
no infinito invisível
de uma noite negra e apagada de qualquer luz difusa
até no túnel ou labirinto do sonho
Nunca li um ceitil
nem um til
de sua poesia febril
- poesia para miosótis e sopros de jasmim
e outras flores de sopro perfumado ao vento de escotilha
que vinha na vinha de voz de minha mãe
em gavinhas e uvas no caramanchão ou pérgola
( Minha mãe é quem me falara do poeta suicida
porquanto amava a alma dos poetas
que para ela era um poeta
dentro de outro poeta
numa sucessão de poetas individuais
imbricados no mito de barro e papiro
das águas do pote com peixe de Jesus e discípulos
que era o rio São Francisco
de cachoeira em cachos cantantes
sem a planta do papiro
- Mãe, que se casara com um homem pragmático,
insosso
sem chão na poesia
sem escabelo na arte da erva
arraigado aos vegetais da cerveja
envasada na indústria de silêncio em flor de campo
da deusa Ceres
a senhora dos cereais
maltados ou naturais)

Uma noite
sono em plenilúnio
sonho com novilúnio
em plena travessia pelo onírico
- para o lírico do lírio na lira
entrei pela porta da frente de uma casa daquela rua
e ao sair pelos fundos
abrindo uma porta de madeira
- estava na China comunista!

Rua, ruazinha, travessa, viela... 
 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

