sábado, 1 de novembro de 2014

LINDES, LINDES, verbete glossario etimologia

Maria ia ganhar um sapato
Ou dois, no caso dos pés de pato,
Palmípedes que nela sapateava
Ava  em  avos desde os avos dos avós
Maternos,   paternos , não eternos
Até a geração que iria vir à  tona
Após a voz dos avós
Em  confessionário de fonoaudiólogo
E  dos avos que são avós
“Matematizadas” pelos gênios em linguajar aritmético
Embricados   na álgebra da zebra,
A qual não têm existência,
Mas  tão-somente vida
Enquanto eqüídeo listado
Pata ter em cada pata e  casco
 vitalidade eqüina  espraiada pelo  bando 
não de bandoleiros, mas zebrado
Com risco de zebra
Cair  na boca do leão
Infalível  qual Papa  à boca da noite
Quando urra e prossegue a perseguição
Daqueles que azurram
No escuro luto do jângal
Onde há a luta renhida
E de onde  tão-somente o homem ,
 este ser tão-só no descampado da savana,
pode fugir numa  jangada,
a qual fulgiu em seu imaginário,
antes da realização,
porquanto sua dinastia da tia-avó aos pais
traz na linhagem junto a ovos e ovas,
a capacidade inata, perene,
de sentir com a língua ,
sua  primacial manifestação
de inteligência do mundo em roda viva,
a  vida que o cerca e cerceia ,
mas  também desvela sua posição no curto cosmos
aonde  se move e mora,
enquanto,  por outro lado do paralelo,
no hemisfério mental em hemistíquio,
 os rabiscos da linguagem escrita, desenhada,
esculpida  até a cripta
revelam-lhe a estrutura do universo
em versos que se enfronham na existência,
que não é vida,
mas subjetividade humana,
que  o homem é um sujeito gramatical
dentro  do conjunto de regras
que  põe  a gramática
como  algo da existência
com  seus  avos ávidos de vida longa
A dobrar céus e terras!...
Que não hão de passar,
Não passarão pelo passarinho menor
Que levou em asas de condor
Os versos reversos do poeta Mário Quintana
A recender amor  no jasmim,  bogari, dama da noite... ).

Todavia,  por via das dúvidas, viria a jovem Maria,
Ainda imaculada,
A adquirir um Kia
Que  Kia é  um carro-conceito que se guia,
Quando  se vai ou se  ia e vinha,
Sem perquirir da existência,
Que  é o presente o homem
Na sua solidão de ser
E  ermitão na gávea
Ou na multidão
Que desvaloriza o homem
Enquanto indivíduo
No duo coletivo
Que o devora pelo duodeno
Em  iniciação de metabolismo
E finalização de escatologia.
Repito ,  ela, Maria, ainda imaculada na Conceição do mundo,
Queria que queria um Kia carro,
Contudo,  veio-lhe me via cava,
 logo após o “logos”,
a idéia de dirigir  um  Subaru
e dirimir, com tal amparo,
a  subida   pelas encostas  arenosas:
isso parece ser
tudo o que ela queria  porque queria  
Na sua paranóia consumista
Montada por economistas
Das economias mistas
Ou por cérebros emprestados às Grandes Corporações,
As quais  também vendiam colchões
E, quiçá, corações
De três em três, tricordianos,
Tal e qual de Pelé com bola ao pé,
Pois sem bola não existe Pelé,
Vive um Edison sem lâmpada de  Aladim,
O ladino Aladino,
E com pouco azeite
Para incandescer  uma  existência pobre
Que  não pesa sobre a personagem fictícia ,
Que é mera existência
E não ser em vida,
Qual o homem que não é personagem de Pelé,
Mas vida de codinome “Edison”
( Pelé é  personagem de  imprensa)
Ou do existente inventor homônimo
Que iluminou o conto de Aladim
Para que pudesse ser lido  na calada,
E a vida do outro célebre  homônimo
Preso a uma  existência chinfrim,
Sem veleidades de  existencialismo ateu,
Que sequer compreendeu
A escravidão que crassa
Sob nomes poéticos
De democracia, república, direito, estado
E outras burundangas, algaravias...
Inobstante, no que tange à vida
Teve-a em abundância ,
Com vegetação interna ao corpo luxuriante,
Plena de saúde e vigor
Encontradiço  no óleo de peixe,
No fígado de bacalhau
E, evidentemente, no peixe vivo
Que nada (nada!) no rito e ritmo do rio São Francisco,
Vivaz na brasa  termodinâmica da natureza,
Mas  morto, assado,  cozido com pirão,
grelhado em taberna homônima
À beira ou à flor d’água
Quando a água enflora
E  bebe amora
E belisca a aurora
A latir no coração feliz.

Entrementes, hoje, no tempo de verdae,
Tempo do ser incrustado em si
E no espaço que amasso no amor
O rio São Francisco, qual o santo,  pobrezinho!,
Jaz no álveo abandonado,
Está morto junto ao esqueleto de Juscelino Kubitschek
Com existência no mito
E essência no nada
Para  aonde nadou o ser nadificado,
Agora sob terra. No subterrâneo.
Do rio a Hades
Há-de  ser o passo pequeno
Na dança russa
( A existência continua sem o ser,
Que o ser depende do tempo presente,
Mas a existência se encarna em signos e símbolos
E ganha a mente,  como ser morto no tempo,
Pois a mente  é, sobretudo,
coleção de mitos, lendas, histórias, sagas, ritos,
que dão os primeiros passos no teatro...
no anfiteatro...).

Enquanto isso,  Maria e o Kia
Ia  rumo à bandeira xadrez
Que saudava os vencedores
Do nada que é uma corrida maluca de automóveis,
Bólidos comandados por pilotos temerários
Que viviam a servir e cerzir a morte
Ou o trauma pós  batida
Que vitimou Jules Bianchi,
Um francês voador,
Agora em pouso  melancólico,
Ao invés de alegre,
Repouso absoluto
Para luto contra a luta dos médicos,
Presos ao “El Niño “ que foram
E continuam a brincar de bulir no mundo
Com suas traquinagens.

Ora esta! – se  ela  quis porque quis
Um Kia coreano
E um Subaru  nipônico , -  que suba no barro
Do  carro caro, raro
Comprado pelo avaro...!
Que não quis nem Kia
Que se guia na via
Dolorosa da neurose
Mui carregada com glicosídeo potente
Para coroação de coração-motor.
...entrementes,  avaliando pelo faro
Acabou  comprando um gato
Bicho cujo instinto vem
E não vai
Em sentido lato
Do mato ao tato
Que tateia a teia da vida
E da mortandade por endemia
Que não mia no gato
Nem no Kia da Coréia.
( um Kia e um  Subaru
Estão na existência
Apenas do homem
Que os colocou
Em análise combinatória,
Pois que a Análise Combinatória,
Que não é um ser,
Mas existência ou  parto do ser,
É, ainda, em corpo de novelas,
 História-estória que prova
A existência do homem,
Que é o  parturiente
De si e do próprio filho:
Sendo o filho
O fio filiado ao ser em existência histórica,
Posto a pé e descalço no mundo,
Que é uma  estrada poeirenta  e pedregosa,
Em minas gerais ( campo minado!),
Eivada de urzes e cruzes
Que cruzam  os caminhos palmilhados,
Sobre  cardos,
- cardos  marianos! ;
enfim, o homem tem o poder
de  fazer  existir,
- de por e depor na corrente do ser,
Porém não dá vida,
Nem tempo e espaço
Para que o ser seja em sua plenitude de momento,
Fora e dentro de um tempo
Que é um instante fugidio,
Um  átimo de tempo ao fogo da fornalha,
Porquanto  a vida vem combinação
De sol e vegetal
E não em análise combinatória,
Que é uma das muitas existências do homem
Postas em tempo de ser,
Nas suas línguas e linguagens,
Que dão a inteligência do número e do nome :
O  noumenal,  originário do “nous” grego ).