PILATES - léxico lexicografia etimologia etimo nomenclatura terminologia

Todo sistema filosófico ou científico é um sistema de crenças; aliás, mais : todo sistema é um sistema de crenças, crendices. Não há sistema que sobreviva sem a crença depositada nele, nos seus métodos, objetos, conhecimento, etc. O sistema é o ser humano esfacelado ou alienado no intelecto, isento de sentimento, ao menos em tese, pois o homem não pode se livrar  do sentimento, mas a razão sim.
Sistemas de terapias como a medicina natural e a alopata 
( alopatia), ou tradicional, no mundo ocidental, bem como  as terapias alternativas, dentre elas a homeopatia, não passam de sistemas de crenças, comungam fé. O mesmo se dá com as dietas ou regimes, por assim dizer. São sistemas fundados em crenças, dentre inúmeros outros sistemas assim assentados  : dieta vegana, macrobiótica... os regimes políticos, que são essas dietas na expressão social ou política; daí "regimes" ser expressão para designar forma racional de alimentação ou de constituição sócio-política.
Há política em qualquer comunidade ou comunicação entre dois seres humanos ou animais e, mesmo entre vegetais, que porfiam por espaço, que significa tempo  ( tempo de vida ou espaço para respirar, processar a clorofila, viver, enfim: isso também é política ), há espaço para muita política subindo as raízes do campo e do vale : é a política da fauna e flora, imprimida pelos seres vivos do bioma, inobservada, despercebida, sub-reptícia,  subindo e descendo pelos caules, hastes, troncos, outras tantas escadas de Jacó invisíveis aos olhos com tampão dos piratas, que só iluminam um lado magro do espaço.
O mesmo ocorre em relação à Yoga, Pilates, Reiki, cromoterapia, acupuntura, radiestesia, dentre outros sistemas de terapias alternativas ou oficiais, com ou sem a chancela do estado ou do tempo em voga. Isso sem se falar nas panacéias,  que funcionam  através do mito arraigados nas cabeças humanas em todas as épocas, porquanto tal mito ( o mito de panacéia, do elixir  da longa vida, que só existe no universo sentimental, o qual exprime e vem a imprimir desejos profundos, arraigados, avoengos, atávicos) vem  represar  e liberar, concomitantemente, uma carga poderosa de aspirações imediatas e miraculosas e sempre urgentes, as quais são parte do mundo onírico a sobreviver na vigília do enfermo sofrido ou do homem em seu quotidiano sempre incerto, conquanto o mito faça desse cotidiano algo líquido e certo, esquecendo que a qualquer momento pode sobrevir a morte ou outras desgraças que grassam.
Tudo no pensamento e práxis do ser humano são meras crenças, belos mitos ( poesias a caminho do esteta que as saboreia ), lendas bombásticas; enfim, sistemas montados para consolo do doente que, inobstante tudo parecer inócuo nas terapias e remédios,  se cura, produz energia curativa graças ao estado da fé ao qual é guidado pela necessidade premente de sobrevida. As crenças, os sistemas de crenças,  carreiam muito poder e energia vital  aos sistemas de terapias
( medicina, religião, psicologia) e vêm mitigar a ansiedade do ser humano, pois o homem quer sempre estar pleno, física e mentalmente, porém nunca se considera tal, está sempre a buscar mais e a demonstrar insatisfação com o presente, quer seja ele bom, agradável ou ruim de todo. Raro o momento no tempo corrente que não incomode o ser humano no seu afã de excedente.Excedente de riqueza, de beleza, de bem-estar, de amor, etc.
Entrementes, as técnicas são válidas, enfrentam a efetividade, e,  ainda que usando de uma dose de  xamanismo de outro naipe, um "xamanismo" ritual ( técnicas são também ritos ou conjuntos de ritos que possibilitam a um resultado, ou ao mesmo resultado sempre que os objetos e demais elementos utilizados forem os mesmos ou similares;   são aptas para levar a graça e o poder  da graça espargida pelas mãos em prece e  louvor à vida do fazer, do fabricar, do industrializar, que, enfim, leva aos bens ou artefatos,  que a os homens em sociedade produzem e põe a circular no mercado que têm de fato; sem ela, a técnica,  os os bens ou artefactos perdem em qualidade ou nada são  senão entes da natureza em estado bruto, como o ouro ou o diamante não lapidado.Tais aparatos técnicos que tornam a ciência útil e prática são veículos da práxis, da práxis que acompanha as técnicas, e sem as quais ( as práxis!) as técnicas não seriam senão gestos mecânicos, infecundos, vanidades. É a práxis que possibilita a realização do evento ( técnico, miraculoso, espetacular ) e o descortinamento de  outros sentidos humanos, que não  os comezinhos.
A práxis é desenhada num conceito e contexto que enfatiza o ato ou atitude do ser humano; atitude essa  não repetitiva, como sói ocorrer com a técnica, atitude mental, operação intelectual fria fundada na concatenação "morta" das operações do intelecto,  sem emoção, matemática, dentro do âmbito de um pura e refinada linguagem estérica do conhecimento de época ( esotérica no sentido aristotélico) ; a práxis não vem, pois, não em salvas, porém livre, por vezes desconexa, e surge no horizonte da oportunidade (oportuna ), com carga  conotativa vigorosa, vital, em linguagem-linguística, para-palavras sentidas e sensíveis na poesia e outras formas de práxis escritas, retiradas da vida humana, que põe atos vitais, posteriormente, como fatos registrados, consubstanciando a memória para a práxis. Difere substancialmente  da técnica, que é outra concepção desenhada, a qual apresenta atos repetitivos, voltados a objetos ou a fabricar artefatos, produzir modificando o corpo dos objetos em mãos e mentes. 
O pensamento carece da práxis para se complementar, para ser um ser efetivo ; sem a práxis não há humanidade, pois o pensamento se torna alienado nas instituições e acrítico. A racionalidade inclina-se, então, para a loucura ou a moira grega. O direito e a política não abrigam qualquer laivo de práxis, são meros fatos que dominam o ser humano e que o homem não é capaz de controlar, porquanto são entes sociais e "sobrevivem" sem a intervenção do indivíduo ; nascem do espírito coletivo, são seus efeitos. Aqueles que poderiam, talvez, colocar uma forma ( norma?! ) de práxis na política e no direito são indivíduos que, em geral, não tem práxis algumas, mas apenas discursos ocos, demagógicos, baseados no erro e no interesse : políticos e a juristas. Daí não haver quase nada que seja mais desumano e cruel que o direito e a política, ambos instintos animais racionalizados até onde for possível racionalizá-los, ou seja, até onde não sejam atingidos minimamente os interesses ignóbeis dos que detêm o poder político e que fazem as leis e o direito : os membros dos três poderes que disputam o butim do bútio. Política e direito são instrumentos de dominação e de suplício do estado e, infelizmente, o preço de se conviver custa a condenação à prisão social sob grade e grilhões de regras da sociedade, de cada indivíduo,  em detrimento de cada indivíduo, e a liberdade absoluta da minoria em comando, no auge do poder político e econômico que determina tudo o mais, que infla a sociedade e curva a cultura até a subserviência dos cientistas e outros profissionais da técnica. A salvação está na arte, na poesia e na filosofia, que continua renitente a questionar e não aceita a norma de rebanho colocada pelos leões e lobos em alcateia. Nas sociedades humanas tudo é políticas e direitos, esses dois déspotas de um estado sempre totalitário ainda que impensado e impensado tal mesmo por muitos poetas ( artistas) e filósofos ( pensadores livres).Vide Guernica de Pablo Picasso, que retrata a política e o direito, no que são de fato quando nus e sem rebuços.Pinacoteca.