Bem,  voltando a Maria de fato
que comprara sapato para José
E sapato vem par a par
Para  se por a andar no  parque
Sem parar de emparelhar
Com outros pares,
Percebeu  que o ímpar
Que deforma  gato e sapato
Formam entre si
Pelo sabor do paradoxo
Conjuntos disjuntos
Na economia da matemática,
Da  informática e da existência tensa,
Economias marxianas e políticas marxistas
Postas frente ao Tratado das Categorias aristotélicas,
Que prioriza o “nous”( inteligência) da palavra
Ou então a teoria de Pitágoras e pitagóricos
Cujo “nous” se vira para os números(“noumenon”),
Numa alternativa entre idioma e linguagem algébrica,
Pois o primeiro canta e narra o universo e a ciência
Do homúnculo  ao “El Niño”
Com vozes ( vocábulos) grafados  ou fonéticos,
Para  filólogos grafar em modo de “logos”
E o segundo, segundo os pitagóricos,
Ouvi o cosmos e o conhecimento
Sob a batuta dos teoremas
Adjuntos a conjuntos
Cuja  existênc ia
Flui ao sabor dos rios nas  matemáticas
E dobra as dobradiças
À montante e à jusante
 da geometria do Kia-carro:
no  comércio do “nous”
Bipartido em língua e linguagem
Que pensa a  filosofia dos espíritos livres
 e a filologia dos bibliófilos sagazes
Em vernáculo  grego
corrente em tempos de  antão ,
torrente que Santo Antão quase pegou em vida,
quando abrigara na estufa do corpo cálido
o vegetal que o mantinha em vida
E  o pensamento caducifólio
No curso da existência
A viger  enquanto mente humana
conjunto de signos e símbolos,
Que mantém a existência tensa sob vida,
No transcurso da Flora e Fauna
De que é feita a vida
No homem em corpo tríplice
Em função  química, física e biológica,
Existência esta envolta pelos dogmas da igreja cristã,
Douta mãe santa de imaculada concepção ( Conceição
Que  o diga em sua língua de trapo,
Nada  trapista,  como se costuma  pensar dos monges cenobitas
Que habitavam o mosteiro cisterciense  de Nôtre-Dame de La Trappe,
Soligny-la-Trappe,
Um vilarejo em França:
Tudo gato e sapato,
Expressão popular
A cindir com o gládio da consciência conspícua
Um ente inanimado a um ser animado
Com alma no mato do latim,
Mas não no grego do filósofo
Que lida com química orgânica e inorgânica
Que o menino que se julga Deus
De porte da ciência vã e  a tecnologia anã
Quando se imagina homem
Graças ao sopro do Oráculo de Delfos,
Faz do gato o que fabrica no sapato,
Mas  nunca do sapato
O que é o gato
Nato, inato.
( o gato é um dos entes vitais,
Sendo a vida sua característica indelével
A vida que segue ávida de peripécias gatunas
E  se presta ao clone
Não empresta a vida única
Que traz o élan vital do ser
Sempre no presente tempo natural
A escorrer pelos rios heraclíticos,
Que dão o tom do ser,
Ao passar e molhar,
com cachos à cachoeira tonitruante
Ante e antes da tormenta que se avizinha
Na ave vizinha às procelárias
Que prosseguem em  vôo  sereno
Sobre pélagos profundos
Que se abrem em bocas de mar oceano
E baleias ativistas, pacifistas
Ou indiferentes a qualquer e todo tolo engajamento
Para  evento de vento sem âncora,
Nem ânfora,  angico ou anchova aos cardumes...
Que tudo é vegetal no animal, inseto...
Porém não nos artefatos
Tal e qual a ânfora
Que corre na existência,
Mas não na vida,
Torrente bravia,
Pois quando se morre
Volta tudo a inexistência,
Barco à deriva
Desde que nasceu
Da mente e mãos do homem
Quando animal
Animado pela “alma” da glicose vegetal:
Fotografia do sol no verde,
Que não é verde vegetação
Mesmo par ao daltônico,
Mas verde encontradiço a prisma
No espectro solar :
Vida da vida, fonte, elixir...
Do que existia enquanto vivia
Pela via torta, tortuosa... – torturante!:
Praxe da inquisição interior ao homem
E seu ofício,  - Santo Ofício
Para ofídio ofender com peçonha).
No que respeita a José
Presenteado com um par de sapatos,
Fugiu em cavalo baio a galope,
De si, dos demais, que não são de menos mesmo!
- e do poeta Carlos Drummond de Andrade
Que fez a leitura e escritura
De seu tédio
Em si próprio
Quando o  transtorno do Pânico
E da mulinha de leite
Eram mais assustadores
Que o deus  Pã,
Que apanha pânico no terror,
E a mula-sem-cabeça
Desembestada no apocalipse carioca.