A técnica  é denotativa, não traz o elemento humano completo do sentimento e razão, essa anatomia e fisiologia da mente e do corpo,  funda-se tão-somente na razão, o que em si é desumano e alienante;  apresenta-se, outrossim,  em linguagens matemáticas de equações e expressões aritméticas e algébricas, as quais trazem em sua concepção para o desenho um tipo de "nous" para a função do número, ou numeral, que é o objeto dessa inteligência do cosmos e do homem, pois o "Nous" é uma inteligência reflexa do cosmos e do homem ( uma inteligência-Narciso ou narcisista ), inteligencia que se reflete mutuamente no cosmos e no ser humano como sabedoria e conhecimento, tendendo a unificar-se, ou seja, tornar-se apenas sabedoria, pois o conhecimento ou erudição não passa do registro imperfeito e ligeiro da sabedoria que perpassa cada fato mínimo produzido em natureza .
Esta inteligência ou "Nous" do número, ou da quantidade ( a quantidade enquanto percepção a imbricar práxis e técnica ) está no traço  e na figura geométrica mínima,  e nas linguagens-matemáticas-simbólicas e linguagens-linguísticas, conforme o objeto da "inteligencia" ( "Nous") venha a ser para quantidade ou qualidade ( representada pelo conceito de número e seus símbolos e signos abertos nos sentidos vetores, escalares sensíveis à mensuração ou insensíveis à mensuração dos sentidos e possível somente de alcance pelo intelecto, que extravasa o mundo sensível ao infinito matemático ( todo o sentido do universo da linguagem matemática está no infinito, no eterno e no nada : o zero enquanto noção puramente intelectual, imperceptível ao senso comum) ,  ou pela concepção de nome com seus respectivos signos e símbolos fechados em significado); linguagens estas que servem a filósofos e cientistas, poetas e religiosos, místicos e homens de práxis ( ou da práticas, que diferem do homem de práxis), os quais , (todos!),  têm o número e o nome como objetos originários e originados no "Nous" ( inteligência ) : no "Nous-reflexo", reciprocado no cosmos e no homem : o eterno e infinito mito do Narciso olhando seu reflexo à lâmina d'água. O homem é a forte expressão de Narciso ou do mito assim posto vegetal e animal e humano, na poesia da qual se reveste.
Na concepção desenhada para a técnica, com números e figuras matemáticas, o "Nous" é denotativo; na concepção para a conceituação da práxis, ocorre indelevelmente a marca humana e o o "Nous" reflexo ou refletido e defletido origina uma  conotação, algo inerente ao ser humano. trata-se, a conotação de uma forte carga e descarga de sentimentos e percepções que  se espraia nas atitudes humanas, ou práxis, que são os atos maiores e nas técnicas, atos menores, vinculados a objetos, artefatos ; arte menor. Inobstante, são atos complementares e suplementares a técnica e a práxis, caso contrário não se tornam políticas, mas apenas atos políticos alienados, minorados por interesses escusos, os quais se alienam do homem nas instituições do direito, e, ao invés de serví-lo, são servas das instituições, empresas, sociedades, associações , sindicatos, partidos,alienações do pensamento, o pensamento posto ( em-ser ou em-ser-raiz e matriz humana ) no mundo sem retorno crítico, porquanto o retorno crítico somente vem ela práxis do homem, vez que a "práxis" institucional é ma impossibilidade devido a cristalização a que tende as instituições e a ausência de pensar crítico que faz as instituições. As instituições são governos, formas de dominação política de animal-alfa e beta,  e todo governo é constituído por miríades de atos e fatos despóticos. A tirania das instituições "lavadas" em governo formam a democracia e qualquer outra forma republicana ou monárquica de governança.
Aliás, o direito usufrui inconscientemente das linguagens matemáticas ao operar com o conceito de equidade, palavra-raiz para equação: é, de certa forma, uma linguagem-matemática mitigada pela política que pervade a alma da ciência jurídica, um conhecimento conturbado por interesses brutais, resolvido na tacape, na ponta da faca. O direito é uma violência mental que se posta como ameaça clara antes de desferir o golpe fatal, indefensável. É uma forma de crucificação que o ser humano pode evitar se obedecer prontamente à ordem.
Por outro lado,  a mente não encontra a práxis, pois ela não está em seu universo anverso, sem sentidos-guias ; a mente não tem a aptidão dos sentidos, não possui sentidos, por isso é cega, surda-muda e não possui qualquer senso real, senão o senso de si, do seu universo solipsista “paralelo-geométrico”, mensurado e desenhado em Euclides, depois Descartes e outros geômetras eminentes. A mente pensa, ou seja, não está de posse da efetividade , nem na efetividade ( e sim no microcosmo do geômetra que se desenha na figuras geométricas), por isso distorce espaço e tempo e os curva à luz. Desmonta e remonta o espaço e o tempo real, efetivo, como ocorre na fecha de Zenão de Eléia. Por isso o ser humano não em como saber, mas apenas conhecer por meio de técnicas que aplica em terapia, no desenho, enfim, nas linguagens matemático-linguísticas, que alimentam a filosofia, a ciência, através dessas artes que são as linguagens, expressas e impressas em equações, discursos, desenhos, terapias, músicas, fabricação de artefatos, leis, nas engenharias e nas arquiteturas; enfim, nas várias “literaturas”: há uma literatura para as matemáticas nas equações e outras expressões aritméticas.
A ciência contempla o ser : um objeto de linguagens, com lastro em signos e símbolos humanos; a técnica é uma ação ou fazer, um ato, enfim, que divide ou partilha o tempo e o espaço com os sentidos, os quais estão focados na sabedoria presente e viva no universo, que se transmuta no unicórnio teórico.O fazer, ou ato,  é um teorema, no qual vem mesclado o ato de pensar e distorcer ao ato de agir dentro do tempo e espaço efetivo.
Os pensamentos de Newton  é melhor expresso por teoremas binomiais que por meios teoréticos ;  equacionam para mensurar o movimento em tangentes : é o pensar de um engenheiro inato, universal, um pensamento que carrega a técnica na linguagem matemática e torna a matemática o primeiro instrumento do conhecimento.Newton fabrica instrumentos intelectuais, assim como o homem primitivo das cavernas fabricavam instrumentos de pedra ou pau, dentre outros.É um pensamento sóbrio, racional, puramente racional, sem emoção, e, por isso, não sonha, jamais se permite sonhar nem sondar o onírico, porquanto é um pensamento para a vigília : cuida apenas da efetividade como sói ao engenheiro genial. Por isso não atingiu ou sucumbiu à popularidade de Einstein, que sonha, especula,  e ao sonhar e especular ganha o vulgo patético, amante do espetáculo burguês ou romano. Einstein, ao sonhar,  evoca o pensamento de Zenão, o eleata, no mover da fecha, um quadro de sonhos geométricos, que lembra os movimentos imagem a imagem do cinema. Aliás, é a geometria que faz todos os objetos de ciência, por ser sua linguagem primeva e fundamental : é a geometria que move e desenha as tangentes de Newton em senóides ou parábolas, com as quais se analisa a geometria no âmbito da realidade natural.
Freud, ao analisar o sonho, em seu teor simbólico, sua carga de simbolismo, não apaixona tanto o público, pois a análise psicanalítica tem uma frieza que queima, como toda a racionalidade expressa, e, consequentemente,  não encanta como o canto da sereia ao "público alvo"; no entanto,  sonhar com viagens no tempo, em companhia de Albert Eisntein, aquece o coração na lareira da paixão poética. Aliás a teoria das curvaturas do espaço de Einstein não passa de ser um plágio camuflado das tangentes de Newton.
Newton produz teoremas porque prova tudo o que assevera com experiências naturais, reais, efetivas, tiradas à natureza, como no caso da experimento do prisma, ao decompor as cores do espectro,  ou da lendária maçã, a qual  Newton mordeu e arrancou um pedaço com a boca de Jobs! Já Einstein cria experimentos para comprovar suas teorias, ou seja, vai da teoria à teoria construída nos instrumentos que  provam e, no paradoxo roxo,  erram por provas e nada provam, senão o que imagina prover com argumentos, fechar com linguagens.
Einstein sonha o pensamento de Newton ; faz do pensamento do filósofo natural um sonho de uma noite de verão.