O homem é o segundo criador,
O ser pensante que partilha
Existência e vida,
Porquanto é ativo e sofre (passivo):
Os demais apenas sofrem
O impacto do “pathos”
E são objeto do pensamento
Enquanto entes passivos,
Do ser pensante,
O qual cria o Kia sem vida
E outros artefatos
Sem vida ,  “e voz passiva
Ou voz de “pathos”,
Sendo, destarte, pacientes
( seres que sofrem, não agem, reagem)
Já o sujeito, a subjetividade cavada dentro do homem,
Tem “ voz ativa” na gramática
Que advém do Tratado das Categorias de Aristóteles,
Comanda,  Comanche ,  ou adverbialmente,  sem mancha,
 os fatos que criam,
Os quais sobrevêm de seus atos existenciais
Ou exteriorizados, expelidos do ser interior,
Que não se  exterioriza , senão como existência,
Que é a fórmula afortunada de se por o ser,
Em alienação cognominada  existência,
Sobre um microcosmo minúsculo,
Um sub-microcosmos com lindes(lindes!),  limitado.
Aonde o ser não vai
Senão pelos pés da existência, sua  liteira,
Que executa a práxis do ser no mundo
Enquanto o ser continua fora do universo externo
E nem sequer toca os pés no chão dos carmelitas descalços,
Pois o ser   é em ato
 o eterno pensamento
Do filósofo, do poeta, do pensador,
Do homem do vulgo,
Sendo que não há filósofo
Que não seja poeta na veia  e no veio,
No filão do pensamento de ouro puro,
O que não ocorre com o pensador,
Que é um frio  , pobre e objetivo cientista triste:
Um Tristão sem Isolda.
Já o primeiro criador,
Primeiro obreiro do motor primordial,
Deixou ,  quase ao abandono de nós,
homens-meninos-traquinas, lúdicos,
Um  macrocosmos infinito,
Sem fim nos confins;
E um microcosmo sem fim,
Ou dos quais não vislumbramos os limites,
Os quais passam  pelo ser humano
E o cria a cada dia,
A cada calada
E a cada Kia,
Que,  outrossim,  está em seu calado
De navio criador cósmico.
Somos apenas copistas,
Monges amanuenses
Desses universos
Em nossos versos
Em modo de engenharia, física, química...
Com as linguagens  e línguas
Que retratam o “nous”,
Que não é nosso,
Mas  obras de furto
e arremedados grosseiros
ao apagar do “nous” surripiado a custo
de vidas e mortes
em contraponto ao que diz
 um “El Niño” “terribundo “e sofrido
como o vagabundo ,
errante, errático que não é ,
mas sonhou  e gostaria de ser,
- e ser bem sido!,
assim como eu o quis ardorosamente.
Ele,  senhor dos burcos negros aberto pela cosmologia,
 afiançou  do alto de sua cátedra,
em estados que se dizem e querem unidos,
ou num reino que se diz tal e qual
em matéria de união,
 que “Deus não é mais necessário”.
Nem o cosmos?!... – ó senhor físico inglês
 cujo saber e conhecimento do alheio,
 adicionados  a todos os seus pares e párias
não  passa de uma fração do nada,
um fractal tal e qual
o quer a teoria do caos,
teogonia dos deuses
em outros moldes contextuais.
Que agonia!