sábado, 4 de agosto de 2012

CHUÇA - léxico lexicografia etimologia etimo glossário verbete

Rua pequena 
pequenina
cabe e coube na pena
do pavão ( que sou! :
Que sou eu?!...)
do faisão...
Mas meã não! :
- anã branca ao sol pálido
cálido
em seu calado
prenúncio da calada
preta na meia da noite
assombrada por trevas riscadas por coriscos
coruscantes
e ribombos no bombo
tambores
desenhando senóides no vento
( As ondas senoidais são o balanço geométrico
Euclides dançante
em corpo de baile
com a dança que balança
e embala
a água e o ar
na corrente eletromagnética
mudando e movendo o espaço
com um dos atributos do tempo
que é o movimento
- motor matemático
na equação literal comunicada
na análise da parábola cartesiana
que dança e canta e dana-se em parábolas!....:
- sem Jesus!!!
Dança é música de Musa em silêncio profundo e longo
- longo gongo!
cujo duo de voz é a melodia e o silêncio
- algébrico silêncio abacial )

A rua com seu casario
vinha de praça com estátua equestre
de presidente egresso do império de barbas
que errava pelo império de Dom Pedro
e rastejava qual quadrúpede
bêbada em tropelias
até uma velha ao cabo da vassoura do vento
- uma velha construção cor cinza-diabos
na pintura do tempo em corpo tatuado de lagarto
aonde funcionara uma indústria
aos pés e passos da linha férrea
e que ficara com inscrição em latim
ao frontispício
depois que abrigara uma academia de ginástica aeróbica
porque não tinha química para ser anaeróbica
respirando por bactérias
( Construindo e desconstruindo a alvenaria negra
lacertídeos que emprestavam matéria
às paredes do galpão
que se constituía em corpo desses lagartos negros cinzas-diabos
ao se cruzarem num ponto de tricô ou croché
da velhinha-do-tempo
que os tecia em uma mantilha
um agasalho ou um sapatinho de bebê )

De um a outro lado da rua
as casas cochichavam
brancas amarelas azuis...
( quatro casas a barlavento da lua
e seis a sotavento do sol )
e cochilavam à noite
remexendo-se na insônia
que não cabia no leito
por causa de um beijo
fora do tempo e do espaço
para ósculo de amantes
( Aquele beijo
Oh! aquele beijo delicado!
mui apaixonado!
metade sonho ou a meio ou em meio ao sono
mixórdia de matéria e energia de sono e sonho
onírico e real
ou a um passo do real
- aquele beijo que nunca nos selou os lábios de carne!
vindo direto nos lábios dela
no escuro da câmara
subjugando-nos no enrosco serpentino do silêncio
- beijo de lábios colados...
Ah! inesquecível amplexo de Íncubo e Súcubo
ainda que irrealizado
ou semi-realizado entre o surreal e o real
que perdura dentro da alma
ou das duas almas
que  o quiseram realizar
todavia não o puderam expressar
fora do entre-sono
entre-sonho
que selaram os lábios ali
para sempre
entre o que é sonho e vigília
matéria e energia
Contudo esse beijo veio dos lábios da amada real
em natureza física composta
separada de mim apenas pela barra da alva
as penas da garça
e a flor de laranjeira
na guirlanda de noiva
Seu nome está escrito
no paul em que vi a saracura
saracotear-se
em toda a minha poesia
( Minha poesia é uma linguagem
toda  voltada para dentro
que lambe com a língua
o que está no fundo do favo
e  traz à baila
o mel da melhor abelha
retirado do néctar da flor
que preconiza o fruto
a boca e os dentes e a fruta
- o metabolismo, enfim! ))

A idade da rua é a idade da cidade idosa
dos idos do século
com ordens seculares e regulares
ordens para suprir o tempo
e regras para se isolar do tempo
nos claustros dos mosteiros
nas abadias
sob regras
severas regras de São Bento Abade
a tirar o  mosteiro e o monge do mundo temporal
substituindo tempo por regras pétreas
( O que teia aquele tempo
é a teia de aranha
- teia da vida
que telha a dor moral
advinda do social
pela ciência do antropólogo traduzida
em signos e símbolos
que a expressa )