Oh! Deus! Perdoe essa facção do nada,
Dos niilistas a olhos vistos
A ver navios naufragando
Sem  “ terra à vista”
Ouvida do marinheiro à gávea.
Ficheiro:The musicians by Caravaggio.jpg
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domingo, 16 de março de 2014

BESTAS DE FATO E DE DIREITO - verbete

Ficheiro:Amazone Staatliche Antikensammlungen 2342.jpg
Meus pensamentos,
que são os pensares e pesares do ser humano
ilhado em um indivíduo,
um Robinson Crusoé qualquer,

um Parmênides, um Zenão de Eléia,
dois ou mais Heráclitos de Éfeso,
um ou outro Saulo de Tarso,

com tarso e os ossos metatarsais,
o qual escreveu a Epístola aos Efésios
demudado em Paulo Apóstolo...
- esses pesares em elegia
e pensares em filosofia,
que vão à distância que vão 

os ventos vãos,
os quais vão e voltam
nos vãos dos vaus
e chegam até aonde aporta
a nau que os leva leves,

ultra-leves plumas,
grafados na poeira da luz diáfana,
fotogênicos que são,
- em tais pesares e pensares,

entalhados em madeira de lei,
deixarei, deitarei em signos,
que são atos mudos,
surdos-mudos,
realizados por mim por meio da escrita,
- atos que têm o teor de discursos
para capitães de longo curso,
de corveta e nau capitânea,
ou corsários e piratas incursos
na liberdade que livra e enlouquece,

ouvir na batida do martelo na bigorna
( batuque que abre um mundo novo!)
junto a flibusteiros
até vir a policia de branco e cáqui ou preto
jogar o vetusto xadrez do inconsciente demente

interrompendo a vida em liberdade
fora das patranhas sócio-políticas,
as quais criam e nutrem as patrulhas
dos cães de pequena monta intelectual
e indigência espiritual
que se escondem no xadrez do arlequim 
entre luz e sombra...por Caravaggio!
Por Micheangelo Merisi o Amerigh de Caravaggio!,
um mestre no  xadrez-arlequim das tintas...
um apaixonado violento, impetuoso...
um enamorado da vida em liberdade...
única digna de um homem, ó Libertina
( nome de toda sociedade ou comunidade
que sejam de homens e não abelhas!)...
 
Os signos assinalados à moda dos barões de Camões,

que cantou alto e bom som,
legarei aos leitores e musas
encarregados do levante deles
pela via crúcis da mente

do mortal que tombou na tumba,
porém deixou a deusa ou mente,
serpente que se ergue no deserto da vida
tal qual cascavel ziguezagueante
nas areias do deserto mudo,
mudando duna a duna,
o que coaduna com o que dura
grafado, geoglifado, petroglifado ou hieroglifado
sobre objetos insólitos
e não sólidos,
os quais realizam a travessia
pelo universo natural  da química,
pois signos são mudos, tartamudos
que, entretanto, podem suscitar
os significados e símbolos nas vozes
das musas, dos homens 

ou dos instrumentos musicais
- e são  essas as serpentes 

que os erguem do limbo
ao solo do oboé ou violino,
em solo de solista humano,
quer seja soprano, tenor, barítono
a chorar em bom tom
com olhos postos
no orvalho da madrugada
que cai em solo
e cuja  cantilena é madrigal para besouro,
rumorejar de riacho que ri
para coleóptero oculto em madressilva,
todo iluminado,
buda que é
- no vaga-lume e pirilampo
em campo ancho
- no angico
que abre outro campo,
extra-campo verde,
com violonista enamorado,
ébrio da bebida da madrugada
iluminado por livros medievais (iluminuras)
e pirlilampos-budas em nirvana.