Em menina descalça na monja carmelita
a rua em criança no tempo
devia atravessar-se
nos jogos lúdicos
correndo de um lado a outro da rua
branca rua com cara de lua
branca do branco da nuvem
e da graça da garça refletindo o gládio de luz do sol nas penas
( Branco ou alvo garça
do pote da torrente do São Francisco
rio para potes de gerações de homens e ervas
arbustos animais e árvores frondosas )
nas gotas de rocio
no ponto do orvalho
que tecia e guardava um par de sapatos de lã
do bebê que viria em mim
na manhã da outra manhã
ou na madrugada gélida
com vento nas ventas dos moinhos de vento da Holanda
( Quando se é mui jovem
a literatura védica parece distante
no passo em que pisam as estrelas
longe do burburinho quotidiano
porém com a maturidade e a erudição
acha-se os Vedas no sebo da esquina
em suas garatujas originárias  )

Por um lado da ruazinha mansa e pacata
subia-se lentamente à casa de Rachel
- a "Dona Rachel" de andar algo fleumático
mulher em lipídios
tecido adiposo
onde não pousa a mariposa
de voo piloto na chuça da chuva
e do vento que ali passava
entre corredores
(  O vento é um corredor olímpico
atleta tetra
no corredor das borboletas
abertas as aletas
alertas no planador
que flutua em flor branca
do ar ao solo
calçados por ervas )

No princípio da rua
casa roxa com alpendre
olhava das janelas para o portão
- roxa casa enroscada na glória matutina
a soprar trombetas lilases
e indo índigo plantar
um bem de raiz
- a anileira!
Indo ainda ao indígena indigente
sem sinal ou som de língua indo-européia
assim como fui também indo índico
pelo caminho do índio e do hindu
com meus versos em trovas
com ovas de peixe
escritos com sumo de limão
no verso anverso do universo
versados em mamão à mão do violão
versejados por versejadores tais e quais
cheios de tantos ais!
na metragem metralha 
esparsa no espaço esparso da tralha...
- ou da gralha grelha galha palha...
Valha-me Deus!... )

No fim da rua
a casa do poeta
ficara com o legado do suicídio
Calçada alta
timbrava a solidão
com o brasão da morte do poeta
que se suicidou
Era um homem de sobrenome Quinaud
senhor de versos versus o mundo
( versado no mundo erudito?! )
com poesia escrita no sumo do limão
no infinito invisível
de uma noite negra e apagada de qualquer luz difusa
até no túnel ou labirinto do sonho
Nunca li um ceitil
nem um til
de sua poesia febril
- poesia para miosótis e sopros de jasmim
e outras flores de sopro perfumado ao vento de escotilha
que vinha na vinha de voz de minha mãe
em gavinhas e uvas no caramanchão ou pérgola
( Minha mãe é quem me falara do poeta suicida
porquanto amava a alma dos poetas
que para ela era um poeta
dentro de outro poeta
numa sucessão de poetas individuais
imbricados no mito de barro e papiro
das águas do pote com peixe de Jesus e discípulos
que era o rio São Francisco
de cachoeira em cachos cantantes
sem a planta do papiro
- Mãe, que se casara com um homem pragmático,
insosso
sem chão na poesia
sem escabelo na arte da erva
arraigado aos vegetais da cerveja
envasada na indústria de silêncio em flor de campo
da deusa Ceres
a senhora dos cereais
maltados ou naturais)

Uma noite
sono em plenilúnio
sonho com novilúnio
em plena travessia pelo onírico
- para o lírico do lírio na lira
entrei pela porta da frente de uma casa daquela rua
e ao sair pelos fundos
abrindo uma porta de madeira
- estava na China comunista!

Rua, ruazinha, travessa, viela... 
 

terça-feira, 17 de julho de 2012

ENTROPIA - verbete

Ipê-roxo florido

Viva seu instante vegetal!
- Viva seu instante vegetal
todo
porque é o único jardim de vida
onde sua individualidade vegetal
estará sob o tempo
- que é chuva e sol
calor frio lua-maré
até a entropia da madressilva-das-boticas fora
- dentro do madrigal da madrugada
na voz do galo canoro

Viva seu período vegetal

dentro da faixa da tabela Periódica de Mendeleiev
que cria o tempo de existência de um átomo
do hidrogênio com massa atômica um
ao último descoberto ou sintetizado

Viva de sua alma para dentro

o tempo vegetal
esquecido dentro dessa floresta
que  separa do mundo "lá fora"
onde os próprios vegetais
travam batalhas ferozes
por um espaço mínimo de terra
ar e água e fogo solar
na guerra do leite e mel derramados

Viva o vegetal que lhe dá vida

alma ou espírito
para dentro
pois lá fora
amanhece a sociedade com o padeiro
mão na massa
olho no forno
Lá fora só existe frustração
guerra vegetal selvagem
com as Fúrias prontas para matar

Viva a vida do vegetal

que todo ser vivo possui em si
e não permita que o mundo lá fora
no pasto ou no campo ou na restinga
rompa sua fronteira
com legiões romanas e angélicas naturais
para conquistar seu território sutil
de aldeia mansa localizada na barra-da-alva
e na flor-de-laranjeira que cheira!
no nariz de um amigo vivo
- vegetal
dentro do vegetal
que é o paraíso
onde há vida
e, por isso,
é o Jardim do Éden
o Jardim das Hespérides
com seu pomo de ouro

Caso

acaso
as ervas casuais do caminho
daninhas
invadam seu jardim ao ocaso
melhor suicidar
que lutar contra a força  invicta
das hostes de vegetais inimigos
diabos no verde
- demônios na clorofila
que então de doce
se transforma na indústria do amargo
até a morte
sob infindáveis torturas
da inquisição dos vegetais
- que, outrossim, condenam o réu
inquirido
à fogueira do sol
sob céu
porquanto da sociedade ocidental
de onde escrevo
o corpo a corpo
entre o homem e a mulher
passa de olho em olho
a olho a olho
até quedar no olhar

Todavia antes de se suicidar

seria melhor lutar
arrostar os demônios exóticos
porquanto os diabos autóctones
conhecem cada palmo do caminho para o interior
quanto mais o caminho se interna
e fica longe das termas

Lá dentro do ser humano

no fundo de sua alma vegetal
uma noiva tece uma aldeia com uma grinalda
para a vida continuar
no ato de nascer o amor
- única fonte do nascimento
natividade
- origem da natureza e da vida
que vem empós o amor
em salvas
( e saúvas também! )

quarta-feira, 11 de julho de 2012

TULIPA! - terminologia científica



Em meio de uma floresta com flores negras
- ( tulipas! )
a qual segue andarilha
até o Hiperbóreo de Píndaro
( na transliteração dos Píndaros?! )
com pés de flor e folha
com frondes em nascimento
e vegetais alcatifando
calcando
calçando o solo
( solo emocionado para violoncelo belo!
  - emotivo e grave na voz das cordas
que acorda o acorde
e na fronte do violoncelista
com o enorme instrumento
quase ao colo do músico apaixonado
em "Pièta" ao anverso
de pai e filho... )

Uma floresta que cubra o chão até o Hiperbóreo

vá além do boreal
pelo caminho norte
ida e volta
- que una os pés e passos
( em águas e terras )
com a terra Hiperbórea
aonde possa pisar com palmilha de erva
subir pela liana
ao encontro do vento norte
- ( Bóreas! )
e dos Hiperbóreos
o povo da terra Hiperbórea
com pés arraigados ao solo
- de clarineta!
( Solo para solipsista
coro de eremitas
sátiros e faunos à fauna
- que flora!, ó Flora!
alma ou vida em vegetal
sobre o solo sobranceiro mineral
- meu corpo anatômico-fisiológico a uma passo da erva do caminho! )

Do austral

a mesma distância
guarda os passos da floresta
- da floresta protegida por mambas negras
que são menos perigosas e peçonhentas
que a política dos homens
e mulheres que enveredam
por este caminho tortuoso sobre o espinheiro
- nada espinhal
espinal
espineta
clavicórdio
cravo
virginal
cujos passos calcam urzes de engenheiro
cardos tardos nos bardos em baladas...
- embaldas pelo corifeu ao vento
moinho de tudo
moenda de cana pela alma
do moleiro mole
à mão melíflua de Rodin
plasmando o pensar em pedra
no Pensador

A este e oeste a floresta

também tem passos de distância
que asseguram ao eremitão
sua solidão perene
Ali o ermitão sobrevive em paz
com a ermitoa
em outra tebaida
ou em solitude borbulhante no riacho
com cacho de cabelo
enrolado nas águas
que descem a pequena cachoeira
torvelinho de água
em declive   
Lá quero viver
a dois vôo de distância
do bútio de separa céus de homens
pondo asas abertas na envegadura
longe de terras e águas
de onde pode atirar o homem
com arcabuz
mosquete...
( Um búteo
em nomenclatura binomial
se escreve no latim da ciência : "aquila heliaca"
nome duplo e apto a designar sua origem
ao dizer do oriente
ou oeste
ou lugar do levante
do sol
do hélio ;
daí "heliaca"
que em nome vulgar designa a Águia-imperial-oriental
- um bútio
no latim : "buteo buteo" )

A  cachoeira ruidosa!

- que em si maior
é uma sereia cantante
entre as pedras cinzentas
e os peixes esquivos
e os girinos em coro silente
cantando no silêncio do vento
hinos de louvor à água
do batista João
homem e santo de Deus
que odiava política
de fariseu e romanos
- de homens e mulheres!
( Outrossim, a religião é uma política sórdida!
Excepto para essênios
cartuxos
trapistas...:
monges e monjas de fato
não imiscuídos no direito
das Ordens que ordenam
e ordenham o rebanho humano
Todavia, todo e qualquer indivíduo
é um monge ou monja
branco ou preto em vestuário
( porém não no estuário social! )
- um ser solitário em marcha
pelos campos e vales em lírios sorridentes
na travessia em solitude bravia
pela terra sem senhores
aonde nem Deus é senhor
- onde somente o solo é senhor dos pés
os quais o têm por escabelo
com o céu por cabelos
de noite escura no véu
que vela a vela
com nigérrimos cabelos soltos
até a cintura
da bela mulher jovem
em sua plenitude floral
refletida nos cabelos em azeviche
dentro da noite negra
no morcego
na treva que risca o trevo
no rascunho
riscado
do mocho
a lápis preto... )

Entre as águas encaracoladas em cachoeiras

nas corredeiras lépidas da torrente
a terra úmida ou seca
plantada sob ervas
posta em piso arabescados
ou com árvores e arbustos
rosados na flor
ao rosicler cálido na aurora
o fogo queimando na fogueira do sol
 - o ar por respirar
a fazer voar
sustentar o voo
e a vida
na vela e no vento que a sopra
que a acende e alimenta o fogo da vida
ou pode apagá-la
e destarte cortar o cordão de parta da vida

Ali quero viver

sempre hiperboreamente longe
de toda política espúria 
dos homens quando se juntam
ou se alienam em alguma profissão de fé
quer seja de monge
ou profeta em confraria
( Tudo na fraternidade
branca ou preta
apodrece na mendacidade
até chegar à mendicância
à miséria humana
à indigência do ser humano )

Contudo, se não houver floresta
com negra flor
negras folhas lanceoladas
rio negro
tinto
retinto de treva
para banhar e beber...
Ar rarefeito
de montanhas rochosas
cordilheira dos Andes
Alpes ( Alpes dos alpinistas!
Alpes para o alpinismo
a brancura e alvura dos Alpes
dos alpinistas
- do alpinismo
no Monte Branco
alpino
albino  )
Apeninos...
Terra preta
onde pisar solo
não erodido
e mamba negra
para afugentar o mal humano
excedente em economia política
- então quero fugir! :
Quero a evasão dos poetas românticos
a pastoral dos árcades
poetas do Monte Parnaso... :
Quero,  quero-quero
refugiar-me
achar refúgio
na aldeia congelada na imaginação do arquiteto de avantesma
- abantesma! 

terça-feira, 26 de junho de 2012

KAWASAKI : tipos motos: side car, street, streetfighter, supermotard, underbone, wheelie, chopper, off-road, custom, bobber

2007KawasakiNinjaZX6R-001.jpg
A luz matinal
quase dilucular
a coar-se ( escoar )
entre os interstícios das folhas
de algumas árvores e arbustos
as quais enxuga com toalha
tecida no altiplano solar
ou platô...:
- é o primeiro respingo de manhã!
no céu em fogo
discutindo o dilúculo ainda
ao viajar na carruagem de fogo
descrita crível na toada do profeta
hebraico
aos gritos histéricos
em grande clamor
que faz tremer a terra ( terremoto! )
que o indivíduo tem assentada por dentro da alma ( sopro de oboé )
e de pedaços de espírito ( outro sopro de ventania para oboísta tocar
com sutil fôlego )
ou em barco
sem vela com vela de estrela padrão ( cefeidas )
pelos céus do Egito dos faraós
e posteriormente
ou quiçá no mesmo plano de história-mito
( desprezando a cronologia )
com o barqueiro Caronte
cobrando o óbolo ou danake
( moedas da antiga Grécia )
preço pago para o morto poder atravessar as águas do rio Estige
e do rio Aqueronte
afluente do rio Styx
oriundo do mundo dos mortos