Meus cantos e discursos
terão "voz" e vez também
no silêncio dos olhos e da mente
de quem os lê,
pois empós as auroras
dos meus 96 anos de vida
a fala  deles será  falha mnemônica
que será apagada da memória,
bem como todo o resto
que ficar pela terra
- e que é terra
também em terracota,
que artefato somos
nas mãos e mente da cultura,

que nos mente e manipula :
e em soldados, operários, sábios ou reis
nos industrializam ou aculturam ou civilizam.
Contudo, não será no mutismo dos signos

e nos seus silêncios de prisões
que se dará o levante de minha voz

já em signos jacente,
mas máxime o máximo mágico 

do meu pensamento,
no DNA dos signos geoglifado,
que continuará ritmando
e cuspindo de si, sem boca,
sem nota musical ouvida em si,

bemol maior ou menor,
símbolos que são  serpentes

nascidas de signos,
pois o símbolo se mescla em carne

do verbo com o ser da víbora
que ziguezageia na areia tórrida do Saara,
o qual ara um camelo e um dromedário,
num oásis. Oh! Oásis!
- Quem sabe o que é um oásis?!:
o beduíno, um beduíno, o camelo,

que teima de não ser um camelo
e  um dromedário,
o qual, de fato,  não é o dromedário,
senão de direito,
na voz afiada da doutrina filósofica...
Entrementes, tudo isso passará
nos pássaros que passarão os céus,
ultrapassarão os sóis...
- Até que a língua da água
fale e cante
e desmanche os sulcos do código em areia
desenhados no Poema à Virgem por Padre Anchieta
encetando a erosão da língua!,
a final...
- antes que a cal
caia do caos,

caia o caos
e a nau
nade nua

sem nauta
até a praia
e deixe ao náufrago
a morte do homem,
a qual prenuncia o fim do tempo, 

a destruição do espaço
tal qual em uma fissão nuclear
de longa e longânima cadeia,
que medeia a Medeia,
a infeliz Medeia

de tantos prantos!

O canto em signos
não serei eu
nem minh'alma de gato,
todavia sim uma cerimônia do adeus
presidida pelos bardos
cobertos de  cardos, nardos, dardos, fardos...
quando o pensamento atravessar a pedra
em aporia à flecha de Zeno de Eléia.
Paradoxo. Paradoxo Zeno,
o Eleata que tinha o aceite de todos
menos dos seus pares da Escola Eleata.
( Durma-se com uma seta dessas
mirando seteiras, arqueiros
atirada célere por uma arqueira
- bela, cujos longos e bastos cabelos são a noite negra,
invadindo com trevas corpo e alma,
em salva de luz apenas na Coma da Berenice,
flecha lançada por uma  amazona
equipada com uma besta...
- uma besteira!...Mesmo porque
amazonas são entidades imaginárias,
seres do pensamento em sintaxe de lenda.
Não há notícia de amazona portando uma besta,
pois não as havia onde elas eram lendárias
e trotavam e galopavam em cavalhada
sobre as cavalgaduras,
as bestas de fato e de direito,
que somos os homens
de sexo masculino :xy).

( Para-livro em projeto-projéctil: Poemas em geoglifos para uma Ópera Bufa de Joan Miró representada no carnaval do Arlequim carioca com seu ziriguidum).

Ficheiro:Equipement.archer.png
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

LÁTEX, LÁTEX! - wikcionario wikdicionario



Nada, nem o pensamento,
que é algo como o ponto
e o segmento de reta,
ou seja, quase nada
posto e contraposto
a gosto e  desgosto
da geometria,
exprime a vida no vivente,
contente ou descontente
ilumina o sentimento de vida,
a sensação de estar vivo,
o frêmito inenarrável
de partilhar de tudo
que corre no universo
aonde nada,
voa, anda , corre, medita
o corpo vivo,
cheio de um  espírito
que roda o pneu na alma
pneumática na árvore
ao escorrer em látex(látex!)
do tronco ferido da seringueira
e, posteriormente, de Charles Goodyear,
até encher de ar
ao pneu do bólido de fórmula 1
guiado pelos foles com ventos musicais
que animam piloto e automóvel
em matérias diferentes
mas com espíritos similares
aos lares de onde provêm
e vem a prover os suportes tecnológicos
entre as mãos da natureza e da cultura
que lutam em um cabo de guerra.
 Nada,  nem tudo o que o pensamento revestido,
 travestido de palavras e conceitos possa exprimir
expressa a sensação mínima de estar vivo:
a expressão, mesmo a dos maiores poetas,
filósofos e grandes escritores
e artistas que sinalizam a vida
por outros meios de simbolização e linguagens.
Nada disso chega perto da expressão da vida,
mesmo quando vivos e coevos
os autores e atores da vida
no seu berro em sintagmas
mais cálidos que magma.