Todavia havia a fuga pela planície dos Narcisos
( havia ou há ( e há de fato ou de direito!) ...:
ou hão-de haver
uma população "polpuda" de Narcisos perdidos nela?!... )
e o mergulho na corrente ou torrente do esquecimento
no rio Lete
que se localizava no Hades
aonde bebiam ou tocavam os mortos
a fim de olvidar a vida pregressa
( rio de vodka ou cerveja?!, esse Lethe )
ao bebericar gota a gota
em conta-gotas
até o esquecimento
antípoda da alétheia
que significa verdade ou realidade ou desvelamento
em grego vetusto
Entretanto, havia outra água clara
inodora e incolor ao espelho para narciso do lápis de cor
a qual, outrossim,
se dava de beber ( e ainda bebemo-la
em opção à vodka clara ou a cerveja amarelada )
originária do lençol d'água de outro rio subterrâneo
outro lençol freático ou aquífero
- que descendia e desce decente e mineral
do rio Mnemósine
que tudo fazia recordar
e levava o bebedor à onisciência
no desvelamento
do filósofo e dos deuses e dos poetas
criador dos deuses e anjo
que sopra a inspiração nas narinas do filósofo
em consonância com o ensinamento secreto das religiões esotéricas
que faz ouvir sem ouvidos
o toque do oboé silente e invisível
que vem de dentro do oboísta sem oboé ou melodia
- ritmo que seja!
ou não seja
na harmonia do contraponto
no caminho da fuga de José para o Egito
pelo deserto
no qual todo indivíduo se retira
por um tempo de vida eremita
pára amadurecer ou chegar ao amarelo solar
do fruto no pensamento
com gusanos como alma moventes
dançantes
que morrem quando expostos
ao fogo do sol matinal
e deixam prosperar o fruto
que será a fruta
quando levada às enzimas à boca pequena
ou grande como o deserto
(Não estaria rio Lete nos Campos Elísios,
consoante algumas versões rezavam?! )

A aurora é o primeiro fogo solar
o primeiro motor a ligar a luz
( conforme Aristóteles em frase armada há milênios na escrita )
- e a respirar luz ( um ar imaginário em Lúcifer )
como se fora  uma motocicleta Kawasaki Ninja
em grande velocidade
a sugar o ar das narinas do anjo
e encher seu motor
que se nutre e "vive" de ar
- ar que é sua alma
sua atmosfera  

Kawasaki-ZZR1400 2007TMCS.jpg
( O motor de uma motocicleta Kawasaki Ninja
é um pulmão para a vida
e um fole para a música
de sanfona
acordeão
ou instrumento de sopro ;
fagote clarinete trompa flauta
flautim ou "piccolo"
No motor e com o torque do motor
fazemos de tudo para fugir da morte
em alta velocidade
e refazendo a respiração do anjo
que é o homem a caminho
o andarilho por trilhas
A motocicleta respira o anjo
antes dele inspirar
antes dele soprar
o oboé em Lá )

O anjo não sopra seu sopro musical
para tocar a sensibilidade
através dos dedos longos em senóides
que um oboé vem a inspirar
( e posteriormente expirar
cessando o movimento da onda senoidal )
no nariz de uma motocicleta com cariz
tal qual faz com o homem
quando alienado no oboísta
na orquestra sinfônica ou filarmônica
ou no deserto de Atacama
que ataca cada um
em determinados momentos intensos )
No soprar da motocicleta veloz
se dá o contrário quadrado
quadrático
em raiz quadrado do conhecimento ( linguagem)
e enquadrado assim :
- é a motocicleta que inspira
o ar nos foles do anjo
antes do anjo ter a chance de vir-a-ser
e soprar seu oboé no motor Otto
enquanto primeiro oboísta dado no imaginário :
- um latifúndio sem fundo mental
a soprar vida em terra metálica
ou terra industrializada no metal
da fábrica da Kawasaki
com cor no matiz  verde-limão à carenagem :
é essa motocicleta que sopra a vida no nariz do anjo
que enche o pulmão
e o fole de música e vida
- que é mais que Musa ou Música!
Aqui o anjo muda a direção vetorial do sopro vital
ao soprar no anjo morto
decaído entre as folhas do outono amarelo 
um ar
que já se transformou em fumaça
- que o anjo natimorto fuma

A motocicleta vem tracionar
uma vida ao oposto
que se enceta com a morte
e é soprada pelo pistão
- novo arranjo de anjo
para banjo
com "Fiat lux"
de latim em vulgata
na faísca da ignição
que recria o universo
em colônia
numa cultura
que faz falar a técnica
- dá "logos" ( lógica) à técnica
na tecnologia
que diz o "logos"
nos verbos da língua e das matemáticas
e álgebras filosofantes
a erigir uma geometria própria
ao esquecimento de Euclides
( a geometria complexa dos arabescos 
que empreendem a saga de sabedoria 
e beleza do corão ) 
Montado sobre este cavalo-força
ou de força bruta
de elmo-capacete
cavalga  célere um cavaleiro medieval
um cavaleiro templário
um cavaleiro do apocalipse
um piloto de motocicleta
- enfim, todos em mixórdia contextual
em Dom Quixote de La Mancha!
a galopar sobre a cela do rocim!
- todos estratificados numa camada contextual da história
arqueologia
separados em estratos
mas paradoxalmente juntos
unidos em um
num ser perfeito
que carrega a história no alforge
- todos eles unidos pela intersecção  intercontextual
que os fazem muitos
e o mesmo cavaleiro
a buscar o Santo Graal
ou a Vitória alada
-(de Samotrácia!!! )
ou o que seja
que Dom Quixote buscava incessantemente
irracionalmente
- na busca de todo indivíduo
"inindividuado"
comunitário
nos cavaleiros
que se mesclam
em um ser eclético
ao gosto de Hegel e Marx 
filósofos do ecletismo sintético
da indústria do pensamento
- indústria de rouco e  ronco de silêncio 
com diálogo de violino e piano em pianíssimo
sob sono e sonho
e solitude de aranhas e moscas
em suas teias de aranhas sujas
- pesadas nos grânulos flutuantes de poeira
que a respiração dos anjos trazem
dos longos anos de vida
desses longânimos seres
feitos da mesma matéria-metafísica dos cavaleiros
que por aqui passaram
por fim no piloto de uma Kawasaki Ninja
na limonada e no limão em cor matizada

( Estes  são singelos apontamentos
para um anjo respirado
ou aspirado
interceptando o vento ( velho moinho)
antes de chegar às ventas do anjo
antes da sístole e diástole
através da respiração do motor
turbo ou turbo-compressor
- um artefato nato-cultural :
com origem no motor Otto
inspirado no amor do oboísta
que toca o oboé baixo em Dó
para o anjo quedo
junto ao outono escrito
no chão rodado pelas folhas descaídas
( o outono é o anjo decaído
face em folha amarela-letárgica )
- outono desenhado em norma para geometria ou álgebra
geoglifado-hieroglifado em signo amarelo
ao rés-do-chão com símbolo em letargia
com folhas ou flores em decomposição amarelo-letárgico
de plantas decíduas
que desceram com o anjo
para o qual sopra em silêncio sepulcral
um oboé "d'amore" em Lá
e responde
em responso
outro oboé "piccolo" em Fá...
Sopra, ó oboé barítono! :
- sopra a alma na fase outonal de Vivaldi 
também no pistão de uma Kawasaki Ninja! 
- motocicleta que passa por dentro do verde limão 
e adentra o limoeiro inteiro
tirando tinta da clorofila
via folha verde
tocada pelo violinista verde
que a pinta com dedos na cor verde do limão folheado 
em  cordas e baqueta
espargida pelo som do violino
( um Stradivarius executado por um virtuose definitivo)
mas não passa pela flor branca
que furta e barra a cor banhada no limão 
 na barra da alva 
que se levanta ao levante  
 clamando por abelhas e colibris
no feromônio posto no aroma que exala      
ao sugar todo o fôlego do anjo
que cai por terra na folha e flor amarela    
morto em trevas despedaçadas da cor do limão
ao rés-do-chão em tom fatal de outono    
numa febre amarela pendida do verde 
queda na queda 
sem pára-queda ou parapente)    

O homem em sua saga
é um cavaleiro verde-limão
montado sobre um cavalo huno
ou uma Kawasaki Ninja      
uno ao cavalo e à motocicleta
como um Huno
bárbaro
" o flagelo de Deus"
- um centauro a cavaleiro da alva
já em barras no céu azeviche  
no lusco-fusco do dilúculo 
( O homem, o uno, o Huno,
o uno com o Huno
uno com cavalo
e sendo assim uno
homem e  cavalo
no huno
é o centauro em ato
agora uno huno
com a Kawasaki Ninja
cavalo cultural
artefato da engenharia )

O cavalo vai até aonde vai seu cavaleiro

e o cavaleiro até aonde for seu cavalo
- mas seu cavalo simbólico!
o qual é mais e mais
do que o equino e o equestre natural
Ambos, equino-equestre,
ou espectro do centauro refletido
e defletido na luz
são co-partícipes da mesma saga :
- Uns a cavaleiro do apocalipse
outros pós-apocalípticos profetas
com um pé no solo
e outro no ar
descalço

                      
 Ficheiro:Kawasaki Ninja 250R 2007TMS.jpg POST SCRIPTUM : A Kawasaki ( Kawasaki Heavy industries, é uma companhia internacional, com sede em Kobe, no Japão, unidades em Minato e Tóquio, respectivamente, que fabrica equipamentos de transportes :aeronaves, navios tratores, trens, robôs, dentre outros.    
Não obstante, o que tornou a Kawasaki famosa no mundo inteiro foram as motocicletas ou motos Kawasaki, mormente a Kawasaki Ninja, cuja fama atravessou fronteiras inimagináveis, superou espectativas, conquistou o espírito humano de Alexandre, o  Grande, ou o Alexandre Magno, debruçado sobre um cavalo, o Alexandre interiorizado, o qual sobrevive intacto dentro de cada indivíduo, no anfiteatro escavado pela arqueologia e arqueólogo que cada indivíduo é, na sua alienação, ou foi um dia, sem se alienar, dentro da garrafa com o líquido amniótico do sonho ou da loucura incurável, crônica ( Alexandre, o Grande, Magno, é um monumento á paranóia, á megalomania, assim como o é o artista que há no homem, oculto no indivíduo, sob a face de um Salvador Dali, Picasso, que, outrossim é cada indivíduo humano; enfim, fora, pela via da  alienação do pensamento e da profissão ou do homem posto no mundo enquanto ser : ser de cultura, do verbo, do "logos", explorado tecnicamente pelo conceito filosófico,  desde Hegel e o excelso filósofo e pensador Karl Marx, que revolucionou ou evolucionou, a forma de pensar e de penetrar na mente humana através da fenomenologia expressa e expulsa de seu interior nos próprios atos do ser humano,  enquanto ser individuado, que anseia pela alienação de seu espírito no mundo enquanto pensamento filosófico, artístico, científico ou técnico, no caso da engenharia e das invenções que essa "técnica" ou tecnologia do pensar e do fazer  tal qual faz o engenheiro, com a linguagem ( ciência) da física pelos signos e símbolos matemáticos, do mesmo modo, ou de modo similar, ao que realiza o senhor da primeira linguagem, ou ciência, que é  poeta, em sua técnica simples e direta, que lê e, posteriormente escreve ou glifa e grafa em desenhos, esboços, conceitos para palavras e geometrias, que especulam, destarte, o homem ( primeira ciência separada da religião ou filosofia embrionária); contudo, em contraposição ou contraponto ao poeta das letras, da literatura, na engenharia a literatura leva a outros caminhos, às veredas aonde são postos os artefatos, objetos do fazer do engenheiro ( objetos do engenho) e das linguagens sociais e psicológicas, as quais grassam na antropologia, enquanto etnografia e etnologia e sociologia, bem como a psicanálise e outros instrumentos que deram ocasião ao pensamento atual, que muda completamente depois da ciência ou linguagem com a tratam Freud e Jung, cujos predecessores foram Nietzsche, Shopenhauer, com posterior desenvolvimento dado por Marx e o tronco filosófico-científico que medra na linguagem pós-marxiana, que pode ser lido e percebido na literatura dos antropologistas e outros psico-sábios ou psico-eruditos e sócio-sábios ou sócio-eruditos não envolvidos com política completamente, pois sempre se está sob  o óbolo de Cesar ( "Caesar" ) e ter que dar a César o que é dele, o que é de "César",  por força de lei e legião que se segue ao não-cumprimento da ordem legal.Contra essa força bruta, estribada no direito, contra toda essa força brutal, prescrita em lei, como um veneno, não há opção, senão pagar ou ficar entre as masmorras, cair no ostracismo, comparecer ao cadafalso ou à fogueira da inquisição dos juízes, desembargadores e ministros ;  e mais : médicos, psiquiatras, todos policiais, de branco ou de preto, pois todo estado e toda política é polícia e policial, como o queria Michel Foucault em seu pesadelo do real. O real ou realidade social é uma fábula aonde os bichos com o poder mandam e os demais obedecem, sem opção alguma, nem instinto de fuga "nem cavalo preto que fuja à galope". "Para onde"? : Não há para onde fugir do estado fundado depois da "Revolução dos Bichos", que é uma equação tão universal quanto a de Einstein, Planck ou Newton e outros cientistas cientistas
 ( pensadores da física, da "physis" ) que existiram de fato. De direito tem muitos charlatães e parlapatões e histriões dignos do riso de Demócrito, o filósofo ( pensador físico ) que ria.
A Kawasaki Ninha, conquanto tenha sido criada para abrir o sonho em potência nas almas fúteis e volúveis das multidões alvoroçadas, uma vez que a motocicleta tem a capacidade de aglutinar, amealhar emoções e individuações que os demais produtos da empresa não têm, e não tinham à época, por serem produtos sem o charme de uma moto que acaba sob o comando de qualquer indivíduo, do homem comum,o homem da rua, que a pode pilotar, caso que não se dá com o avião e outros artefatos complexos e de difícil acesso à maioria, à multidão faminta de sonhos lançados a esmo, mormente por causa das corridas e, quiçá, porque a motocicleta tem muito do cavalo, na realidade é um cavalo a vapor, por assim dizer, um cavalo, um alazão ou baio filho do homem-Jesus, objeto industrial, um equino cultural
( não-natural, mas artificial, um artefato, exceto em alguns metais pesados, terrosos e leves, tirados à mãe natureza e trabalhados, burilados pelas mãos do homem, do artesão habilidoso, requintado), por tudo isso e muito mais, este objeto, produto da mão e do cérebro humano, supurou expectativas, pois pode ser representada  imediata e presente em cada esquina ou garagem. De mais a mais,  é, outrossim,  um produto simbólico da engenhosidade do ser humano , inclusive nas corridas de moto velocidade, cujas predecessoras eram, de fato e de direito, as corridas de cavalos em hipódromos, portanto, um ente muito significativo e eivado de com sentido humano : um norte-sul , austral-boreal humano, fora do mapa-múndi, dentro do mapa-homem.
De mais a mais, na motocicleta a força motriz é mensurada por cavalos, metafóricos, alegóricos equídeos ; HP, na sigla para  a língua inglesa, no inglês, e Cavalo vapor ( CV) nas línguas neolatinas, onde a paixão parece ser maior, embora, de fato, não o seja. A paixão é sempre desmedida, sem metro ou metragem rasa.
CV, é sigla, (ou siglema?), cujo significado óbvio é Cavalo-Vapor ou Cavalo-Força, locução que une indústria ( produção de artefatos ) e natureza, posta no cavalo, ente natural ou "in natura" ( na natureza ou ao natural ), como melhor dizia ou exprimia a língua quando em latim. Esses cavalos exprimem ou mensuram a quantidade de imaginários, metafóricos, alegóricos cavalos em força, os quais dão o empuxo ao motor no automóvel, como os cavalos naturais o faziam com as carruagens, de sonhos londrinos ou de uma Londres onírica em Sherlock Holmes, personagem de Conan Doyle, carruagens luxuosas que sã os carros do primeiro tempo historial da indústria humana do transporte.
A força ninja que vem do Japão tal qual o bárbaro Huno, que veio, creio, da Ásia ou Eurásia, em outro sentido para a palavra "bárbaro", sentido desconhecido ou ignorado politicamente
 ( "no politicamente correto da época," quiçá ) conquista o mundo montado, na posição do centauro ou da constelação zodiacal do sagitário, sobre um cavalo, com arco e flecha certeira, atirando o Apocalipse da besta, de sobre a besta com o arco e a flechada precisa, fatal, letal.
O vocábulo "Huno", nome daquele célebre povo "bárbaro" e requintado, que teria sido conduzido por Átila, o huno,  teria originado a palavra para a nação húngara, estaria na onomástica de Hungria, a terra, o país, a pátria?!, ou esse pensar é  ocioso demais, como é do feitio primevo de todo pensamento, que, não obstante, do ócio criou toda a linguagem para religião, arte, ciência e  técnica na engenharia, na química, na física, na biologia, enfim, todas formas de engenharia com linguagem que encaixam-se no objeto focado, pensado, agarrado e transformado pelas mãos e mente, em dois movimentos : o matemático ou abstrato e o técnico ou manual, hoje em automação.
O ser humano se vê refletido ou enxerga seu semblante na água límpida do riacho, o qual, aqui, seria o seu artefato :  a Kawasaki Ninja, uma de suas obras-primas. O artefato do homem é seu Narciso real, não-mitológico, não mitômano, contemplado com deleite intenso, orgulho e regozijo. O narcismo é seu ato reflexo dourado ou reflexo-Freud, quando passado a passada do ato mítico para o ato mental, na psicanálise.
Outro ato fundamental na constituição da atitude humana é o símbolo e, posteriormente, o signo, que é a economia do símbolo e da imagem, ambos predecessores da linguagem que, concomitantemente, é a ciência. O símbolo separa o ato de pensar do ato de fazer : biparte atos que, "in natura", estão juntos, indissolúveis no fato, subsumidos no fato; ou seja : o símbolo cria dois atos, ao cindir o fato : o ato de direito, excludente da natureza e o fato natural, que promove a inclusão da natureza na cultura. O centauro é um paradigma desse símbolo ou da capacidade humana de simbolizar. O centauro é um símbolo, quer dizer, um ser do mundo do direito, não de fato; no mundo dos fatos estão o cavalo e o homem, separados e corpos e mente, mas jungidos no símbolo na expressão artística-mítica do centauro,um símbolo do ser do homem posto no mundo entre um animal e o homem ou entre o homem e a Kawasaki Ninja que o piloto "pilota".
O sopro do anjo é o mesmo processo simbólico : o anjo não existe de fato, mas é um ente de 'direito", ao modo de Kant, e, portanto, o sopro é o vento, com o oxigênio a propiciar a combustão do motor, que de outra forma não poderia "respirar", nem tampouco existir. Na realidade, o motor não respira como o faz o homem que, no ato de respirar participa da vida; o motor não é parte da vida, mas da queima do combustível por meio de algum comburente ; vida é inteligência independente, emancipada, e a motocicleta exprime ou imprime a inteligencia oriunda do homem, pois o motor não respira algo que lhe dá inteligencia, que é vida; o motor é, qual o anjo, símbolo de vida, porém mão vida, apenas um dos muitos símbolos do homem, assim como o é o anjo, que de mensageiro, na ficção jurídica, não passa, de fato, de uma mensagem : o anjo é uma mensagem do homem por seus artefatos diversos :  Evangelho.
Sua velocidade ( das motos em questão)  depende da cilindrada.Neste sentido são classificadas em duas categorias : motociclos e ciclomotores, conforme a cilindrada permita realizar uma maior ou menor velocidade.Trata-se de potência ou potencial, conforme o caso e o piloto que pode tirar da potência toda um potencial impensado na lacuna da engenharia, que é preenchida pela interação entre o projetista, o engenheiro, o mecânico, o piloto e também o gerente e demais membros da equipe. Uma motocicleta não é só uma moto, mas a conquista de uma equipe coesa. A coesão e a coerência é que torna a equipe poderosa ou um fracasso iminente. 
OBSERVAÇÃO : A Kawasaki, sendo uma moto ( ou mota ou motocicleta) esportiva, participa de campeonatos, tais quais : Superbike, Motocross, Rali, Supermoto, Moto GP, etc., quer sejam essas competições locais, regionais ou mundiais.
Tipos de motocicleta, quer sejam Kawasaki ou não : Bobber, Gran-turismo, Custom, Chopper, esportiva, Fun Bike, Hiper Sport, Maxi-Trail, Minimotos ou Pocketbikes, Naked, Off-road, Scootgers, Side Car,  Street, Streetfigter, Supermotard, Underbone, Wheelie.   Motocicletas representam em série o desejo de muitos, principalmente no que se refere à performance.  
Vide taxonomia, taxionomia, nomenclatura binomial, terminologia científica dicionário científico, botânica, biologia, zoologia, entomologia,lexicografia, verbete, glossário, wikcionário, dicionário, etc., bem como Kawasaki : biografia, historiografia, historiologia, história, síndrome, cidade, motocicleta, onomástica, dicionário onomástico, verbete, enciclopédia delta, dicionário wikcionário, glossário, lexicografia indústria.Este nome atua em vários, vida obra, pintor , artista espanhol, escultor, surrealismo, surrealista surrealizado, La Mancha, Cervantes, escritor, poeta, moinhos de vento, literatura, obra-prima, Dom Quixote, rocim, elmo, língua espanhola, cavaleiro andante medieval, manchego.