Pegureiro, pegureiro,
o caminho do toureiro
sem eira nem beira
está mensurado pela jeira do campo
e pelo  lírio que ruboriza
o vale da torrente do Cédron,
por onde correu o Rei Davi,
por onde perambulou Jesus
em grande luz
antes de apagar-se na cruz
do lusco-fusco ao fogo-fátuo.

Pegureiro, pegureiro,
o caminho é ligeiro
e pisa nele a pisada
que pesa o caminhar
sem pesar de pé
de arameu errante
diáspora fora
sôbolos ribeiros de  Babilônia
por onde se achou Camões
quando em achas de vida
em combustão de paixão,
mas não nas hachuras
de uma professora que tive.

Evoco numa prece
que desce, cresce
e que diz,
ó perdiz,
perdida perdiz!,
que a força glicêmica,
motriz, matriz,
que chacoalha a vida
com o triplo de energia vital
do que a glicose é capaz
sequer de armazenar :
- Esta eufêmia é o amor :
explícita paixão
que arrebata o vulcão
e se organiza no orgasmo
que vai num átimo
da música de Buxtheude a Bach
no Órgão sagrado
onde se acha escondido em geoglifos,
mas queimando em achas de luz
para leitura dos sábios
e pastores apaixonados,
o opúsculo do organista de Sainte-Chapelle
e os ensaios em versos
com baladas,  romances, sagas e gestas
com perspectivas filosofantes
de poetas e novelistas genuínos
que foram organistas de sonhos
da Igreja de Santa Maria Novella
e a deixaram lá
em lá maior
esse frenesi de vida vibrante
cujo empuxo é o amor em flor
deixado deitado em campos de lírios amarelos
e fulvos no olhar
a que não falta ferro e fogo
retirados ao vale do ribeiro do Cédrom
e posto nos livros iluminados
dos Mosteiros da Ordem de Cister
aonde o sonho de Cristo
se retirou para dormir em paz
ao bimbalhar dos milênios.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

POSTULANTES(POSTULANTES!) - terminologia glossário


Não somente a ciência é uma escolha dentro do leque de opções em um contexto dado, mas todo o resto também é uma  escolha humana. Essa escolha determina o que é melhor para aqueles que possuem a hegemonia política e oferecem o que é o melhor aos membros que possuem o poder, não aos postulantes. Os postulantes ficam a postular..., digo,  a ver navios... no mar seco em terra firme, enquanto os senhores clamam do alto da gávea, alto e bom som, de forma provocante : "terra à vista!".
  Quem determina as escolhas são menos os indivíduos e mais os representantes dos indivíduos : seus tiranos, seu grupo social, os oligarcas ou aristocratas que os representam forçosamente enquanto políticos. Políticos aqui destila o sentido lato : todos os líderes são políticos de fato ou de  direito, conforme o derrame das leis ou dos fatos,

do universo do direito ou do mundo de fato, não cultural, natural, selvático.
  A opção reflete inclusive e, principalmente, o pensamento de um povo dominado por dentro, através de  sua oligarquia em poder do gládio da justiça  cega e vendada e (e também ou), por fora, por meio  seus conquistadores imperiais, os quais a todos ameaçam passar a fio de espada, caso ousem levantar os olhos ou o pescoço de dura cerviz
( "carne de pescoço!" são essa gente de dura cerviz!, ó senhores escribas de requintada hipocrisia, instrumento que os torna aptos aos atos maquiavélicos do governo. Os bons são crucificados e engrossam a fileira dos santos mártires, pois não dobram o cachaço, antes fazem ouvir o dobre dos sinos em trágicos responsos).
   Observe o caso gramatical, lógico e ontológico, senão antológico, da sabedoria, do conhecimento típico do grego: a filosofia; o grego da Hélade, um povo "sui generis", que engendrou mentes personalíssimas e inteligentíssimas, para usar da expressão feliz até o sorriso feliz posto por Aristóteles em "A Ética a Nicômaco" e na face do homem que engendrou a fortuna crítica de Drummond, com a  locução originária da pena do crítico literário, musical e erudito  Otto Maria Carpeaux quando comentava a obra poética-filosófica-política do escritor Carlos Drummond de Andrade, um poeta bem-nascido, alinhado, alinhavado em versos, oitavado em anjo torto. "Gauche". Homem inteligentíssimo e personalíssimo, no dizer de Otto Maria Carpeaux.
  A filosofia grega não é o pensamento : a filosofia nativa da Hélade não é o pensamento  chinês, nem judaico, tampouco alemão, nem mesmo o pensamento grego; porém uma escolha em contexto da Magna Grécia de uma forma inovadora de pensar, abrir a questão à discussão dialética; uma maneira de abordar a questão questionando-a livremente, de forma ociosa. 
'Hodiernamente" não há mais Magna Grécia, Hélade, e nem , concomitantemente, filosofia grega. Restam no resto da divisão do quociente alguns filosofemas. Nada mais. Inobstante, existem ainda filósofos gregos, espíritos livres com o corpo preso ao capitalismo animal, que anima a alma no pasto e o corpo no repasto.
  Não obstante sobreviver sem a filosofia grega, que é um processo o mais teórico e abstrato que existe, o pensamento chinês, tecnicamente, ou seja, no fazer, fez o que o ocidente fez e faz tecnologicamente, mesmo  antes da Europa romper a barra da alva com a  barra do chocolate branco e do sorvete equilibrista no  pequeno bastão que o segura ou o amarra (ou Amarna?, Faraó...); bastão esse que prende o gelo no palito, antes de ir ao palato, e que, para conceber tal técnica,  não precisa de nenhuma palavra grega ou chinesa ou portuguesa para arrostar a existência ou para amarrá-la à natureza e, consequentemente, à vida que, em parte, é mais que a existência e em parte menos, conforme seja a exegese produzida pelo  filósofo vital ou pelo erudito macabro, que busca a morte entre as  traças e os carunchos que visitam os alfarrábios, eivados de "bios" (biocultura, bioma) em pântano. Tremedal tremendo!
  Sim, asserto que o filósofo é um ser vital porque toda filosofia tem um componente essencial ( jamais acidental) de humanismo, o que não ocorre com as demais formas de raciocínios, os quais  são deletérios ao  ser humano e ao bicho-de-luz: ao vagalume, ao pirilampo, à mariposa.
   O filósofo genuíno não pensa sem a vida : sempre conta com a vida antes e depois de pensar, o que não ocorre com outros tipos de eruditos. O filósofo pensa contando com o homem no processo humanitário, pensa e sonha com o homem feliz de Aristóteles e não o chim infeliz olvidado pela poesia, pintura e pensamento chinês, que não contempla o indivíduo, senão o poderoso mandarim e tipos afins.
  O homem oriental está nos tratados chineses como coisa, objeto de uso, não como ser humano, pois não há humanismo no pensamento racional, mas apenas na filosofia, a qual ultrapassa os limites da razão, une poesia ( utopia) e razão fria ( "Scientia rationis"!).
   A filosofia grega implanta o homem no homem; cria, inventa o indivíduo.
 A criação do homem enquanto indivíduo pela filosofia helena. Puro helenismo!

 Ficheiro:Anforagrega-atenas.jpg
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

EFUSIVA(EFUSIVA!) - glossário glossario etimo

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( ab ovo e - "abre ovo!" )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo, 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço(paço!),
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita criança efusiva(efusiva!).

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação(corporação!)
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz))
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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